Texto Nonsense - Jonas

sexta-feira, 31 de outubro de 2008, by Fabricio von

Pobre, feio e burro. Assim nasceu Jonas, um menino que tinha apenas um grande sonho em sua vida: comprar um Porsche Turbo, igual o da foto que ele achou numa lixeira perto de sua humilde casa, no dia do seu 8° aniversário. Desde aquele dia Jonas não pensava em outra coisa sem ser imaginar-se sentado dentro do seu tão sonhado Porsche Turbo. Seu pai, entregador de gás, e sua mãe, dona-de-casa, mal tinham dinheiro para sustentar Jonas e seus 7 irmãos, e tentavam de todas as formas tirar essa idéia da cabeça de seu filho, que relutava em dizer que não importaria quanto tempo demorasse, ele teria seu Porsche Turbo.
Seus pais acabaram por apoiar sua idéia, apesar de não terem esperanças de seu filho, burro como só, conseguir ser rico algum dia para comprar um carro tão caro.

Jonas decidiu trabalhar escondido de seus progenitores. Pediu um pouco de dinheiro à sua mãe, dizendo que teria que ir ao aniversário de um amigo. Mentira, ele usou o dinheiro para comprar uma caixa de mariola. E com a caixinha debaixo do braço, Jonas foi para a porta da escola, onde, apesar de ter sido humilhado por falsos colegas, conseguiu seu primeiro "salário". Apesar do dinheiro que ele conseguiu não dar para comprar nem um adesivo falsificado da Porsche, Jonas não desistiu do seu sonho. Guardou parte do dinheiro e comprou mais uma caixa de mariola. Mas após um mês de vendas, seu negócio começou a cair, ninguém mais agüentava comer a mariola de Jonas. E pelos meses seguintes, ele tentou trocar por balas, chicletes e paçocas, mas nunca dava certo. O menino pobre, feio e burro sentia-se vencido por sua falta de sorte com os negócios. Já com 12 anos, ele disse aos seus pais que queria labutar, que aceitaram, já que sua mãe estava grávida de seu 8° irmão e seu pai ficara desempregado. Jonas rodou a cidade inteira atrás de trabalho. Até conseguiu algumas entrevistas, mas quando viam sua cara de quiabo podre e sua burrice babilônica, logo diziam que ele "não atendia aos requisitos da empresa". Enfurecido, o feioso voltou para seu morro e deu a notícia para sua mãe, que caiu em prantos.

Jonas não sabia o que fazer da sua vida. Sua família passava por grandes dificuldades financeiras, e seu sonho de comprar seu Porsche Turbo estava cada vez mais obscuro em sua mente. Ele até tentou ser traficante em seu morro, mas não o aceitaram por ser jumento demais. Passaram-se meses de tristeza e miséria, quando uma luz surgiu do céu, literalmente. Uma pedra estourou o telhado da casa de Jonas. E envolto na pedra, estava um folheto de um circo, que acabara de chegar a cidade. Para distrair a sua raiva da telha quebrada, Jonas decide ir até onde o circo seria montado. E lá chegando, o feioso abriu um baita sorriso: o circo estava contratando pessoas para serviços gerais. Ele não sabia o que eram serviços gerais, mas na situação que estava, aceitaria fazer qualquer coisa para comprar seu Porsche Turbo. E como um milagre, Jonas foi admitido! Sua missão era limpar cocô de elefante. Mas isso não importava, o salário era bom demais para ele recomeçar sua vidinha. Feliz da vida, Jonas voltou para casa para dar a notícia e, lá chegando, sua felicidade foi completa: seu pai havia arrumado um ótimo emprego de auxiliar no gabinete de um vereador. Era bom demais para ser verdade, a vida de Jonas e sua família estava melhorando, e seu sonho de obter um Porsche Turbo estava mais próximo, ainda que muito distante.

Nos fins de semana, lá ia o feioso catar bosta de elefante no circo. E numa noite, um olheiro do circo aproximou-se de Jonas e perguntou-o:
-Meu filho, o que você tem na cara?
-O que, doutor? Tá sujo? Deve ser cocô de elefante...
-Não, seu rosto... ahm... é muito feio!
-Ah doutor, eu nasci assim mesmo, minha mãe devia tar com diarréia quando nasci!
Observando a feiura e o seu bom senso de humor, o olheiro falou que Jonas faria sucesso no circo, mas dentro do picadeiro.
E a partir deste dia, Jonas era o "Palhaço Feioso", uma das principais atrações do circo. E seu salário dobrara cinco vezes. Jonas chamava a atenção de quem o via, principalmente quando ele sentava em cima de um carrinho de mão e falava seriamente que um dia compraria um Porsche Turbo: todos riam da sua cara. E após alguns meses de sucesso em sua cidade, Palhaço Feioso recebeu um telefonema que o fez tremer na base: era um representante da Porsche no Brasil, que estava assistindo o espetáculo e percebeu que Jonas falava seriamente em relação ao Porsche Turbo dos seus sonhos, e decidiu presenteá-lo com um Porsche Turbo 0km! Jonas anotou o local da entrega de seu presente, desligou o telefone, surtou e caiu no chão se debatendo de felicidade! Aquilo era impossível! Um menino pobre, feio e burro, vendedor de mariola, recusado por diversas empresas, catador de cocô de elefante e posteriormente palhaço agora seria dono de um Porsche Turbo!

E pegando todas as suas economias, Jonas entrou dentro de um avião pela primeira vez na sua vida, rumo à São Paulo. Lá chegando, mal quis saber se era madrugada, ele não via a hora de colocar as mãos no seu Porsche Turbo. Foi até um orelhão e ligou para o representante da Porsche, que aceitou entregar seu presente naquela madrugada, devido a euforia descomunal do cidadão feioso. O lugar marcado era uma estrada larga, onde Jonas poderia "sentir" o motor de seu Porsche Turbo! O agora extinto "Palhaço Feioso" pegou um táxi e mostrou o endereço ao motorista. E durante a viagem, foi contando sua história para o taxista português, e ficaram imaginando qual seria a cor, se teria banco de couro, quantos quilômetros por litro ele faria, quais as mulheres que ele conseguiria pegar com um carro desse porte, coisas do tipo. Subitamente, o taxista parou no acostamento. Jonas virou sua cabeça para a esquerda e ficou paralisado. Do outro lado da estrada, lá estava a sua máquina, um autêntico Porsche 911 Turbo vermelho, brilhando mais que diamante!
-Agora tú tens uma máquina, opá! - exclamou o taxista. Jonas pegou o resto do seu dinheiro e deu na mão do português, que também não tirava os olhos do Porsche vermelho do feioso. Jonas abriu a porta do táxi e saiu correndo em direção ao seu tão sonhado Porsche Turbo, quando uma Scania veio por conta do capeta e atropelou Jonas, matando-o.


SouMongol no Orkut I

terça-feira, 28 de outubro de 2008, by Fabricio von

Lista comunitária gerada na comunidade do SouMongol: Que palavras tem pronúncia engraçada?

almofada
bastão
bilíngüe
biruta
boteco
capacete
careca
ciscar
cutelo
encurralado
estudantil
fantástico
lesminha
maromba
paçocado
paradoxo
paralelepípedo
pasteurizado
pedófilo
pipeta
piru
pitulito
pleonasmo
polenguinho
pônei
potranca
pudim
supimpa
tapete
toalha


Eu incluiria essa aqui: fronha. Fala sério, fique repetindo fronha umas vinte vezes... é ridícula a pronúncia!

E você conhece outra palavra ridícula?


Enquanto isso, na Noruega...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008, by Fabricio von

... uma amiga minha está em Oslo e fez essa foto em frente a um cinema:


Não sabia que o filme da minha biografia já estava passando também por lá... grande orgulho!


MTV põe cada coisa boa na programação...

domingo, 26 de outubro de 2008, by Fabricio von

Hoje, um calor insuportável para os padrões de Petrópolis (31ºC), saí para anular votar no segundo turno das eleições e, quando cheguei, deitei-me no sofá para tirar um ronco pós-almoço. Liguei a TV e, zappeando pelos canais, parei na MTV pra ver o que estava passando. Um gordinho, gritando com umas pessoas, tentando ser engraçado. Cacete, que porra é essa de Andy Milonakis?! Segundo a Wikipedia, "Andy sofre de uma insuficiência hormonal que lhe dá a aparência e voz de um pré-adolescente." Ok, mas também deve ter uma outra degeneração hormonal que o deixa completamente idiota e sem graça. Não tem como rir daquilo! Foi-se o tempo em que os tapa-buracos da programação da MTV eram coisas ruins porém engraçadas, como Beavis and Butthead, Southpark e Vacalactica. Mas se você gosta lá do "adolescente eterno", ignore-me: eu devo estar velho. E quanto às "músicas" que tocam hoje na MTV... eu prefiro nem comentar. Por mim só não explodem a sede da MTV por causa do Gil Brother, meu querido conterrâneo. AUEI!


Obama X McCain

sexta-feira, 24 de outubro de 2008, by Fabricio von

Não é de hoje que ninguém mais agüenta ouvir falar de Barata Humana Barack Obama e John McCain. Eu particularmente espero que isso seja decidido logo e saia da mídia, odeio política (e ainda tive a SORTE de ter havido segundo turno na minha cidade!). Mas falando nisso, até que esse site é interessante: http://www.iftheworldcouldvote.com
É impressionante a disparada do Osama Obama. Eu votei no McCain mesmo, na minha concepção o Baraka Kitana Barack Obama tem cara de falso.

Mas o que mais me surpreendeu foi isso:


Apenas quatro votos?! Acho que nossa população precisa de mais acesso à Internet...


Casa nos Estados Unidos vendida a 1 mísero dólar.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008, by Fabricio von

Cacete, vocês viram no Jornal Nacional? Com a crise financeira que teve lá na terra dos gringos (e que ainda não atingiu a Mongólia, claro), inúmeras casas estão sendo vendidas por 1 dólar, 1 dinheiro, 1 puto! Economicamente comecei a por idéias toscas e surreais na cabeça:

-Se eu fosse americano, investiria 10.000 dólares nessa brincadeira, logo, teria 10000 casas;
-Como manter uma casa é caro (pintar, reformar, expulsar mendigos e alienígenas), mandaria demolir a porra toda, ficando só com o terreno, logo o "IPTU" seria mais barato;
- Venderia o entulho para ajudar a cobrir os custos da demolição.

Com o passar da crise, naturalmente o valor dos imóveis e terrenos voltará a se valorizar de forma vertiginosa. Então, se todos esses terreninhos atingirem uma média (baixa) de 10 mil dólares dentro de alguns anos, eu arrecadaria com a venda destes aproximadamente 100 milhões de dólares. CEM MILHAS! E nós aqui, no Brasil, escrevendo/lendo este blog. Que pena que não somos americanos, senão dentro de alguns anos poderiamos estar dando uma voltinha em Dubai e comendo quitutes gastronômicos de elevador valor comercial, como uns estrombeletes de pombo obeso.


Texto Nonsense - O Bêbado

quarta-feira, 22 de outubro de 2008, by Fabricio von

Ver dois de cada coisa era pouco, Etelvino tava vendo era três ou quatro de cada, tamanha era a entorpecência causada pela dose da pura da roça, tão pura que parece ter sido conseguida daqueles primeiros litros de cachaça que saem do alambique, puro álcool, que só serve como combustível pra automovel.
- Puuuta cara, (hic) Ixxxqueci qui tenhu qui... qui... qui ir pra... pra... - comenta Etelvino à uma pessoa do lado, que meio assustada com a quantidade de copos que viu Etelvino entornar pela goela abaixo chegava a considerá-lo algum ser geneticamente alterado com o poder de não entrar em coma.
- Pra casa? - Responde o atônito.
- Não (hic) cara... é pra... é pra...
- Pra estação?
- Ixxx não cara... é pra... é pra...
- Pra rodoviária?
- NÃO POHHHHHHHÁÁÁÁ! - e o bafo invade o ambiente de forma atordoante - Minha (hic) mulé me mandou... é... eu ir pra... pra...
- Pra farmácia buscar remédio - respondia o interlocutor, já com cara de enfezado. Falar nisso, sabe o que é estar enfezado? Tem a ver com fezes, só imaginar as associações. Mas voltando ao texto:
- NÃo POHHHHHHHÁÁÁÁ! - e o ar que já estava ininalável torna-se potencialmente embriagante também - Foi minha mmmmulé, cara... mmminha mmulé que mmme mandou cara... po... é... - pausa, inclusive nos movimentos - Foi pra... pra...
- Pro hospital? Pro pronto-socorro? Pro supermercado? Pra pracinha? - tenta adivinhar o interlocutor, já vermelho de putez com a situação.
- POHHHHHHHÁÁÁ CARAAAAALHOOOOO! XXXXEU FALÁ POHHHHHÁÁ! - e o escândalo se fez conhecido do outro lado da rua, onde tem um ponto de ônibus. Pausa. Tensão. A cara do bêbado é das mais cômicas possíveis. Quem já viu bêbado puto sabe - LEMBREI! POHHHHHA LEMBREI... Ixxxqueci...
O enfurecido interlocutor põe-se de pé, não mais contendo seus impulsos primais.
- DIZ LOGO ONDE É QUE TU TEM QUE IR PORRA! NÃO QUERO FICAR OUVINDO "É PRA" A NOITE TODA!
- É pra... É pra...
- É PRA È O CACETE! VAI PRA PUTA QUE PARIU!
Colerizado, o interlocutor foge do bar após derrubar algumas cadeiras e mesas, gritando, correndo para a rua, onde encontra-se abruptamente com um ônibus lotado de passageiros. Trágico.
- Puuuta cara... vvvaleu aê por me lembrar... era pra lá mehhhmo que ela me mandou, cara... Ô sssseu garçom! Cccccê sabe onde é qui é a puta que pariu?


Texto Nonsense - O Bolinho

domingo, 19 de outubro de 2008, by Fabricio von

O martírio começou ao debiscar aquele simples bolinho. Ele poderia ter sido o bife de ontem, ou até mesmo a carne moída de amanhã, mas não, eu estava pré-destinado a consumí-lo. A primeira mordida após dez horas de abstinência fora um orgasmo estomacal, e nem mesmo o gosto amargo de óleo reutilizado pelo indecoroso comerciante me fez refletir sobre a qualidade duvidosa do produto em questão. Dei a segunda, a terceira, dei 'N' mordidas. Sem dúvida era o pior bolinho de carne e ovo que já havia comido, mas, como todos sabem, a fome é negra.

Inadequadamente porém alimentado, mandei o dono da birosca pendurar na conta, e dirigi-me até meu local de labuta, um prédio em construção, localizado em uma área nobre da metrópole. O sinal soou, e pus-me a trabalhar. E quanto mais eu trabalhava, mais eu me sentia indisposto, o suor minava da minha enegrecida cútis. Continuei virando massa, até que uma hora minha barriga estremeceu. Fiquei assustado com aquilo, e então ela abalou-se novamente. Imediatamente concluí que o bolinho que se alojou no meu estômago não havia me feito muito bem. Afastei-me de meus colegas de trabalho e, muito discretamente, tentei soltar um peidinho pra dar aquela aliviada na barriga. Foi aí que a casa veio abaixo. A casa não, a merda. Caguei-me, e caguei-me fedido. Morrendo de medo de algum de meus comparsas descobrirem o que acabara de acontecer com minha pessoa, saí correndo em direção ao banheiro da obra, um buraco no chão envolto em uma cortina de box. Arreei as calças e pude analisar o estrago. Minha cueca branca agora era marrom, e talvez nunca mais voltasse a ter sua cor original. Desesperado e sem papel higiênico no local, tive que usar a imaginação. Finalmente limpei-me e, apesar de ter ficado com o traseiro cinza, agradeci a Deus por ter colocado aquele saco de cimento na minha direção. Aliviado, voltei ao trabalho.

O tempo passou, minha indisposição estomacal já era coisa do passado, mas algo estava me incomodando. Ao sair do emprego, meu ânus começou a se comportar de maneira incomum, parecia me prender. Chegando em casa, e doido para extinguir o cheiro de ovo podre que alojou-se em meu corpo, tirei minha roupa. Daí pude ver o estrago que havia feito a mim mesmo: o cimento juntou-se à diarréia, formando uma crosta dura, marrom e fedida. Peguei sabonete e esfreguei-o em meu fiofó, na esperança de soltar o reboco. Nada. Desesperado, lambuzei meu esfíncter com óleo de cozinha e esfreguei com uma escova de dentes velha. Mas meus esforços foram em vão, a crosta ali permanecia, firme feito rocha. Não encontrei outra solução, senão telefonar para meu primo, que era médico. Expliquei minha situação, e ele parecia não acreditar em uma história tão bizarra.

Quando ele chegou e viu meu estado, ele ficou chocado. Imediatamente fui encaminhado a um hospital para uma bateria de exames. O resultado dos testes não era nada animador: o cimento misturou-se a substâncias provenientes do bolinho e causou-me uma reação alérgica que, se não fosse tratada a tempo, poderia tornar-se uma infecção. Primeiramente, os médicos deveriam tentar remover a crosta. E ela não poderia ser retirada a força, já que o ânus é uma região muito sensível e cheia de vasos sanguíneos. A radiação era minha única esperança. Fui submetido a várias seções radioterápicas, que infelizmente não surtiram efeito. Eu estava inconformado, e convencido de que iria morrer, não havia mais o que ser feito para poupar minha vida.
Mas um médico revolucionário, hoje um grande amigo meu, resolveu me ajudar. Ele tinha uma solução definitiva, porém radical: a amputação de minha bunda. Aquilo parecia inconcebível, um sujeito andando por aí, sem as suas nádegas, mas era ou isso, ou a morte. Optei por fazer a operação, e hoje estou muito bem, apesar de não poder sentar-me em lugar algum. Mas confesso, eu sinto muito a falta da minha querida e molenga bunda. E pensar que a perdi por causa de um bolinho... a vida é cruel, e o bolinho estragado.


Eloá, Lindemberg e o Orkut

Não, não vou ficar dando uma de falso moralista falando sobre a tristeza do caso, não vou ficar pondo LUTO no nick do MSN ou Orkut, afinal, isso tudo na minha ótica só corrobora a tese de que grande parte do povo adora sofrer, se chocar e ilustrar as diversas maneiras de como mataria o cara... e um mês depois tudo evapora-se como se nada tivesse existido. É muita hipocrisia, por isso sigo com a minha vida.

Mas voltando ao assunto real do post: ontem um amigo mandou o link do Orkut do irmão da garota que morreu e, como era de se esperar, virou scrapchat. Nos poucos minutos que fiquei lendo as mensagens que deixavam por lá, nem foi a falsa hipocrisia que me chocou, mas sim o nível gramatical do povinho do Orkut. Tive até o trabalho de dar uns printscreens. Sinceramente, eu não sei se choro ou rio:

Testes Personalidade - SouMongol
Tem que rir pra não se aborrecer...


Feliz aniversário?

sábado, 18 de outubro de 2008, by Fabricio von

É cada uma... ligaram aqui pra casa ontem e eu fui atender:
-Alô.
-Oooooooo meu filho, meus parábens!!!
Arregalei os olhos, fiquei quieto por um segundo e respondi:
-Ooooooooo muito obrigado!!!
-Muitos anos de vida!!!
-Pra você também!!!
-Filhão, sua avó tá aí? Deixa eu falar com ela!
Pensei por mais um segundo em silêncio e falei:
-Vai ser meio difícil, minha avó já morreu faz alguns anos... acho que é engano.
-Nossa... me perdoa, eu devo ter ligado errado! Ai meu Deus...
-Tudo bem... obrigado pelos parabéns!
O cara sussurrou algo como se estivesse arrependido, pediu desculpas de novo e desligou. Mas tá bom, ganhei feliz aniversário 4 meses depois, viva! :)

E já que toquei no assunto telefone, isso aqui embaixo sempre merece ser ouvido, por mais velho que seja:


Este é o post nº 666

sexta-feira, 17 de outubro de 2008, by Fabricio von

Seiscentos e sessenta e seis, o número da besta. Alguma profecia satânica poderia instaurar-se sobre o blog no dia de hoje. Pode ser que o Eddie do Iron Maiden puxe meu pé enquanto eu estiver dormindo. Ou pode ser que uma criatura assustadora como essa do vídeo abaixo apareça no seu jardim:


Texto Nonsense - A ira de Valdson

quinta-feira, 16 de outubro de 2008, by Fabricio von

-Aí sangue bom, tá vendo esses chocolate aí?
-Tô.
-Vamo robá!
-Ih... num vai dá merda não?
-Relaxa prayboy, é só botar debaixo da camisa...
-Já é, demorô...
Nisso o segurança do supermercado percebe o roubo e ativa o alarme.
-Fudeu, mané!! Fudeu!!
-Eu falei que ia dar merda!! Corre!!
Um escapa, mas o outro ladrãozinho pisa numa cebola que estava no chão e capota. O segurança alcança-o e leva-o para uma sala:
-Por que você roubou isso, rapaz?
-Eu não queria robá não, sangue bom! Quem deu idéia foi o Kléber Lucas!
-Quem é Kléber Lucas?
-O cara que vazou!
-Se esse Kléber se jogar na frente de um trem você também se joga?
-Não, viaja não...
-Então roubou porque quis! Qual teu nome, moleque?
-É Valdson. Que que tu vai fazer comigo, shock?
-Avisar seus pais!
-Tenho pai não...
-Tu mora com quem?
-Com o Kléber.
-Era só o que faltava... vou ter que chamar a polícia!
-Coé dá-fé?! Faz isso não!! Eu faço o que você quiser!
-Qualquer coisa?!
-Tudo, menos sexo com você...
-Presta atenção moleque!! Tu acha que eu tenho cara de tarado? Hein?! Olha pra mim!!
-Não, senhor...
-Então você vai trabalhar aqui na loja pra pagar o que deve!
-Mas...
-Mas o cacete! Quer que eu chame a polícia?!
-Não! Me desculpa...
-Você começa agora, vem comigo!
O segurança puxa Valdson pelo pescoço e dirige-o até o frigorífico.
-Tu vai cortar carne até de noite pra pagar pelo que fez!
-Sim senhor...
-Ae pessoal! De olho nesse garoto aqui, ele foi pego roubando e vai pagar pelo que fez!
Os açougueiros fazem sinal de positivo. E Valdson não seria louco de tentar fugir, pois tinha um açougueiro que era maior que um boi. Um dos funcionários aproxima-se de Valdson e diz:
-Ae moleque, tá vendo aquele boi morto ali?
-Tô.
-Tira o leite dele, senão a carne fica ruim.
Valdson, muito inocente, meteu a mão na trolha do boi e puxou, pensando em se tratar de uma teta. Puxou, puxou, puxou e nada do leite sair. Todos os açougueiros riam da ingenuidade do menino. Vencido pelo cansaço, o pequeno criminoso pergunta se já não haviam retirado o leite do boi. Um açougueiro respondeu:
-Não, e se for necessário tu tem que morder a teta do boi pra tirar o leite.
O menino voltou até o boi e deu aquela mordida na "teta". E nessa mordida voou "leite de boi" pra tudo que é lado. Valdson, com a cara toda melada e meio desconfiado da textura e sabor do leite, perguntou se o leite estava coalhado. Os açougueiros, mijando de rir, responderam que sim. O ladrãozinho perguntou:
-Já posso ir embora?
-Não, - respondeu o açougueiro maior que um boi - tá pensando que é fácil assim?!
Valdson, morrendo de medo, fez sinal de negativo com a cabeça.
-Escuta aqui garoto, tu roubou, isso é errado! Você tem que pagar pelo que fez!
-Mas eu ja tirei o leite desse boi...
-Garoto ingênuo! O que tu mordeu foi o pinto do boi!
A ira toma conta de Valdson, que pega uma faca e a encrava na testa do "açougueiro-gigante".
Os outros açougueiros correm para socorrer o amigo, mas já era tarde. Revoltados, partem para cima de Valdson. Mas o "ordenhador" estava possuído pelo ódio, e mata os outros açougueiros. Ouvindo os gritos, um segurança corre para ver do que se tratava. Ao chegar no frigorífico, viu aquela carnificina, e a única coisa viva ali era Valdson, que tinha o corpo coberto de esperma e sangue. Assustado com o que viu, o segurança pede auxílio pelo rádio e, imediatamente após isso, Valdson vira um bicho e pula no pescoço do segurança, degolando-o com apenas uma mordida. Àquela altura Valdson já não era mais um humano, e sim um monstro sedento por sangue. O mercado foi evacuado, e após algum tempo a polícia cercou o local. Valdson andava de um lado para o outro da loja, como se estivesse procurando por algo. Um cientista observava-o através de uma janela, e disse que já viu um caso parecido na Suiça, de um homossexual que engoliu esperma de boi e saiu matando toda a sua família, alegando estar apaixonado pelo boi. A cidade toda estava com medo do monstro-engolidor-de-esperma sair do mercado e matar a todos. Um psiquiatra entrevistou funcionários do mercado que tiveram contato com Valdson, e o segurança contou que ele havia comentando sobre um tal de Kléber Lucas, que poderia ser seu único amigo. Procuraram por Kléber, e acabaram encontrando-o. Ele tinha medo de represálias devido ao roubo, mas o prefeito garantiu que aquilo era passado, e o que interessava naquele momento era apenas tentar reverter o quadro psicótico-neurótico-animal-assassino de Valdson. Kléber entra no mercado, e mal acredita ao ver seu parceiro de roubo. Valdson, além de estar coberto de esperma e sangue, andava como um macaco, usando as mãos e pés para apoiar-se. Mesmo com medo, Kléber aproximou-se de seu cúmplice e tentou conversar:
-Vald! Sou eu rapá... Kléber...
-Grrroooar...
-Carai, que nojo essa parada grudada na tua cara... Po aê, fala alguma coisa!
-Groooooooaarrr... chocolate....
-Tú qué chocolate?
-Grrooarr... tu vai comer chocolate, filho da puta!!
Valdson agarra Kléber pelos cabelos e leva-o até a bancada de doces, fazendo-o comer todos os chocolates que ali estavam. Kléber já não aguentava mais nada, mas o monstro obrigou-o também a comer um quilo de presunto, um quilo de azeitonas pretas, um repolho, dois pacotes de carne seca e dois quilos de cebola. Na última cebola, ele não aguentou e vomitou. Valdson forçou-o também a comer seu vômito. E continou a punição: três garrafas de refrigerante, dois tubos de mostarda, um pacote de dobradinha, quatro quilos de sabão em pó, três alfaces, dez litros de whisky e um ovo de codorna. No ovo Kléber teve um colapso e caiu no chão, todo cagado e vomitado. Valdson pisava em sua barriga, e quanto mais ele pisava, mais Kléber se cagava. Como se isso não bastasse, o monstro esfregou cocô na cara de Kléber, que acabou morrendo ali mesmo, de parada cardíaca e explosão estomacal. Isso foi o limite: o prefeito da cidade chamou o FBI, e vinte segundos depois quarenta homens armados até a alma invadiram o mercado, disparando mais de 800 tiros na cabeça de Valdson. Ele foi levado ao hospital ainda com vida, mas acabou morrendo cinco dias depois do massacre que marcou a história de uma pequena cidadezinha do interior. Hoje, todos os bois da cidade foram extintos, e as vacas nascem de inseminação artificial com esperma de ganso, alterado geneticamente.


Texto Nonsense - Fernando, o Nerd

terça-feira, 14 de outubro de 2008, by Fabricio von

PAF! E lá está mais um mosquito morto grudado na parede. Fernando não tem dó de nada que atrapalhe sua concentração diante do computador. É mosquito, mosca, aranha, lagartixa, cachorro, mãe. Tudo leva um tabefe, Fernando é impulsionado pela raiva e pelo stress causados pelo mundo fora de sua realidade. O computador é sua vida, nada pode tirá-lo dali. Seu grande sonho é virar uma placa-mãe, para ver de perto todos os processos que ocorrem dentro do seu computador. Amigos e parentes temem pela sua saúde física e mental, que parece ter piorado desde o dia que ele criou um software que ele diz ser sua namorada. Fernando e sua namorada - nomeada por ele de Linuxinha - tem uma relação doentia. O casal mantém contato físico através do hardware, que Fernando alisa suavemente como se fossem os seios de uma menina. E a cada dia que passa ele se comporta de uma maneira mais absurda.

Alguns anos atrás, dona Armelinda, sua mãe, entrou no quarto e viu seu filho pelado lambendo o fio do teclado e introduzindo seu orgão genital na ventoinha do computador. Chocada, Armelinda pediu uma explicação. Ele alegou estar fazendo sexo com sua namorada, e pediu para que a mãe saísse do quarto, pois estava deixando Linuxinha constrangida. Sua mãe, muito católica, logo temeu que o capeta estivesse possuindo seu filho. Um exorcista foi chamado até a casa, mas seus métodos não surtiram resultado algum. Fernando continuava tarado por seu computador e sua namorada imaginária. Fernando não sai de seu quarto para nada, nem mesmo para fazer cocô. Desesperada, sua mãe recolhe as fezes do filho, que caem ao lado da cadeira. Fernando é um vegetal virtual. Sua tendinite se agravou tanto que hoje ele usa as mãos apenas para acariciar Linuxinha, sua querida esposa. Mas o motivo por estar descrevendo tudo isso é que no ano passado aconteceu algo muito estranho.

O fornecimento de energia elétrica foi interrompido no bairro onde mora o Nerd-vegetal por várias horas. Dona Armelinda ficou assustada ao não ouvir barulho no quarto de Fernando. Subiu as escadas e encontrou sua nora - digo - o computador desligado e seu filho, caído no chão. Ela chorou freneticamente ao ver aquilo, teve um ataque cardíaco e caiu quase morta no chão. Após um tempo, a luz é reestabelecida, e Linuxinha e Fernando voltam a vida. Ele olha para o chão e vê sua mãe, morta, e sorri. "Agora sim, farás parte do meu mundo!", exclama. O vegetal-virtual coloca o corpo de sua mãe sobre o scanner, liga-o e, como se tivesse sido abduzida, sua mãe some do quarto e aparece na tela do computador! Era tudo o que ele queria, um corpo! Ainda desmaiada, a agora virtual Armelinda não sabia o que havia acontecido com ela. Fernando prontamente passa um anti-vírus em sua mãe e ela se recupera. Chocada, ela grita e pergunta a si mesma o que teria acontecido. Apressado, Fernando abre o Photoshop e, utilizando-se de seus dotes, transforma sua mãe em uma mulher extremamente gostosa e sensual. Abriu outro programa que ele criou, retirou o cérebro da mãe e substitiu-o pelo de sua amada, Linuxinha. Agora Linuxinha finalmente tinha um corpo! E pela primeira vez ele pode transar vendo sua amada, ainda que no fundo ela fosse sua mãe, mas o incesto não preocupava Fernando. O problema é que Linuxinha engravidou, e o filho do vegetal-virtual acabaria sendo seu irmão! Ele tentou formatar o bebê, mas era tarde demais. Em uma de suas madrugadas em claro, Fernando viu assustado o nascimento de seu filho-irmão, que foi cuspido pela impressora. Feliz e confuso, Fernando deu a ele o nome de TJK100T:V2. Fernando estava feliz ao saber que havia feito um filho como ninguém jamais havia feito, mas sua alegria durou pouco. Linuxinha não resistiu a sobrecarga de memória do parto e executou uma operação ilegal, morrendo em seguida. Desesperado, Fernando pegou o pequeno TJK100T:V2, amassou-o e jogou-o no lixo, acusando-o da morte de sua amada.

E hoje, pela primeira vez em anos, Fernando desligou seu computador. E nisso sossegou seus olhos e então Maria Lúcia ele reconheceu, ela trazia a Winchester 22, a arma que seu primo Pablo lhe deu. Então ele apontou para a cabeça, apertou o gatilho e morreu.

TJK100T:V2 foi encontrado por um lixeiro, que entregou-o a um orfanato. Ele foi adotado por uma rica família inglesa, e pretende estudar Direito em Harvard.


Meu Deus, o SouMongol mudou?!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008, by Fabricio von

Sim, ele mudou!

Também pudera, aquele layout havia sido feito em 2003, cinco anos atrás! Chega o momento na vida de um blog (mesmo sendo um blog mongol feito este) em que ele precisa se desenvolver, sair de seu casulo de conforto e encarar o mundo com olhos abertos para novas oportunidades que possam vir a contribuir para seu enriquecimento cultural. E quem não acredita nisso, finja apenas que o mongol aqui resolveu dar uma carinha mais moderna para ele.

Sim, eu sei que há pessoas que descobrirão meu endereço e tacarão ácido em minha piscina como sinal de protesto pela mudança no layout tosco, que era um símbolo característico da velha-guarda do blog. Também há quem vá gostar de ler tudo em letras maiores. E também há quem odeie porque o novo layout foi refeito para 1024x768, portanto se você usa 800x600, sinto muito, uma barra de rolagem horizontal muito da feia aparecerá aí embaixo. Sugiro também que compre um novo monitor com maior resolução, vá ser mão-de-vaca assim no inferno.

A novidade maior é essa, caros mongóis. A novidade menor é que abrirei um widget com os famosos Textos Non-Sense, que passarão a ser republicados nos próximos posts, bem como alguns outros que eu tenho aqui e outros que eventualmente surgirão, afinal eu ainda gosto de escrever essas coisas sem nexo no meu tempo livre.

Também estou com uma idéia de procurar blogueiros que queiram participar como colaboradores do SouMongol, para postarem por aqui. Digam o que acham da idéia, se conhecem alguém etc. No mais, é isso. Farei o possível pro blog não ficar muito jogado às traças.

Nonó, um beijo pra você.


What the hell?!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008, by Fabricio von

Novo SouMongol