Bumbum

sábado, 29 de novembro de 2008, by Fabricio von

Como todos vocês sabem Quase ninguém sabe, mas eu trabalho com criação de identidade visual (marcas), e sempre vejo umas que me intrigam, seja pela beleza do projeto ou mesmo pela tosquice. E essa abaixo me admirou pela possibilidade de duplo-sentido que se pode aplicar:


Um Sol, uma mão e a tipografia. Sério, eu não consigo entender isso! Por que diabos há um dedo esticado (lembrando um proctologista) apontando pro bumbum? Isso já bastaria para render uma piada, mas não é só. Para piorar ainda mais a situação, ainda há o "Sol" do fundo, que pra falar a verdade mais me parece um cu escuro semi-depilado. Poderia ser a marca ideal para uma boate gay mas, por incrível que pareça, é de uma confecção. Quem souber definir qual o significado intrínseco real dessa marca ganha uma camiseta com essa estampa nas costas, que tal?


Afinal, qual é meu nome?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008, by Fabricio von

Ontem andando pela rua me deparei com um conhecido do tempo de colégio, e ele veio me abordando:
-Oooooo Fernando, quanto tempo! Beleza? Quanto tempo, hein?
Enfim, aquele típico papo de 'como está a vida'. Até aí tudo bem, o problema é que ele sempre me chama de algum nome diferente. Que eu me lembre, já me chamou de Fernando, Felipe e até mesmo Rodrigo! E isso deve acontecer com você também. É só fazer um teste simples: o dia que encontrar uma pessoa que se encaixe nesse padrão, é só ver se ela te chama de 'cara'. Se chamar assim, ferrou, o desgraçado não sabe teu nome e não vai ter a cara de pau de perguntar. Quando eu vejo que alguém esqueceu meu nome, até solto aquelas frases indiretas contendo meu nome pra ver se a pessoa se liga. Mas esse meu conhecido não, ele só me chama de nomes diferentes, sempre! O mais engraçado disso tudo é que meu nome é Fabricio... e o dele também!


Texto Nonsense - Rex e Lili

quarta-feira, 26 de novembro de 2008, by Fabricio von

Rex era apaixonado por Lily. Era só a cadela passar abanando o rabo e exibindo seu oritimbó que Rex ficava maluco. Mas por ser tímido, nunca parou para conversar com a cadelinha mais desejada do bairro. Isso até o dia que Lily ficou no seu primeiro cio. Dezenas de cachorros cheiravam e lambiam Lily, que nada podia fazer, a não ser correr. Rex viu aquilo e ficou inconformado! Como sua amada poderia estar sendo alvo de vários cachorros? Foi então que Rex pulou o portão de sua casa e saiu mordendo todos os cachorros que queriam se aproveitar da pobre Lily. Ele apanhou, mas fez com que todos os seus adversários fossem embora. Morrendo de pena do pobre vira-lata, Lily, uma poodle muito educada, foi conversar com ele:
-Ai Meu Deus, você está bem?!
-Só com uma patinha dodói, mas eu estou legal!
-Ai, coitadinho do meu herói!
E então Lily lambeu o rosto de Rex em sinal de agradecimento.
-Meu nome é Lily, e o seu?
-Rex... Rex da Silva.
-Muito obrigado por ter me ajudado, Rex! Agora eu tenho que ir, meu dono deve estar preocupado. Tchau!
E ali ficou Rex, machucado, mas feliz por ter sido reconhecido por Lily.

Naquela noite, Rex não conseguia dormir pois ficava pensando na sua princesa, e achou que além de tarado estava realmente apaixonado. Ele não resistiu e foi até a casa de Lily, e ali ficou uivando por alguns minutos, até que uma janela se abriu, e de lá saiu uma bota, que acertou bem na cabeça do pobre coitado.
-Vira-lata maldito! Vai dormir, porra!
Era o dono de Lily, um velho careca e arrogante, que não tinha paciência com nada. Lily assistiu ao episódio, e resolveu fugir de casa. Pulou a janela e chamou Rex, que ficou surpreso com a atitude da poodle.
-Rex, tenho que te contar uma coisa... estou gostando de você!
-Lily! Eu queria te dizer o mesmo!
-Então... tá a fim de ficar comigo?
-Pô, já é!
E ali se beijaram pela primeira vez. Como estava muito frio naquela noite, Rex sugeriu que fossem até sua casinha, já que Lily não voltaria para casa tão cedo.
-Lily, não repara, é casinha de cachorro pobre mas num tem pulga não!
-Ora Rex, eu não me importo com isso. O que importa é que estamos sozinhos...
Rex tremeu na base. Finalmente sua grande noite com Lily havia chegado. O vira-lata já estava montando nas costas de Lily, quando ela falou:
-Rexzinho, acho que não estou pronta pra isso! Sabe, é minha primeira vez... Escuta, vamos deixar isso pra amanhã, tá?
Mesmo morrendo de tesão, Rex resolveu aceitar a decisão de sua amada. E ele dormiu junto dela, só pensando na noite que teriam no dia seguinte.

O galo cantou, e Rex acordou. Mas para sua surpresa, Lily não estava mais ao seu lado. Saiu de sua casinha e olhou no terreno. Nada. Andou pelo quarteirão. Nada de encontrar a poodlezinha. Ele já estava ficando preocupado, quando ouviu um grito de 'Socorro'.
Rex corre até uma casa de onde os gritos pareciam vir, e ali viu Lily encurralada por Max, o pittbull mais malvado da vizinhança. Max falava:
-Vamos lá, Lily! Vem com o papai!
-Socorro! Tarado! Socorro!
-Escuta aqui, sua poodlezinha metida! Hoje você é minha, querendo ou não!
Max pegou Lily a força e subiu em suas costas. Mas por muito pouco tempo. Mesmo sem medir as possíveis conseqüências, Rex pulou o muro e tampou na porrada com Max.
Mordidas, gritos, pêlos voando. No meio da confusão, Lily fugiu e chamou a atenção de um homem que por ali passava. O homem pegou um pedaço de pau e deu na cabeça do pittbull, que desmaiou. Rex, todo fodido e sem forças, caiu no chão. Lily ficou desesperada:
-Rex!! Fale comigo!!
-Lily...
-Amor!! Você está bem?!
-Eu não sei, está tudo girando...
O homem, vendo a situação do pobre cachorro, levou-o para um veterinário.
Rex teve duas costelas quebradas e várias escoriações, mas seu estado era estável. Ficou internado por 15 dias, e Lily ficou todo o tempo ao seu lado.

Recuperado, puderam voltar para a casinha de Rex. E a poodle não parava de se culpar:
-É tudo culpa minha, culpa minha!
-Amor, não fique se culpando, não vai adiantar nada!
-Ai Rex, se eu pudesse fazer algo por você...
-Bem... que tal fazer amor comigo?
Lily parou por um momento e ficou pensando em todo o sacrifício que Rex havia feito até ali para estar ao seu lado. Então ela respondeu:
-Não Rex, eu não vou fazer amor com você, isso não é justo.
-Quê? Como assim?! Eu fiz tudo por você, e agora você não quer?
-Rex, eu gosto muito de você, e é por isso que não vamos transar.
-Eu não entendo!!
-Rex, tenho um segredo pra te contar... eu sou macho.
O vira-lata ri, e fala:
-Que desculpa hein, Lily! Era só o que me faltava...
-É verdade Rexzinho... eu sou macho, e sou gay. Acontece que meu piupiu necrosou e foi cortado quando eu era um filhote, e acho que isso influenciou minha opção sexual. Me desculpe por ter te enganado... adeus, Rex.
De cabeça baixa, Lily foi embora. Sem entender nada, Rex pergunta:
-Não quer ficar comigo beleza, mas quem você acha que engana? Eu vi você no cio! Jorrava sangue!
E lá de longe, Lily responde:
-Eu tenho hemorróidas.


A favor do cu com acento

segunda-feira, 24 de novembro de 2008, by Fabricio von

Navegando por uns blogs antigos que eu lia há alguns anos, acabei encontrando esse post aqui. É fenomenal:

Acho um absurdo cu não ter acento. Cu tem tudo pra ter acento e isto é tão óbvio que, se você parar para pensar no cu por apenas um segundo,conseguirá visualizar nitidamente um acento agudo entrando no u.
Eu sei que não tem, mas às vezes da vontade de ignorar as regras de acentuação e colocar o acento no u do cu sem dó nem piedade.
Nenhum monossílabo merecia tanto um acento como o cu. Você olha para um cu sem acento e logo vê que está faltando alguma coisa.
Tanto é que muita gente não acredita que cu não tem acento. Começam a escrever, escrever e, quando percebem, já meteram o acento no cu.
Eu sei... eu também não gosto de vê-los separados, mas a rigidez da gramática nos impede de brincar com o cu. Se eu pudesse, daria acentos a todos os cus escritos, poria acento no cu de todo mundo. Mas, tudo bem... melhor deixar o cu do jeito que está, melhor esquecer a idéia do acento do que assassinar a gramática escrevendo errado só por causa de um cu. E cu sem assento fica de pé (que tem acento).


Eu sempre escrevi cú com acento. E vou continuar escrevendo!

E já que você terminou de ler esse post de hoje, vá ler o blog da Alê. Ela é uma blogueira das antigas, da época em que blogs famosos não se resumiam a postar piadas pré-fabricadas ou vídeos de Youtube dia após dia. Escrevia-se o que vinha na mente, compartilhava-se um pentelhésimo da sua vida com os leitores, ou seja, a grande massa dos blogs estava na rede para criar e disseminar conteúdo, por mais inútil que fosse. Me parece que hoje a tendência da maioria dos blogs é servir mais como uma espécie de "esponja absorvente" de links e vídeos do que propriamente para você expor suas idéias, suas criações. Não que eu não faça esse tipo de coisa às vezes, faço sim, mas tem gente que cria um blog e faz apenas isso! O sujeito vai no Kibeloco todo santo dia, chupa as imagens para seu post e 'cria' conteúdo para seu blog. Fácil, não?

Eu prefiro investir alguns poucos minutos e tentar criar conteúdo próprio, seja através de um post comum, um texto non-sense, um teste inútil ou uma história em quadrinhos de gêmeas siamêsas. E faço isso por um simples motivo: porque eu gosto! Mas o ser humano é livre (pelo menos em tese) e cada um faz aquilo que lhe convém: se você tem um blog só com vídeos de Youtube e acha isso o máximo, legal! Só não espere que eu vá dizer que seu blog é demais, porque eu vou achar um saco! E se você não gostou, vai tomar no meio do olho do seu cú... com acento.


Chuva em Santa Catarina... e aqui também: tédio!

domingo, 23 de novembro de 2008, by Fabricio von

Como todo mundo bem informado deve saber, em Santa Catarina a chuva anda fazendo uns estragos sérios. Minha amiga mora naquele estado e mandou umas fotos da cidade natal dela (Brusque): em certas partes só se vê uns telhados e aquele mar marrom, não fosse tão trágico o negócio eu diria que era o cenário perfeito para se rodar uma nova edição de A Fantástica Fábrica de Chocolate, com as ruas inundadas de Toddynho.

Mas o fato é que aqui em Petrópolis choveu o dia inteiro e, como de costume, não há muita coisa para se fazer, ainda mais estando solteiro. Fiquei em casa o dia inteiro, e pus-me a pensar: cacete, o que as pessoas costumam fazer num tempo horroroso desses? Eu consegui enumerar algumas coisas que faço, sem ter que depender de outras pessoas (que não estão dispostas a sair com a chuva) para passar o tempo:
- tocar guitarra;
- ver filme;
- ler;
- fotografar (dentro de casa);
- cozinhar algo.

Pode até parecer bastante coisa, mas rapidamente você enjoa disso tudo e bate o famigerado tédio. E, quando ele já está instaurado na sua mente, então, o que se faz? Você senta o rabo na cadeira e fica vadiando na Internet. Eu tinha receio de pensar que apenas eu fazia isso, mas descobri que tem muita gente que faz o mesmo, tudo pra tentar enganar a falta do quê fazer e, no caso de quem assiste TV por osmose, deixando-a ligada para as paredes, esperando a fatídiga hora do 'boa noite' do Fantástico. E acho que tudo isso acontece justamente por um motivo: as pessoas tem se distanciado mais fisicamente.

Já vi gente chegar ao ponto de dizer "ah, eu tenho todos os meus amigos no MSN, pra quê vou sair de casa e pegar chuva?". Ok, é prático, mas na minha opinião nada substitui o estar com as pessoas, frente a frente, interagir de verdade. Eu não me importaria de pegar chuva só para estar com pessoas que gosto, seja uma namorada ou um amigo. Mas a verdade nua e crua é que o ser humano vem se sabotando quanto a isso, e eu infelizmente também me considero incluso neste grupo às vezes. Sem dúvida alguma a tecnologia gerou diversos benefícios para a expansão da cultura (e também do entretenimento vulgar, como esta merda deste blog, LOL), mas criou também esse "afastamento conveniente" entre os seres humanos. Pode ser que eu tenha uma visão míope dessa pseudo-realidade, já que culturalmente falando o petropolitano é um povo frio, de descendência européia; e aqui também há o mito de que se choveu, não dá para sair de casa. O que quero dizer é que livros, guitarra, Internet ou qualquer outra coisa material não preenchem esse vazio estranho que tenho, eu sinto falta de interação humana nesses momentos de tédio. E novamente ponho-me a pensar: será que isso é uma situação apenas temporal (domingos), cultural e de região geográfica? Vocês que são de outras cidades e estados, dêem sua opinião!

* Este é um post meramente reflexivo e não tem nada a ver com depressão. Se fosse para eu me matar, já teria cortado os pulsos com a crise econômica que me fez perder dinheiro na Bolsa de Valores. Hua.


Ócio criativo

sexta-feira, 21 de novembro de 2008, by Fabricio von

Ok, eu sei que vai ser o terceiro dia seguido que ponho só imagem aqui nessa porcaria, nem eu gosto muito disso, blog bom pra mim é blog onde tem bastante texto. Mas como esse blog não é bom, eu vou continuar a colocar umas figuras, até porque eu ri pacas com essa porcaria ontem.

Fim de noite, feriadão (ontem foi feriado, pelo menos aqui no RJ), vim pro computador e tava papeando no MSN. Certa hora comecei a fazer desenhos com a Bianca, e ela falou:

-Faz um dromedário num monociclo de monóculo.

 
Percebe-se que desenho muito bem. Em seguida, eu pra Bianca:
-Desenha um porco fazendo polichinelo em cima de uma árvore.

Lindo, um porco Shiva. E então ela acabou com qualquer dose de sanidade que pudera restar:

-Desenha uma lesma dançando balé em cima de um cogumelo.


Na boa, dá pra rir demais com essa porcaria, quase tão bom quanto o bom e velho Imagem e Ação, e só precisa de dois inúteis no MSN: você e mais um trouxa.

Ah, Bianca, você ainda está me devendo o Tiranossauro Rex perneta passando roupa.


Cia e Meza 3

quinta-feira, 20 de novembro de 2008, by Fabricio von


19 de novembro

quarta-feira, 19 de novembro de 2008, by Fabricio von


Dia da Bandeira









Putz, que piada péssima. Avestruz mode on.


Texto Nonsense - Marcelino

domingo, 16 de novembro de 2008, by Fabricio von

Leia o texto non-sense do Seu Abel antes, senão essa não terá sentido algum (como se elas tivessem sentido, né...)

Marcelino era feio, muito feio. Tinha um cabelo preto e marrom, comprido e volumoso, sem brilho, com pontas quádruplas e cheiro de mofo. Mas para ele, isso era normal, o heavy metal era seu estilo de vida e não importava a opinião de outrém quanto à sua aparência. Seu guarda-roupa continha apenas camisas pretas, calças rasgadas, um sobretudo velho, correntes e um par de botas de cano longo, pequenas, que dobravam seus dedos. Mas ele não se incomodava com isso, nem podia, tinha pouco dinheiro desde que fugiu de casa, onde moram seus pais, influentes na sociedade, e sua irmã, uma patricinha que parece ter saído do motel: toda metidinha.

Com 26 anos, nunca havia namorado ninguém, e são muitos os que falam que ele nunca deu um beijo. Mas pudera, ninguém em sã consciência beijaria um clone mal sucedido do Capitão Caverna. Isso até certo dia, quando Marcelino foi em um show do Pantera, a banda pela qual ele morreria. E foi ao som de This Love que uma linda menina o chamou para conversar. Era mais alta que ele, branquinha, olhos profundamente azuis, uma boneca. Com muito desprezo, ele respondeu às perguntas da garota, que tentou beijá-lo. Marcelino até que beijou a menina, mas foi só a banda começar a tocar Cowboys From Hell que ele gritou alucinadamente, deu uma voadora no peito da garota - que voou no meio da "rodinha" - e começou a bater nos outros. Definitivamente Marcelino era desequilibrado. "Caralho! Pantera! Metal extremo!", gritava o metaleiro.

O show prosseguia, e a cada música Marcelino ficava mais bitolado. Ele havia prometido a si mesmo que ficaria grudado na grade só pra ver a banda da sua vida mais de perto. Mas isso parecia impossível, já que haviam mais de 50.000 pessoas assistindo o show, e o pobre coitado estava lá no meio. "É hoje ou nunca", pensou o feio do cabelo mofado. Jogou-se em cima das pessoas que estavam a sua frente, que empurraram-o para frente. Naquele momento, Marcelino sentiu-se o Super-Homem. Não importavam os socos que levava no estômago e no saco, afinal, ele estava chegando mais perto do palco. E após ter levado muita porrada, Marcelino chegou na grade. Ele mal podia acreditar que seus ídolos estavam a menos de três metros dele. O metaleiro do cabelo ruim era empurrado contra a grade, todos passavam a mão (ou outra coisa) na bunda dele, e ele nem aí, só babava nos solos de Dimebag, o guitarrista. Marcelino gritou e chorou tanto que acabou chamando a atenção de Dime, que olhou para o metal-man. "Ele olhou pra mim!!! Ahhhhhh, o Dimebag olhou pra mim!!! Eu te amo, Dimeeee!!!" berrou desesperadamente. Dimebag começou a rir e cuspiu na cara dele. O metaleiro fedido praticamente gozou quando sentiu a baba de Dimebag escorrendo no seu rosto. Aquele era definitivamente o dia mais feliz da vida de Marcelino, que colocou um pouco do cuspe de seu ídolo num copinho de cerveja, e foi feliz da vida para sua casa.

Em casa, despejou o pouco que sobrou da baba numa taça de cristal que havia roubado quando saiu de casa, e colocou-a em cima do armário. Exaltado, chamou todos seu amigos metaleiros para observarem a baba do guitarrista do Pantera. E em volta da taça ficaram, exaltados, observando o cuspe.
-Caralho, olha que cuspe mais metal!
-Olha de perto, parece até que tem um pedaço de catarro!
-Puta merda, podes crer!
-E o cheiro?! Tu sente que tem whisky importado! Fodaço!

Marcelino estava orgulhoso do feito heróico, e acabou fotografando seu objeto de adoração, além de escrever um relatório sobre a cusparada, incluindo até em qual música ela havia atingido seu rosto. E ao terminar seu relatório, Marcelino ficou ainda mais chocado:
-Ouçam isso! A música que estavam tocando quando a baba caiu em mim era 'Floods'. Floods, em inglês, é enchente. Enchente tem água! E a baba tem água! Caraca, é tudo a ver, o Dimebag pensou nisso quando cuspiu em mim!

Maravilhados com a explicação ridícula de Marcelino, puseram-se a escutar a tal música. E ficaram o resto da noite ouvindo o mesmo som, até que dormiram. E assim que amanheceu, Marcelino foi o primeiro a acordar, para mais uma vez admirar sua querida taça. Mas assim que se aproximou do seu prêmio, ficou chocado com o que viu: a taça estava cheia de cuspe e catarro. Era o fim, a baba de Dimebag agora estava impura para sempre. Revoltado, saiu distribuindo pontapés no estômago de seus amigos, querendo saber quem foi o estraga-prazeres. Estranhamente, nenhum dos amigos de Marcelino mexeu-se. Na verdade, estavam todos mortos!

Desesperado, Marcelino tentou sair de casa para procurar ajuda. Em vão: todas as portas e janelas estavam trancadas por fora. O metaleiro fedido encolheu-se num canto e começou a chorar, com medo do que viria a acontecer com sua vida.
-Eu juro que não faço culto ao diabo, eu só gosto das músicas! Eu viro crente, mas me perdoe, Deus!
E enquanto realizava sua penitência, um fantasma saiu de trás do sofá. Marcelino ficou em estado de choque, e nisso o fantasma balbuciou:
-Olá...
Tremendo e com a cueca toda cagada, Marcelino respondeu:
-Que... quem é você?
-Sou um fantasma que só quer vingança...
-Mas eu não te fiz nada! E meus amigos?! O que houve com eles?!
-Sim, fez. Fez adoração à baba e ao catarro... e eu matei seus amigos, morreram engasgados.
-Não! Desgraçado!
O fantasma, escarrando na cara de Marcelino, fala:
-Rrrrrrrrrr... desgraçado não, meu nome é Seu Abel.


O ser humano mente

sexta-feira, 14 de novembro de 2008, by Fabricio von

E mente mesmo. Você também mente. Hoje eu entrei em uma sapataria, vi um tênis, experimentei e gostei. Daí fui perguntar o preço, o cara ainda veio sorrindo: "como ele está saindo de linha entrou em promoção, saindo por 429 reais, em 10x sem juros!". Coitado, ele tava achando que o pobre lazarento aqui cuspia notas do Tesouro Nacional por aí. Então eu falei: "eu vou dar uma conferida em um outro modelo que vi na outra sapataria, mas qualquer coisa eu volto pra pegar esse mesmo". Depois que eu saí que eu percebi o que havia dito. Ora cacete, por que eu simplesmente não disse que estava caro e que não iria comprar? Eu não entendo o porquê dessas mentirinhas. O vendedor já sabia que eu não iria voltar, não custava nada ser franco com o coitado.

A mesma coisa acontece nos presentes de fim de ano. Família toda reunida, chega aquela sua tia avó semi-esclerosada com uma embalagem molenga de presente para você. De cara, já sabe-se que é cueca ou meia. Você dá aquele sorriso falso, abre e constata que é mais um daqueles lindos kits de cuecas trêix por dé reau e, pasmem, você solta aquela máxima: "Obrigado, eu estava mesmo precisando!". Se alguém visse minha gaveta de tralhas, ficaria admirado com a quantidade desses kits-cueca que eu tenho e não uso. São muitas tias, logo, muitas cuecas e apenas uma pessoa para usá-las (se bem que tem umas que eu teria vergonha de usar, parece mais um coador de café o negócio). Mas a questão é: por que não fui sincero e falei "obrigado tia, mas eu vou trocar, não gosto desse tipo de cueca"? Talvez por medo de acharem que sou estúpido, talvez por tradição, falta do que falar, desagrado, comodismo, sei lá! Eu me revoltei comigo mesmo com essas mentirinhas, e vou tentar passar a falar a verdade, nua e crua, doa a quem doer. E se algum dia eu te presentear com um kit-cueca, saiba que "foi de coração!".


Isto não é um texto nonsense

quinta-feira, 13 de novembro de 2008, by Fabricio von

O amor algumas vezes realmente é cego, mudo e sem tato.
Um jovem de 19 anos se apaixonou por uma mulher, ela engravidou e o casal
foi morar junto, em Cocal do Sul. Tudo como manda o figurino, isso se seis
meses depois ele não descobrisse que ela não poderia engravidar, não tinha
nem mesmo os órgãos sexuais femininos e, na verdade, era um travesti. Com a
revelação, na última quinta-feira, ele teve que ser hospitalizado.

O rapaz a conheceu em um bailão há cerca de seis meses e foi amor à primeira
vista. Os dois apaixonados mantiveram relações sexuais e, no fim da "festa",
se despediram. Um mês depois, a jovem bateu na porta da família do ficante e
pediu abrigo: ela estava grávida do jovem de 19 anos.

A sogra adorou a surpresa e prontamente aceitou a nora de braços abertos. O
futuro papai também ficou feliz com a novidade. A barriga começou a crescer
e os dois viveram alguns meses em perfeita harmonia, até que a relação
começou a passar por algumas crises amorosas.

Entre uma discussão e outra, a mulher apanhou e, acompanhada da sogra, foi
até a delegacia de Cocal do Sul para registrar um Boletim de Ocorrência, na
quinta-feira. No local, deu o nome de Bruna de Souza. Rapidamente, o sistema
informou erro, não havia ninguém com este nome. "Começamos a suspeitar de
algo errado. Mesmo apresentando uma gravidez aparente, pensamos se tratar de
alguém que havia fugido de casa ou que estivesse com mandado de prisão em
aberto. Passamos a investigar quem realmente era aquela moça", informa o
Policial Evandro Carlos Rodrigues.

Para a surpresa dos investigadores e mais ainda da família que abriu as
portas para a Bruna, a moça era um homem, está com 19 anos e é natural de
Gravatal. O susto foi tão grande que o companheiro teve que ser internado às
pressas no hospital do município: ele teve um mal súbito com a notícia de
que a mulher era marido.

O jovem não entendeu nada porque o casal mantinha relações sexuais e ele
não havia percebido que a moça tinha órgãos masculino. "O rapaz contou que
sempre que se relacionavam, ela apagava a luz e comandava as ações. Em todos
estes meses, ela não havia permitido que o companheiro tocasse as suas partes
íntimas e, por isso, ele não percebeu nada", explica o policial.

Já sobre a gravidez de Bruna, era apenas uma reação psicológica. Ela
creditava tanto que estava grávida, que o corpo passou a desenvolver a
barriga. "O travesti aparentemente era uma mulher, enganava bem e não tinha
os traços masculinos", acrescenta Evandro.

O caso foi encerrado e o casal, a princípio, iria se separar.

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Eu vou repetir: isso não é um texto non-sense! Saiu em um site de notícias, eis a fonte. Se isso não é mentira, me expliquem como um cara desses fica junto por meses, come só o cu da 'mulher', acredita que ela engravidou (pelo cu) e nunca reparou que ela tinha um saco e um pinto?! O MUNDO ESTÁ PERDIDO.


Doze de outubro

quarta-feira, 12 de novembro de 2008, by Fabricio von

Hoje tinha tudo para ser mais uma data comum. E é, para a maioria desinformada da população. A pouca cultura ofertada em nossas escolas não consegue disseminar a importância do conhecimento de certas datas comemorativas. Você deve estar aí se perguntando "Cacildis, hoje é dia de quê?". Pois é, caro(a) amigo(a), você também foi manipulado(a) pelo péssimo sistema de ensino nacional ao qual somos expostos.

Seus professores incultos e de visão míope podem não ter o discernimento para saber o que é mais importante: uma aula de química onde 90% dos alunos dormem ou uma aula que mostra a importância de datas comemorativas como a de hoje para o processo de racionalização e desenvolvimento intelecto-científico dos alunos. Mas tudo bem, afinal, estou aqui para levar um pouco de cultura para você. Então encha o peito de ar e sorria, porque hoje...

...é o Dia do Supermercado!

Mas sinceramente, me bateu uma dúvida: para quem dar os parabéns por esta histórica data? Para os atendentes, para os empacotadores que fazem cara feia se você não dá "dô real" de esmola, ou para as paredes? Na dúvida, simplesmente chegue lá dentro e grite "Feliz Dia do Supermercado!".


Cia e Meza 2

terça-feira, 11 de novembro de 2008, by Fabricio von

Eu vou pro inferno, eu sei.


Eu não quero ficar velho

segunda-feira, 10 de novembro de 2008, by Fabricio von

Hoje minha tia voltou pra casa operada do joelho, com muleta e dificuldade pra andar, e isso me fez lembrar em como deve ser ruim ficar velho. Esses dias eu estava na fila de uma farmácia (fila do cartão de crédito, é foda ser pobre) e eu lembro que tava um cheiro de bosta desgraçado. Olhei pro tênis pra conferir se não havia pisado no presentinho, mas não, estava intacto. Olhei pra trás e vi um cara meio emburrado atrás de mim na fila, olhei pro sapato dele e ele fez uma cara de "Tá olhando o quê, tou cagado?". Mentalmente eu respondi "Sim, você deve estar cagado". Virei pra frente e fui seguindo a fila, demorada toda vida.

Uma velhinha na minha frente não parava de resmungar. Devem ter se passado uns três minutos e a vovó começou a bater com a bengala no balcão. Mais um minuto e ela começa a falar "Ai meu Deus do céu, num vai dar tempo!". E então, ela resmunga mais uma vez e começa a gritar pra moça do caixa, quase que exatamente isso aqui: (essas horas eu nunca tenho uma câmera de vídeo) "Minha filha, acelera isso, eu acabei de fazer cocô e estou sem a fralda, que stá na minha mão para pagar, como você pode ver". HOLY SHIT, era a velha que tava fedendo! Rapidamente apareceu uma boa alma que trabalhava na farmácia e convidou a vovó pra usar o banheiro e se limpar. É por isso que eu não quero ficar muito velho. Pode ter o lado bom da experiência e tal, mas cruz credo, o lado ruim é bem ruim. E no caso dela ainda era fedido. Triste.


Link (in)útil de hoje: http://www.devinettor.com/aki_en/

É um site que você vai respondendo perguntas do tipo sim/não e ele desvenda em quem você estava pensando. Sério, foi genial ele descobrir que eu estava pensando nesse cidadão daqui de baixo:

Além disso, ele descobriu Dercy Gonçalves, Wando e Lindomar Alves. O gênio é foda.


A pergunta que não quer calar:

domingo, 9 de novembro de 2008, by Fabricio von



Domingo, dia de sol e tédio, resolvi sair. Agora responda: baseado nesta foto, que diabos eu estava fazendo? Não, não estava rebolando na boquinha de uma garrafa imaginária. Quem acertar ganha um... um... ah, não ganha nada não. Foto by Anna.


Texto Nonsense - Seu Abel

sexta-feira, 7 de novembro de 2008, by Fabricio von

-Caramba Edu, eu nâo agüento mais o Seu Abel!
-Ora... por que?
-Porque todo santo dia na hora do almoço esse velho senta do meu lado e fica puxando catarro enquanto come! Eu mal consigo engolir minha comida!
-Mas tu é burro hein, Pedro! Por que tu não muda de mesa? O refeitório é gigante!
-Eu já tentei! Acontece que ele vem atrás de mim, ele diz que eu sou o melhor funcionário da firma.
-Sei lá então... diz a verdade pra ele!
-Aham, daí ele me demite!
-Ih é, ele não gosta que as pessoas fiquem falando sobre seus hábitos...
-Cara, é nojento! O seu Abel começa a falar sobre a situação da empresa, enfia o garfo no macarrão, dá aquela puxada de catarro na garganta e engole junto com a comida... isso me embrulha o estômago!
-Não sei o que faria se fosse comigo...
-Eu estou com uma idéia pra eu conseguir almoçar, mas num sei não...
-E qual é?
-Bem... comer no banheiro do refeitório.
-Quê?! Aquilo é pior que esgoto a céu aberto!
-Tá, mas deve ser menos pior do que imaginar a catarreira do seu Abel descendo na minha garganta...
-É, isso é... bom, boa sorte pra você.
E Pedro pôs-se a trabalhar, sempre olhando para o relógio, esperando pela fatídica hora do almoço. Soa o alarme: meio-dia. Como de costume, seu Abel passa no escritório de Pedro, puxando o catarro:
-Rrrrrrrrrrrrr... vamos almoçar, Pedro!
Pedro respira fundo e balança a cabeça positivamente. Chegam no refeitório e servem-se. Pedro encontra uma mesa com apenas uma cadeira vazia e senta-se, com esperanças de pela primeira vez em uma semana almoçar decentemente. Mas seu Abel grita lá de longe:
-Pedro! Pedro! Rrrrrrrrrrrrr... Senta aqui, vamos discutir alguns tópicos da reunião de amanhã!
Desolado, o pobre coitado levanta-se e anda vagarosamente na direção de Abel, engolindo toda a comida que consegue durante o percurso, já que este poderia ser o pouco que comeria do almoço. Pedro senta-se e olha para seu prato, que exalava um cheiro delicioso. Pegou o garfo, a faca, cortou um pedaço da suculenta lasanha de frango e, na hora que iria contemplar seu paladar enfiando a lasanha na boca, seu Abel dá aquela puxada de catarro, que faz Pedro tremer e deixar a lasanha cair de volta em seu prato.
Rindo, Seu Abel pergunta se Pedro estava com mal de Parkinson. O agora enojado Pedro dá um sorriso forçado, e disse que precisava ir ao banheiro. Levantou-se, pegou seu prato e pediu licença. Prontamente, Seu Abel exclamou:
-Ei, deixe o prato aqui!
Nervoso, Pedro responde:
-Bem... é qué... o senhor sabe...
-Desembucha, rapaz!
-Ora, pode pousar uma mosca no meu prato! É melhor eu o levar comigo!
-Se uma mosca pousar no seu prato, eu a demito da empresa! - respondeu o velho gargalhando, e mais uma vez puxando o catarro que provém de suas entranhas.
Abatido por seu plano não ter dado certo, Pedro vai ao banheiro, dá uma mijada pra relaxar e volta. E quando volta, ele vê uma cena grotesca: Seu Abel tossindo com a boca aberta, bem em frente ao prato de Pedro, que vira-se e começa a chorar, incitado pela raiva e pela fome avassaladora que tomava conta de sua carcaça. Neste momento, Edu vai de encontro a Pedro e pergunta porque estava chorando. Gritando, Pedro responde:
-É o catarro, a culpa é toda do velho catarrento! Eu morrendo de fome e aquele maldito tossindo na minha lasanha!
-Shhhhh! Fala baixo, Pedro! Se ele escutar isso você tá no olho da rua!
-Quem sabe na rua talvez eu conseguisse comer algo...
Novamente, Seu Abel grita:
-Rrrrrrrrrrr... Pedro! Ô Pedro! Sua comida vai esfriar, vem comer!
Edu encaminha seu companheiro - enojado e cabisbaixo - até a mesa de Seu Abel, que nota que Pedro estava um pouco estranho.
-Rrrrrrrrr... Pedro, o que houve? Você mal tocou na sua comida. E essa lasanha parece tão apetitosa!
-Parece mesmo...
-E por que não a come?
-Bom, eu vou falar porque! A verdade é que...
E nisto, toca o sinal do refeitório, o horário de almoço havia acabado. Seu Abel pergunta:
-Então Pedro, por que?
Tomando ciência de que podia ter jogado seu emprego fora, Pedro mente:
-É que eu estou sem fome hoje...
-Ah, então é isso! Menos mal... rrrrrrrrrrrrr!
Levantaram-se. Neste exato momento, o estômago de Pedro parecia ser esmagado por um torno, a dor era forte demais para ele agüentar mais 4 horas de serviço sem comida na pança.
Nisso, uma idéia genial veio à cabeça de Pedro: comer na cantina do lado de fora da empresa! Era a solução (ainda que temporária) para seu problema.
-Seu Abel, me dá licença um minutinho que eu vou lá fora para...
-Não, não! Já estamos atrasados para nossa reunião, esqueceu?
Perfeito. Agora, além de estar faminto, Pedro teria que se esforçar para pensar sobre um projeto, e não na comida quentinha e apetitosa que preencheria seu estômago.
Executivos sentaram-se em volta da grande mesa de reuniões. Passou-se uma hora de reunião, mas para Pedro pareciam dias de turismo na Nigéria. Falava-se de juros, tarifas alfandegárias, marketing social, logística e lucros. Mas Pedro estava abstraído do grupo: só conseguia pensar em comida. Por diversas vezes, enfiava as mãos nos bolsos de seu terno na esperança de encontrar um chocolate ou qualquer outra coisa que pudesse mastigar, sem contar nas vezes que pedia para ir ao banheiro e Seu Abel o barrava, dizendo tratar-se da "reunião mais importante da história da companhia". Pedro só pensava em chutar o balde, mandar seu Abel e sua companhia tomarem na rosca e ir correndo pra cantina a fim de comer qualquer porcaria que calasse seu irrequieto sistema digestivo. E para melhorar ainda mais a situação, Abel, que estava do lado de Pedro, não parava de expectorar e tossir, ainda que dessa vez colocasse a mão na frente.
Mas um milagre aconteceu: ao fundo, uma porta se abre. Era Dona Mazinha, a cozinheira, que trazia em suas mãos uma bandeja cheia de amendoin japônes. Os olhos de Pedro encheram-se de lágrimas, finalmente seu martírio acabaria!
E a bandeja foi passando de mão em mão. Pedro seria o último, mas isso pouco importava, ele finalmente engoliria alguma coisa além de saliva. Mas quando estavam faltando 3 pessoas para a vez de Pedro, Seu Abel tem um acesso de tosse e acaba escarrando na mão. Discretamente, ele passa a mão suja na calça para limpar um pouco. Pedro toma coragem e olha para o lado. Era tudo o que ele não precisava ver: o terno cinza de seu patrão, com uma gosma esverdeada e cheia de pus fincada na calça. Pedro queria, além de vomitar, que seu Abel não pegasse os amendoins, ou que no máximo pegasse com a outra mão.
Mas o destino é cruel: o velho catarrento enfiou a mão suja na bandeja, e começou a comer. Comia, babava, limpava com a mão, enfiava a mão na bandeja de novo e por aí ia. Pedro olhava aquilo e parecia não acreditar que Deus fazia de tudo para que o suco gástrico deteriorasse a parede de seu minguado e desocupado estômago. Finalmente a bandeja chega até Pedro, quase vazia, com poucos amendoins, que brilhavam devido à baba gentilmente cedida por Seu Abel, o velho catarrento.
-Rrrrrrr... come Pedro. Esse amendoin é muito gostoso! Cof Cof...
Pedro sorriu ironicamente para Seu Abel.
-Rrrrrrrrrr... mas boa mesmo estava aquela lasanha de frango que você não comeu. Ô Pedro, deu mole rapaz! Tava uma delícia.
Puto da vida, Pedro segurou-se na cadeira para não dar um murro na cabeça do velho babão. Novamente, sorriu...
Mais meia hora, e a reunião estava encerrada. Pedro levantou-se tonto de fome, e foi cambaleando até a porta. E mais uma vez, veio o Seu Abel atrapalhar a vida do esfomeado Pedro:
-Rrrrrrrr... Pedro! Dá pra você me dar uma carona até minha casa?
-Sinto muito, Seu Abel. Eu não tenho carro! Agora me dá licença que...
-Não, você vai no meu carro! Eu não posso dirigir, tou com problema no braço! Anda, vamos lá.
Foi a gota d'água. Mas Pedro resolveu aceitar quietinho. Chegando na garagem do prédio, o faminto avista o BMW preto de Seu Abel. Entra, abre a porta para seu querido chefinho e arranca. No meio do caminho, o velho abre o porta luva e pega um saquinho. Abre-o, e põe se a escarrar ali dentro. Após dezenas de escarradas, Pedro pergunta, sorrindo:
-Tá gostoso esse catarinho aí?
-Como?
-O Senhor deve gostar muito dessa catarreira...
-Ei, olhe como fala comigo!
-Eu falo do jeito que eu quiser, seu velho catarrento!
-Cuidado com o que diz, Pedro! Eu posso demití-lo!
A fúria toma conta do corpo de Pedro, que pisa no acelerador e rapidamente chega aos 140km/h.
-Seu irresponsável, nós vamos bater! Dirija devagar!
-Dane-se, mais algumas horas sem comida e eu iria morrer do mesmo jeito!
-Você está pirando! Você não comeu porque não quis!
-Ah é? Então tá...
Pedro freia bruscamente e pára o carro no meio da rua. Vira-se para o velho, tira o saquinho de catarro, puxa um catarro das profundezas do nariz, escarra no saquinho e diz:
-Abre a boca.
-O que?!
Violentamente, Pedro abre a boca do velho e o faz engolir o catarro. O velho estrebucha e vomita no banco do seu BMW.
-Gostou, velho? Gostou da sensação? É isso o que eu sinto sempre que vou comer perto de você!
-Pedro... você está demitido!
-E você morto...
Pedro acelera em direção a um abismo, abre a porta, rola no chão e vê Seu Abel e o BMW caindo no precipício, explodindo em seguida. Transformado, física e psicologicamente, ele rí. E após alguns minutos deitado no chão da estrada, ele levanta-se e pára numa birosca, onde come um prato feito de arroz, feijão, salada e bife, um verdadeiro orgasmo estomacal. Após satisfazer-se, foi pra casa dormir. E só no dia seguinte teve noção de que havia matado uma pessoa catarrenta porém inocente. E não era uma pessoa qualquer, era o presidente da empresa. Pedro estava com medo, mas mesmo assim foi até a firma.
E lá chegando, ele avista uma multidão de pessoas de luto. Tentando esconder qualquer evidência que pudesse incriminá-lo, Pedro finge lamentar a morte de Seu Abel, o velho catarrento. E após alguns dias de fingimento, Edu encosta Pedro na parede e pergunta porque estava chorando, enquanto na verdade deveria estar sorrindo. Pedro pensou que Edu descobrira o crime, e começou a tremer. Mas antes mesmo de balbuciar qualquer coisa para defender-se, seu amigo fala:
-Parabéns, presidente!
-Ahm?
-Não se faça de bobo, Pedro! O Seu Abel deixou um testamento, no qual dizia que você seria o novo presidente da empresa! E como o velho empacotou...
Pedro ficou muito feliz, pois além de abocanhar o cargo máximo na hierarquia da empresa, poderia almoçar tranqüilamente. Mas como o destino é cruel e eu adoro escrever histórias de humor negro, Pedro morreu quatro meses depois, engasgado com seu próprio catarro enquanto dormia.


No pain, no gain

quinta-feira, 6 de novembro de 2008, by Fabricio von

Após quatro anos de ausência, decidi retomar as aulas de musculação em academia. Tudo bem que nesse meio tempo eu fiz yoga, pilates e corrida, mas nada que destrua o corpo nos primeiros dias como levantar peso. O mais frustrante foi ver um velhinho de uns 65 anos do meu lado puxando o dobro do peso que eu ergui (e eu quase morrendo, diga-se de passagem). Mas ele tinha uma pança escrota, eu não: estou com 6% de gordura corporal, viva! Ainda que hoje eu esteja aqui sentado de frente para meu monitor à base de Dorflex e gemendo de dor, é uma atitude saudável. Então levante essa sua bunda gorda, feche esse site de download ilegais que está aberto junto com o SouMongol e vá malhar!

Ah, hoje descobri esse blog de tirinhas:


Os Machistas. Muito bom, até mulher vai gostar! Mentira.


Killer Instinct e Obama

quarta-feira, 5 de novembro de 2008, by Fabricio von

Só vai entender quem jogava Killer Instinct (SNES e Nintendo 64), mas tudo bem. Clique na imagem abaixo.


Tomara que não, mas eu acho que em pouco tempo um neo-nazista louco ou um Ku Kux Klan addicted vai dar um jeito de apagar o Osama Obama. Já deve até ter bolão prevendo a data da morte dele. Eu aposto em Dezembro... perto do Natal. Quem comentar aqui e acertar a data ganha um tribungolango.


TOC e Telefonemas

terça-feira, 4 de novembro de 2008, by Fabricio von

Eu sou esquisito. Tá, isso não é uma novidade, mas é que às vezes me surpreendo comigo mesmo. Ontem uma prima distante me telefonou pra perguntar como está a vida, se já tou rico, se já sou pai, se virei viado etc. E ela falando, espirrando, gripada igual uma condenada. Mas o pior é o seguinte: sabe aquele lance de ver alguém bocejando e você bocejar também? Pois então, agora que você bocejou também, eu me sinto estranho porque a cada espirro que ela dava, eu espirrava também! A mulher me xingando, que eu estava zoando com a enfermidade dela, mas eu não estava, apenas fui infectado psicologicamente via telefone pelos espirros dela. Que porcaria é essa, será TOC? Só sei que não estou nem um pouco gripado. E por mim essa prima pode morrer de gripe. A mulher fica anos sem manter contato comigo e no final do telefonema vem com um papo de me pedir dinheiro emprestado pra pagar umas dívidas? Eu lá tenho cara de banco?

Aliás, se tem uma coisa que me irrita são algumas ONGs, AACD e outros, parece que o telefone daqui de casa tem ímã para essa corja de pedintes. Eles podem ajudar quem tem problemas, dar assistência... lindo, maravilha! Mas quando telefonam e a gente fala que não vai doar nada parece que põem nosso número numa lista de "ligar todo mês até conseguir tirar uma grana dele". Vão se ferrar, fazem como se tivéssemos a obrigação de doar... doa quem quer, ora bolas! Se eu quiser ajudar, vou até alguma casa de crianças abandonadas e ajudo, ficar dando dinheiro por telefone não é comigo. Nos meus picos de malevolência social dá vontade de falar pra esses telemarketers que eu ofereço um banner grátis no meu blog, só que acho que não gostariam muito por causa do nome deste humilde recanto virtual da Mongólia (que maldade, hohohoho).

Sessão Youtube de hoje: aprendendo a fazer cocô.


Amazing.


Cia e Meza

segunda-feira, 3 de novembro de 2008, by Fabricio von

Num dia de papo muito útil com a Nonó, acabei tendo inspiração para criar isso.


Dou um prêmio pra quem torturar esse cara.

domingo, 2 de novembro de 2008, by Fabricio von














Vale botar fogo no ouvido, espetar os olhos com arame enferrujado e arrancar as unhas com alicate.
Quem viu a corrida me entende.


Ae ô Fresco Boiola!

sábado, 1 de novembro de 2008, by Fabricio von

Essa porra tá no Kibeloco, e merece ser espalhado em todos os blogs da Internet:



EMO OWNED!