Texto Nonsense - Jonas

sexta-feira, 31 de outubro de 2008, by Fabricio S.

Pobre, feio e burro. Assim nasceu Jonas, um menino que tinha apenas um grande sonho em sua vida: comprar um Porsche Turbo, igual o da foto que ele achou numa lixeira perto de sua humilde casa, no dia do seu 8° aniversário. Desde aquele dia Jonas não pensava em outra coisa sem ser imaginar-se sentado dentro do seu tão sonhado Porsche Turbo. Seu pai, entregador de gás, e sua mãe, dona-de-casa, mal tinham dinheiro para sustentar Jonas e seus 7 irmãos, e tentavam de todas as formas tirar essa idéia da cabeça de seu filho, que relutava em dizer que não importaria quanto tempo demorasse, ele teria seu Porsche Turbo.
Seus pais acabaram por apoiar sua idéia, apesar de não terem esperanças de seu filho, burro como só, conseguir ser rico algum dia para comprar um carro tão caro.

Jonas decidiu trabalhar escondido de seus progenitores. Pediu um pouco de dinheiro à sua mãe, dizendo que teria que ir ao aniversário de um amigo. Mentira, ele usou o dinheiro para comprar uma caixa de mariola. E com a caixinha debaixo do braço, Jonas foi para a porta da escola, onde, apesar de ter sido humilhado por falsos colegas, conseguiu seu primeiro "salário". Apesar do dinheiro que ele conseguiu não dar para comprar nem um adesivo falsificado da Porsche, Jonas não desistiu do seu sonho. Guardou parte do dinheiro e comprou mais uma caixa de mariola. Mas após um mês de vendas, seu negócio começou a cair, ninguém mais agüentava comer a mariola de Jonas. E pelos meses seguintes, ele tentou trocar por balas, chicletes e paçocas, mas nunca dava certo. O menino pobre, feio e burro sentia-se vencido por sua falta de sorte com os negócios. Já com 12 anos, ele disse aos seus pais que queria labutar, que aceitaram, já que sua mãe estava grávida de seu 8° irmão e seu pai ficara desempregado. Jonas rodou a cidade inteira atrás de trabalho. Até conseguiu algumas entrevistas, mas quando viam sua cara de quiabo podre e sua burrice babilônica, logo diziam que ele "não atendia aos requisitos da empresa". Enfurecido, o feioso voltou para seu morro e deu a notícia para sua mãe, que caiu em prantos.

Jonas não sabia o que fazer da sua vida. Sua família passava por grandes dificuldades financeiras, e seu sonho de comprar seu Porsche Turbo estava cada vez mais obscuro em sua mente. Ele até tentou ser traficante em seu morro, mas não o aceitaram por ser jumento demais. Passaram-se meses de tristeza e miséria, quando uma luz surgiu do céu, literalmente. Uma pedra estourou o telhado da casa de Jonas. E envolto na pedra, estava um folheto de um circo, que acabara de chegar a cidade. Para distrair a sua raiva da telha quebrada, Jonas decide ir até onde o circo seria montado. E lá chegando, o feioso abriu um baita sorriso: o circo estava contratando pessoas para serviços gerais. Ele não sabia o que eram serviços gerais, mas na situação que estava, aceitaria fazer qualquer coisa para comprar seu Porsche Turbo. E como um milagre, Jonas foi admitido! Sua missão era limpar cocô de elefante. Mas isso não importava, o salário era bom demais para ele recomeçar sua vidinha. Feliz da vida, Jonas voltou para casa para dar a notícia e, lá chegando, sua felicidade foi completa: seu pai havia arrumado um ótimo emprego de auxiliar no gabinete de um vereador. Era bom demais para ser verdade, a vida de Jonas e sua família estava melhorando, e seu sonho de obter um Porsche Turbo estava mais próximo, ainda que muito distante.

Nos fins de semana, lá ia o feioso catar bosta de elefante no circo. E numa noite, um olheiro do circo aproximou-se de Jonas e perguntou-o:
-Meu filho, o que você tem na cara?
-O que, doutor? Tá sujo? Deve ser cocô de elefante...
-Não, seu rosto... ahm... é muito feio!
-Ah doutor, eu nasci assim mesmo, minha mãe devia tar com diarréia quando nasci!
Observando a feiura e o seu bom senso de humor, o olheiro falou que Jonas faria sucesso no circo, mas dentro do picadeiro.
E a partir deste dia, Jonas era o "Palhaço Feioso", uma das principais atrações do circo. E seu salário dobrara cinco vezes. Jonas chamava a atenção de quem o via, principalmente quando ele sentava em cima de um carrinho de mão e falava seriamente que um dia compraria um Porsche Turbo: todos riam da sua cara. E após alguns meses de sucesso em sua cidade, Palhaço Feioso recebeu um telefonema que o fez tremer na base: era um representante da Porsche no Brasil, que estava assistindo o espetáculo e percebeu que Jonas falava seriamente em relação ao Porsche Turbo dos seus sonhos, e decidiu presenteá-lo com um Porsche Turbo 0km! Jonas anotou o local da entrega de seu presente, desligou o telefone, surtou e caiu no chão se debatendo de felicidade! Aquilo era impossível! Um menino pobre, feio e burro, vendedor de mariola, recusado por diversas empresas, catador de cocô de elefante e posteriormente palhaço agora seria dono de um Porsche Turbo!

E pegando todas as suas economias, Jonas entrou dentro de um avião pela primeira vez na sua vida, rumo à São Paulo. Lá chegando, mal quis saber se era madrugada, ele não via a hora de colocar as mãos no seu Porsche Turbo. Foi até um orelhão e ligou para o representante da Porsche, que aceitou entregar seu presente naquela madrugada, devido a euforia descomunal do cidadão feioso. O lugar marcado era uma estrada larga, onde Jonas poderia "sentir" o motor de seu Porsche Turbo! O agora extinto "Palhaço Feioso" pegou um táxi e mostrou o endereço ao motorista. E durante a viagem, foi contando sua história para o taxista português, e ficaram imaginando qual seria a cor, se teria banco de couro, quantos quilômetros por litro ele faria, quais as mulheres que ele conseguiria pegar com um carro desse porte, coisas do tipo. Subitamente, o taxista parou no acostamento. Jonas virou sua cabeça para a esquerda e ficou paralisado. Do outro lado da estrada, lá estava a sua máquina, um autêntico Porsche 911 Turbo vermelho, brilhando mais que diamante!
-Agora tú tens uma máquina, opá! - exclamou o taxista. Jonas pegou o resto do seu dinheiro e deu na mão do português, que também não tirava os olhos do Porsche vermelho do feioso. Jonas abriu a porta do táxi e saiu correndo em direção ao seu tão sonhado Porsche Turbo, quando uma Scania veio por conta do capeta e atropelou Jonas, matando-o.


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11 mongolices:

Helen disse...

aaaa droga =\ tadinho do Jonas =\

Anônimo disse...

E o que aconteceu com o Porsche?? ={

rathner disse...

esse texto foi postado nesse mesmo blog há 4 anos xD

Fabricio disse...

O Porsche obviamente foi roubado pelo taxista, ora bolas!

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Luiz disse...

hauhauhauha.final feliz é para os fracos...
seus textos são tao imbecis que chegam a ser ótimos...contraditório né?...hauhauhauhauhaua

Anônimo disse...

bando de invejosos mesmo, eu não acredito que existe pessoas que podem ter tanta inveja assim, deixe eles em paz, aah mais podem falar, oque vem de pessoas assim, não importa pra eles, são uns lixos, bando de ridiculos ;)

Anônimo disse...

jonas alem de feio, burro e pobre, ainda era muito azarado!!!
vamos respeitar o poder do olho obeso do taxista!!

joana. disse...

como é que vocês conseguem usar o mesmo final para todas as estórias? o.O

JHONATHAN disse...

Poxa eu tinha pensado q o jonas Ia se recuperar e comessar a trabalhar em um blog quaze famoso postandu coisas sobre a sua vida =D
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

obs:as loiras nao vao intender.....kkkkkkkkkkk

Jhow =D disse...

kkkkkkkk