A ignorância é um problema sério, mas faz a gente rir um bocado. Ontem eu tava na rua conversando com o pessoal, daí passou uma mulher com um piercing "argola de bufalo" no nariz. Todo mundo ficou olhando e, depois que ela se foi, começaram os comentários:
-Que mulher maluca! Eu jamais faria isso!
-Nem eu!
-Gente doida é assim mesmo. Aposto que ela também tem um piercing no clitóris.
Nisso, minha vizinha, que é uma pessoa bem simples, questionou:
-Cli o quê?
-Clitóris, fulana! Tu num sabe o que é clitóris?
-Eu sei lá! É aqui na orelha?
Nem preciso dizer que todo mundo ficou rindo da situação. Até essa minha vizinha riu dela mesma quando contamos à ela o que era o bendito do clitóris. E tem uma frase que minha amiga diz que cai como uma luva nessa história: "Existem coisas que você não precisa saber o que é, apenas saber como se usa". É ou não é verdade?
Qual Lei de Murphy te persegue?
Quando a gente vê tragédias na TV geralmente a gente não se importa muito. Agora quando acontece com a gente vira uma catástrofe. Ontem uma barreira deslizou aqui perto de casa, e acabou soterrando três pessoas, duas delas que eu conhecia, a madrinha e o primo de uma amiga minha. É muito estranho você pensar que uma hora as pessoas estavam bem, e de repente se foram. Mesmo não sendo meus parentes, eu fiquei sentindo uma sensação ruim, uma dor estranha no peito, que se agravou ainda mais quando conversei hoje com essa minha amiga. É muito triste quando coisas assim ocorrem, sem aviso algum, sofre-se muito mais. Agora só resta rezar pelos que aqui continuam, e tocar a vida pra frente... Sad But True.
Uma coisa monga que certos seres humanos (como eu) fazem: sempre que almoçam, deixam um restinho no prato. Se eu não deixar pelo menos alguns grãos de arroz no prato parece que está faltando algo. É sagrado eu fazer isso, eu nunca limpo o prato. Tem gente que mete a língua, vira o prato e fica chupando o restinho do caldo quando é sopa. Eu já tentei, mas não consigo, parece que eu fico com nojo do "resto" que sobra no prato, e acabo não comendo. Alguém tem alguma explicação racional pra esse hábito irracional?
Ontem teve serenata aqui na minha rua. Botei minha camisa do Metallica e fui atrás. Cassete, tocaram músicas de 1900 e lá vai fumaça, muito maneiro! Homenagearam algumas famílias tradicionais do bairro, percorreram a rua toda, enfim, foi bem legal. E como sempre, tirei fotos escrotas, que você pode conferir no meu fotolog. Mas o que mais me comoveu ontem foi quando a gente entrou no asilo que tem lá perto de casa. Eu moro há menos de 100 metros, e nunca tinha entrado lá. Aquele monte de velhinhos em cima de cadeira de rodas, alguns cegos, outros mudos, e todos com lágrimas nos olhos ao ouvir as músicas da época de ouro deles. Até eu que me acho um cara meio frio fiquei emocionado com o sorriso dos vovôs e vovós quando eu fui dar uma abraço neles. É nessas horas que percebemos que são pequenas coisas que realmente importam na vida, e que a gente reclama de barriga cheia.
Cassete, descobri que aqui no colégio que eu trabalho tem um armário cheeeeio de coisas de alunos que os inspetores tomam. É boné, guarda-chuva, moleton, chiclete, isqueiro, cigarro, calça, canivete, bombinha, tachinha, Playboy, camisinha, tem de tudo aqui! Acho que se algum dia eu for demitido, eu pego tudo, viro camelô, fico rico e crio uma emissora de TV...
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Faz dois dias que não vejo a vovó da janela. Será que ela leu o que eu escrevi, ficou nervosa, teve um ataque cardíaco e morreu?
Por que algumas senhoras idosas sem noção do prédio da frente ficam trocando de roupa perto da janela? Se ainda fosse uma moça nova tudo bem, eu não reclamaria, apenas admiraria e faria gestos, hehehehe. Mas poxa, as vezes levanto-me pra relaxar, vou até a janela pra dar aquela respirada e deparo-me com uma vovó peituda ajeitando seu sutiã preto. Isso é um atentado ao pudor e uma ameaça à minha integridade mental, mas... o que eu posso fazer além de rir?
E hoje eu fiz 20 anos, puta merda! Tou velho, mas tudo bem, tenho que aproveitar e curtir cada fase da minha vida. Quero deixar um agradecimento especial às dezenas de fãs (ou simpatizantes) do blog que me mandaram e-mails desejando coisas boas, valeu mesmo gente, é bom ler coisas que motivam. Mas teve um e-mail que eu achei muito interessante, e resolvi colocar aqui só pra eu me lembrar deste dia quando eu mostrar os arquivos do blog para meus filhos. Filhos? Credo... não nos próximos anos!
Rio, 20/06/2004
Ano passado, no blog do meu primo, achei um teste de um site chamado Sou Mongol e fiquei realmente curiosa, quando li seus posts, simplesmente adorei. Sei lá, ao mesmo tempo que leio sobre a sua vida (família, faculdade), morro de rir com as histórias non sence e os links que você coloca! Reparei que depois de um ano, estava realmente viciada, todos os dias eu entrava no Sou Mongol e no seu fotolog pra ver se tinha algo novo. Por incrível que pareça, não vou mais no seu blog por causa dos testes. Vou lá mesmo é pra saber sobre a sua vida, eu sei que ninguém é perfeito, mas as vezes fico imaginando quão feliz você deve ser, tem um monte de amigos (sim, sim, eu também adoro os blogs e fotologs deles), um emprego interessante (?)... Também percebi que além de ser essa pessoa engraçada, inteligente, alegre, você tem alguns momentos tristes, você também chora, você me parece sensível. É por isso que muita gente te gosta sem conhecer pessoalmente, sem ouvir a sua voz, muitos gostam de você apenas porquê você passa para as palavras exatamente como se você estivesse conversando com quem está lendo, com intimidade como se fossemos amigos de anos. Gosto muito de você, espero que consiga tudo aquilo que você deseja, porque você merece. Feliz aniversário Fabricio !
Abraços da sua fã (fã mesmo viu?!),
Amanda.
É, ela falou tudo mesmo :)
Cassete, é só começar a fuçar arquivos antigos no meu computador que eu sempre acho algo inútil. E hoje acabei encontrando uma animação da época que eu era maluco e gostava de mexer com flash. Trata-se de uma velhinha que morava no asilo e que estava com diarréia. Sim, é uma coisa porca e nojenta. Pra quem quiser ver, basta clicar na figura abaixo.
E eu não me responsabilizo por vômitos decorrentes da visualização desta tosqueira sarcástica.
Ontem eu acordei podre. Garganta fechada, e muita dor. Como de costume, fui no médico e ele me passou uma porrada de antibiótico, e agora eu faria uma vacina pra evitar esta situação de merda na qual me encontro. E para tal, tive que ficar de jejum. É a pior coisa do mundo não poder beber água quando se está com a garganta infeccionada. Dormi mal pacas, acordei morrendo de fome e sede, e fui cedo pro laboratório de patologia. Chego lá, a mulher pra mim:
-Não se assusta não, é rapidinho.
-Tá bem...
A mulher pegou uma espécie de garfo com algodão na ponta, enfiou dentro da minha garganta e ficou lá esfregando de um lado pro outro! Porra, eu quase vomitei! Depois de alguns segundos e muita ânsia de vômito a mulher tira a espátula, com uma gosma amarelada e cheia de pus. Depois de ver aquilo eu praticamente perdi a fome e fiquei sentado na cadeira, tontinho da silva. Daí a mulher:
-Relaxa, acabou. Pelo menos ninguém vomitou na sua mão.
Fiquei até com pena da mulher, imagina... E acho bom essa vacina me ajudar, porque eu não pretendo que fiquem esfregando minha garganta de novo.
Texto Non-Sense nº 3,1415
Edinho é um homem bem sucedido, pai de família e feliz. Mas desde criança sofre com um latrinário vício: ele come meleca. Quando pequeno, brincava na chuva de propósito, com a esperança de ficar gripado para ter o nariz escorrendo. Sua mãe sabia do problema, e levou-o a vários especialistas que indicaram diversos tratamentos, mas todo foram em vão. A única coisa que a mãe de Edinho podia fazer era ensiná-lo a não comer na frente de outras pessoas. Bem que ele tentou, mas seu vício o consumia. Fosse em casa, na escola ou no elevador, lá estava o menino com um dedo no nariz e outro na boca. Tais atitudes deram a Edinho um apelido não muito agradável: Melequento. Edinho não gostava de ser chamado assim, e sempre tampava na porrada com os coleguinhas de classe que zombavam de seu hábito. Passou a infância e chegou a adolescência. Todos seus amigos estavam lá, curtindo as menininhas, e ele era excluído, já que nenhuma garota sequer pensava em beijar o Melequento.
Nas férias do colégio, Edinho decidiu viajar para outra cidade, onde as pessoas não saberiam de seu vício asqueroso. E prometeu a si próprio que tentaria controlar-se diante de outros seres humanos. O pobre menino ficou hospedado em um albergue para jovens. Edinho tinha a sorte de ser atraente, e logo chamou a atenção das menininhas. Uma moreninha baixinha e de olhos verdes investiu pra cima de Edinho e beijou-o. Nossa, era o primeiro beijo do Melequento! E ele ficou ali, saboreando aquele beijo delicioso e grudento. Mas Edinho não sabia que beijo na maioria das vezes não gruda. Ele abriu os olhos e viu a garota afastar-se com uma cara de satisfação:
-Nossa, o que é isso na sua língua?!
-Errr... eu não sei!
-Sua língua está grudando... e está com um gosto maravilhoso! O que é isso? Chiclete?
Então Edinho percebeu o que havia ocorrido. Toneladas e toneladas de meleca estavam grudadas na sua língua, e o pior é que a menina havia gostado do sabor. Ela voltou a falar:
-Edinho... você tem um gostinho de quero mais! Que pasta de dente é essa?!
Melequento não sabia o que falar, muito menos inventar uma marca de creme dental. A menina ficou maluca, estava apaixonada pelo rapaz da meleca. E passaram a noite inteira se curtindo. Edinho estava confuso. Como poderia o produto de um vício visto como nojento e doentio pela sociedade atrair uma mulher de tal maneira?
O tempo passou, as férias acabaram e ele teve que voltar à sua cidade, fato que arrasou a menina do albergue, que pediu para que ele voltasse no próximo ano. Já em casa, Edinho decidiu estudar os efeitos de sua meleca. Assoou o nariz em um rato macho e colocou-o perto de outras ratinhas. Como num passe de mágica, todas as ratinhas estavam doidas para "ficar" com o rato. Heureca! Edinho estava produzindo o elixir do tesão! Agora o Melequento estava disposto a seduzir as meninas que antes o rejeitavam. E toda hora, quando seu vício fazia-o meter a mão no nariz ele lembrava-se de seu plano. Tirava a meleca e, em vez de comê-la, guardava num potinho. No final de cada dia, Edinho conseguia cerca de 50 gramas de meleca. Passados 10 dias, Melequento pegou o meio quilo de meleca que havia poupado e colocou-o escondido no liqüidificador de sua mãe. Ligou. A coisa foi misturando, misturando, até o amarelo ter unido-se com o verde. Desligou e despejou o conteúdo em uma garrafa de plástico. Finalmente ele possuía bastante elixir do tesão para conquistar as meninas. Botou sua garrafinha na mochila e foi para a escola. Como de costume, todos caçoavam do Melequento, principalmente as meninas. Hora do intervalo. Melequento pegou sua garrafinha e foi para o banheiro. Tirou a tampa e passou a pasta no cangote. Respirou fundo e sentiu que tratava-se da mais pura meleca. Nessa hora, seu vício foi mais forte que ele, e Edinho acabou metendo a boca na garrafa e engolindo o resto do produto. Mas tudo bem, ele já havia passado na nuca, e agora sua língua estaria mais grudenta do que nunca. Saiu do banheiro e, propositalmente, passou perto do grupo das menininhas. Mas nada aconteceu. Puto da vida, Edinho forçou a barra e meteu um beijão de língua em uma colega, que afastou-se rapidamente, sentiu a enorme quantidade de meleca em sua boca e vomitou ali mesmo. Melequento não entendeu porque não havia dado certo, e começou a correr quando viu que as outras pessoas queriam bater nele. Triste e condenado à exclusão social ficou. Mas ele não se conformava porque a moreninha do albergue gostou tanto da meleca, assim como os ratinhos.
Chegaram as férias de meio de ano, e Edinho decidiu voltar para o mesmo albergue de antes. Chegou lá, a mesma menina reencontrou-o, e começou o assédio e a pegação outra vez. Mas Melequento estava curioso demais para saber porque essa menina gostava tanto dele. Não mais suportando, ele falou:
-Olha fofinha, tenho um segredo para revelar...
-Fala, gatinho gostoso!
-Eu não uso creme dental especial ou qualquer outra coisa do tipo, na verdade... bem...
-Conta, querido!
-Eu tenho mania de comer meleca! É isso! Daí a meleca gruda na língua e é por isso que gruda!
-Ah, é isso? Tudo bem, fofinho!
-Como assim tudo bem?! Vocês não tem nojo de mim?!
-Ora, é claro que não, bobo!
-Quer dizer que se eu comer meleca agora você não se importará?
-Não! Bem... para falar a verdade, eu também tenho um vício.
-Eu sabia, você tem mania de botar o dedo na boca e ficar chupando! Eu já tinha reparado, mas não queria te falar...
-Bom, não é só na boca...
E a partir desse dia Edinho sabia que havia encontrado o amor de sua vida. Hoje Melequento tem vinte e seis anos e continua comendo meleca, mas está feliz e casado com a linda moreninha de olhos verdes que bota o dedo na boca e em outro lugar.
Comecei bem minha segunda-feira: tou cheio de coisa pra fazer, o que é ótimo após esse feriado entediante pelo qual passei. E já que o servidor não tá deixando eu colocar o teste novo que eu fiz, aí vão algumas piadinhas sem graça com as quais eu me cago de rir:
Por que o Joaozinho tinha medo do Mala Man?
Porque todo dia de noite a mãe dele rezava "... e livrai-nos do Mala, Man."
O que o Robin disse pro Batman quando chegaram em Gotham City?
-Chegamos.
Meu aniversário chegando, e meus pais decidiram fazer um almoço com a família uns dias antes pra comemorar meus vinte invernos de existência. Por mim não precisava de nada, mas tudo bem, juntar a família sempre é legal. Agora o que me deixou revoltado é o preço da carne que meu pai comprou. Porra, sessenta reais num pernil de porco?! Ah não, se fosse eu teria comprado frango e ainda ficava com o troco pra mim, estou em tempo de "vacas magras". E além disso, porco ou frango, no final das contas, vai tudo parar no mesmo lugar.
Dia dos Namorados, sozinho, triste e chupando o dedo... o jeito é esperar por amanhã pra fazer preces à Santo Antônio. E não vou escrever nada mongol hoje, tou desanimado.
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Confiram o link que a Mari sugeriu:
www.subservientchicken.com
Trata-se um pobre coitado vestido de galinha que responde aos seus comandos. Até Yoga a porra da galinha faz, 100% mongol.
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UPDATE: Você participa do Orkut? Então entre e participe da comunidade do SouMongol: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=88797
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É impressionante como eu fico bonito e atraente quando estou com a minha cachorra, todo mundo para para falar comigo! Hehehe...
Ah, e eu gostaria de agradecer a Fernanda, o Lucas e a Mariana. Cada um deles entrou na minha lista de presentes e resolveu me dar uma Tv de plasma de 60 polegadas. Muito obrigado pessoal! Vou botar uma na sala, outra no quarto e uma no banheiro. Eles poderiam ter me dado aqueles livros de 5 reais, mas perceberam o quanto sou importante na vida deles. Obrigado!
Eu, convencido? Imagina...
Como todos meus fãs devem saber, dia 20 é meu aniversário! Gente, vinte anos! Só se faz vinte anos uma vez na vida! E você não vai deixar essa data passar em branco, certo? E se você pudesse me fazer feliz? Seria ótimo saber que você deixou um mongol radiando de alegria, não seria? Então, dá uma olhadinha na minha lista de presentes e compre uma coisinha pra mim! Seria maravilhoso receber uma lembrancinha de alguém que goste do SouMongol, eu guardaria o presente com muito carinho! Tá, chega de melação, entrem lá e comprem algo pra mim, cassete!
Fila do caixa eletrônico do Itaú. Como de costume, fiquei olhando pra telinha dos terminais que as pessoas estão usando. E parei o olho no de uma mulher. Na tela, aquela linda caixa de diálogo do Windows: "Este programa executou uma operação ilegal e será finalizado". Tá, eu sei que isso é um absurdo, bancos usarem Windows para transações financeiras. Mas o absurdo era a mulher enfiando o dedo na tela tentando clicar no botão "Fechar". Como era de se esperar, nada aconteceu. A mulher ficou revoltada. Enfiava o cartão, tirava, metia o dedão na tela sem sucesso, enfiava a mão inteira na tela, até xingar o caixa eletrônico ela xingou. Mas o pior foi quando ela começou a chutar! Todo mundo ficou olhando pra mulher, tomada pelo ódio e vítima da falta de informação. Só parou de bicar o terminal quando um guarda veio dar esporro nela. Ele falou que o terminal estava fora do ar e a mulher falou que era conversa fiada, que era só um jeito da máquina engolir o cartão e roubar a senha dela... Completamente Joselito!
Petrópolis, Domingo, 10 graus. Um frio extremamente chatinho. Mas como tinha o show de reestréia da minha ex-banda, eu não poderia deixar de ir. Me agasalhei todo e encarei o vento gelado. E chegando no lugar do show, só vejo o pessoal voltando. Motivo: o dono da casa de shows não pagou a conta, e a luz foi cortada. Legal né? E o pior é que o dono não tava lá, não tinha nenhum responsável pra dar satisfação! Cambada de filho da puta mesmo. Só uma coisa valeu a pena: eu vi um baiano maluco metendo a porrada numa carrocinha de pipoca. Saiu com a mão sangrando, e ainda se achou o fodão... vai entender!
E só para eu me lembrar de um fato fatídigo: Eu odeio trote/linha cruzada!
Domingo = Tédio
Tédio = Televisão
Televisão = Faustão
Faustão? Eu vou é dormir pra chegar segunda-feira.
Rita Cadillac vira atriz pornô
A ex-chacrete ganhou R$ 500 mil para atuar no filme ?Sedução? e disse: "Com os cinqüentinha chegando, fiquei louca e fiz".
Daqui a pouco a moda da terceira idade fazendo filmes de sexo pega pra valer. Já pensou? Você chegar na locadora e encontrar o seguinte filme: "Show do Tesão, estrelando: Dercy Gonçalves e Sílvio Santos"? Credo.
Texto Non-Sente nº 666
baseado em uma tirinha de Allan Sieber
Papai Urso e Mamãe Urso eram um casal de ursos muito feliz. Assim que casaram-se, compraram uma casinha na montanha. Papai Urso levantava-se muito cedo para cortar lenha e colher o mais puro mel. Mamãe Urso cuidava da casa e fazia maravilhas na cozinha, sempre admiradas por seu marido. Tinham muitos amigos na floresta, e eram vistos como o casal exemplar: raramente brigavam, e quando o faziam, logo estavam de bem, e cada vez mais apaixonados um pelo outro.
A vida de Papai Urso e Mamãe Urso estava quase perfeita, todos seus sonhos e realizações haviam sido alcançados, exceto um: eles ainda não tinham um filhotinho. E decidiram tê-lo. Algumas semanas depois, Mamãe Urso já exibia com orgulho sua pança estufada, e Papai Urso mal conseguia conter-se diante de tanta felicidade. Logo todos seus amigos já sabiam da gravidez de Mamãe Ursa, e decidiram presentear o futuro casal de papais com uma grande festa na floresta, bobeou tomou na testa.
Seu Leão e Dona Leoa levaram roupinhas azuis para o pequeno filhote, já que Papai Urso e Mamãe Urso tinham certeza tratar-se de um menininho. O macaco e a macaca deram um lindo berço de bambu para acalentar o futuro ursinho. Até a rainha das abelhas deu passe livre à Papai Urso para pegar o mel que fosse necessário para que pudesse alimentar seu filhotinho. Com lágrimas nos olhos, Papai Urso e Mamãe Urso agradeceram o apoio de toda a população da floresta, e disseram que logo a floresta seria enriquecida em pureza e felicidade com a chegada do novo membro da família urso.
O tempo passou, e Mamãe Urso entrou em trabalho de parto. Foi um parto difícil, mas que valeu a pena. De suas entranhas fora expelido um lindo filhotinho, macho como seus pais previram. Todos os bichos da floresta ficaram emocionados com a meiguice e beleza do pequeno ursinho, que acabou sendo nomeado "Ursinho". Papai Urso e Mamãe Urso não se agüentavam de tanta felicidade, aquele era sem dúvida o dia mais feliz de suas vidas. Ursinho havia levado seus pais ao extremo absoluto do contentamento. Eles diziam que só não morriam naquele momento sublime porque teriam de cuidar de seu pequeno filhotinho.
Não demorou muito, e Ursinho completou seu primeiro ano de vida. Festa, muitos amiguinhos, família feliz. Ursinho era realmente muito amável com as pessoas. Papai Urso e Mamãe Urso orgulhavam-se a medida que seu já não tão pequeno filhotinho entrosava-se com as outras criaturas da floresta. Passaram-se anos, e Ursinho já estava bem crescidinho. Então, Ursinho e Papai Urso tiveram uma conversa:
-Ursinho, agora que você já é um homemzinho, o papai tem que te perguntar uma coisa.
-O quê, querido papaizinho?
-O que você quer fazer da sua vida daqui para a frente? Quer ser lenhador, como o seu pai?
-Acho que não, Papai Urso...
-O que então meu filho? Médico? Poxa, eu me orgulharia de ter um filho médico!
-Também não, papi!
-Bem, que tal engenheiro florestal? Eu teria o filho mais importante da floresta!
-Não, papai.
-O que você quer então, meu filho?
-Eu quero ser ator de filme pornô.
Papai Urso riu.
-Meu filho, isso não é vida...
-Mas é meu sonho, querido papai. Eu vou ser ator pornô e vou comer muita ursinha.
Papai Urso coçou a cabeça e chamou Mamãe Urso para saber dos planos de seu filho. Quando soube, ficou histérica.
-Nós te criamos com carinho, dignidade e bons valores! E agora você quer jogar tudo no lixo sendo ator de filmê pornô?!
-Mas é o que eu gosto de fazer, mamãe!
-Você gosta de fazer?! Como você sabe, se somos a única família de ursos da floresta?!
-Lembra da minha prima que veio nos visitar semana passada? Então, ela estava nadando pelada no lago e eu...
-Chega! Eu não quero ouvir nada! Você decepcionou sua mamãezinha!
E Mamãe Urso saiu chorando. Papai Urso não sabia o que falar e apenas disse para seu filho mudar de idéia. Mas Ursinho estava decidido, gostava muito de montar em ursinhas.
A partir deste dia, Papai Urso e Mamãe Urso nunca mais foram os mesmos. Mostravam-se cansados e desiludidos da vida, e temiam que a comunidade descobrisse os planos de seu não tão puro filhotinho. Ursinho decidiu então sair de casa. Seus pais relutaram, mas ele disse que seria o melhor para todos. E Ursinho saiu pela primeira vez da floresta onde fora criado, e caminhou em direção à cidade grande.
Mas como todos os que se mudam para a cidade grande, Ursinho enfrentou grandes dificuldades para alcançar seu grande sonho. Dormiu com mendigos e cometeu pequenos furtos. Várias vezes pensou em voltar para a floresta, pois sentia saudades de seus amáveis pais e do puro mel da floresta. O único mel que consumiu na cidade foi o que vinha misturado na cachaça do Camel. Ursinho havia se tornado um alcoólatra. Com o pouco dinheiro que ganhava com o roubo, gastava com drogas que reduziam temporariamente a dor e a saudade que sentia. E essa vida durou dois meses, até que, ao telefonar para seus pais, Ursinho recebeu a notícia de que sua prima, a primeira ursinha de sua vida, estava grávida dele. Ursinho ficou desesperado. Seu sonho de tornar-se um ator pornô ficara fora de seus planos. E o que faria Ursinho, desempregado e com um filhote para criar? Ele só poderia ganhar dinheiro fazendo a única coisa que dava dinheiro na cidade: prostituição.
Ursinho bem que tentou, mas nenhuma moça queria fazer sexo com um urso, pois tinham medo do bicho rasgá-las. Desesperado e sem alternativas, Ursinho passou batom, botou um espartilho branco apertadinho e foi rodar a bolsa de madrugada, com o apelido de "Fofinha". E Fofinha virou o sucesso da madrugada. Tinha a agenda lotada, até milionários a procuravam. Em menos de um mês, Fofinha, apesar de toda arrebentada, estava rica. Decidiu então largar a promiscuidade e voltou para a floresta, para poder cuidar de sua prima e de seu filho, que estava prestes a nascer.
De volta a floresta, Ursinho encontrou seus pais, que o abraçaram com muito fervor. Mamãe Urso não se continha em lágrimas, estava muito feliz por seu querido filhotinho ter voltado para a casa. Papai Urso disse que ajudaria no que fosse necessário para criar seu pequeno netinho que, apesar de precoce, seria uma alegria muito grande para a família. Ursinho mentiu sobre como ganhou aquele rio de dinheiro, disse que foi na Megasena. Seus pais eram muito simples e ingênuos, e acreditaram na versão de seu querido filho. Ursinho perguntou onde estava sua prima, pois estava ansioso para encontrar a barriga que carregava seu filhote. Ela viria no dia seguinte à chegada de Ursinho na floresta. Naquela noite, Ursinho não conseguiu dormir. Não porque estava ansioso sobre seu filho, mas sim porque estava todo arrebentado e seu bumbum doía muito.
No dia seguinte, a mãe do filho de ursinho chegou à floresta. Como mágica, os olhos de Ursinho encheram-se de lágrimas, e ele percebeu que o nascimento de seu filho mudaria tudo, sua vida voltaria a ser maravilhosa como sempre foi. Ele ficou acariciando a pança de sua prima, e ficava conversando com o feto. Ursinho começou a trabalhar na montanha junto de Papai Urso, que estava muito orgulhoso de se tornar vovô em breve.
E pouco tempo depois, a prima de Ursinho entra em trabalho de parto. A floresta toda parou para assistir a mais um nascimento daquela que era tida como a família mais feliz da floresta. Ursinho, muito nervoso, ficou do lado de fora da sala onde sua prima estava parindo seu filho. Após horas de angústia e ansiedade, Ursinho ouve um choro do outro lado da porta. Era seu filhotinho! Em um segundo, passou-se um filme na cabeça de Ursinho: como seria seu filho, se seria fofinho como ele, se os avós o amariam, imaginou-se até colhendo mel com seu filho. E Ursinho disse para si mesmo: "Não realizei meu sonho, enrabei a minha prima, fui alcoólatra e cheirei cola, mas tudo isso valeu a pena!". Não mais se agüentando de curiosidade, decidiu entrar na sala para ver seu filhote. E no momento que Ursinho põe a mão na maçaneta, um avião da força aérea norte-americana libera uma ogiva nuclear que dizima toda a floresta.
Interessante... explodiram uma bomba na minha universidade ontem! E debaixo da minha sala, nos banheiros! Com certeza era no mínimo uma malvina dentro de uma privada, já que foi um barulho bem assustador. Parecia até dia de São João, fumaça e cheiro de pólvora por todo o local. Bem, a única coisa boa no episódio ocorrido é que era uma aula chata e sonífera, Direito em Marketing, e o professor saiu correndo apavorado da sala. E eu lá tranquilão, já que estou familiarizado com estes pequenos "incidentes" anárquicos... E convenhamos, uma bombinha de vez em quando não é prejudicial, principalmente na época de provas finais.