domingo, 4 de março de 2007, by ME

Texto "avulso".

Santana do Livramento, 10 de abril de 1978.

Senhor Gerente do Banco Sulbrasileiro S/A Nesta

Prezado Senhor: Acabo de receber uma carta sua, em relação à conta que lhes devo, a qual me dizem que estranham que a mesma não tenha sido paga em seu devido tempo; também anunciam que se não for paga dentro de um prazo prudencial, poderiam causar-me sérias dificuldades. Em contestação, lhes direi o seguinte: No ano de 1927, eu comprei a crédito uma serraria. Em 1928, adquiri a prazo uma junta de bois com carreta, uma escopeta e um litreiro para vinhos. Também um revólver Colt, tudo pelo maldito plano de pagamento a prazo. Em 1929, a serraria pegou fogo e não ficou uma puta viga em pé. Um dos bois morreu e o outro emprestei para um filho-da-puta, que deixou morrer de fome. Em 1930, meu pai morreu e meu irmão foi enforcado por um ladrão de cavalos. Um ferroviário violou minha filha e tive que pagar 85 mangos para evitar que o bastardo fizesse parte de minha família. Em 1932, um dos meus filhos pegou caxumba que recolheu para os testículos e o médico teve que capá-lo para salvar-lhe a vida. Passados uns meses, saí para uma pescaria; virou o caiaque e perdi o maior e mais lindo dourado que eu já tinha visto em minha vida, além de afogarem-se dois dos meus filhos (e nenhum dos quais era o capado). Em 1935, minha mulher fugiu com um moreno gordo que costumava rondar os arredores de minha casa, porém antes de se irem, deixaram um par de guampas de recuerdo. Nessa situação, me casei com a empregada para reduzir os custos. Como foi muito difícil levá-la para a cama, consultei um especialista que me indicou que ela necessitava de emoções violentas. Porém, quando chegou o momento propício, tomei a escopeta e disparei um tiro pela janela; minha mulher, que estava excitada na cama, cagou-se toda sujando a única colcha que nós tínhamos. E eu adquiri uma hérnia com o coice da arma e, ao mesmo tempo, com o disparo, matei a melhor vaca que tinha e que era a única que me dava leite. Em 1941, me larguei na bebida. Não parei até que somente me restasse um relógio no bolso e uma enorme dor nos rins. Por algum tempo, a única coisa que eu fazia era dar corda no relógio, olhar a hora e correr para mijar. No ano seguinte, decidi tentar novamente a sorte. Portanto, adquiri uma Hatsuta, uma enfardadeira, uma colheitadeira, também pelo maldito plano de pagamento a prazo. Então, veio um ciclone que levou tudo para o caralho. A minha mulher pegou uma tremenda gripe; meu filho limpou o cu com uma espiga de milho que eu havia preparado com veneno para os ratos; e um filho-da-puta castrou o melhor touro que eu possuía. Neste momento, se cagar custasse um níquel, eu teria que vomitar merda. E é assim que recebo a ameaça dos senhores, dizendo que podem me causar sérias dificuldades. Olhem senhores, querer cobrar-me agora, seria igual tentar introduzir um quarto de quilo de manteiga no cú de um javali furioso, com cravador quente, de sapateiro. Porém, de qualquer maneira, podem tentar, se os senhores, quiserem. Atenciosamente

Juvêncio Dinarte


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2 mongolices:

André disse...

Poooooooooorra como que ninguem tinha comentado isso?
Será que ninguém leu essa preciosidade
haha

Anônimo disse...

UAHUAHAU q foda


estava sem oq fazer hj e pensei: sera?

entao abri o site e vi vcs tao de volta Oo

continuem plx minha vida depende de textos idiotas