sábado, 29 de janeiro de 2005, by Fabricio von

Finalmente! Após três dias de uma exaustiva apuração temos o Resultado da 1ª etapa do Mongoscar, o Oscar da Mongolice! E os números são surpreendentes!

  • 41.428 fotos enviadas;
  • 390 fotos oriundas de Vutumogâmba, uma reserva indígena da Amazônia;
  • 1.368 fotos enviadas por artistas, entre eles: Sandy, Jéssica Esteves, Pepê, Nenêm, Latino, Datena e até uma das gordas do Fat Family.

    Mesmo com esse dilúvio de participantes, Tiago e eu empenhamo-nos ao máximo para escolher apenas as três mais mongóis de todos. Demos nosso sangue e esgotamos nosso suor na busca insaciável pelo ideal único deste concurso global que visa estimular a mongolice baseada em fatos relevantes ou não que sejam permanentemente inerentes ao ser humano em questão a ser registrado pelos olhos corajosos e destemidos das lentes do fotógrafo que dispara seu clique assim como uma águia voa em direção à imensidão azul dos oceanos que banham nosso querido e amável Planeta Azul. Ok, chega de besteira, você deve estar querendo ver o resultado. Clique nas imagens para exibir todas as informações possíveis sobre os célebres ganhadores da 1ª etapa do Mongoscar.

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    Guilherme de Oliveira Silva

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    João Marcelo M. Cruz

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    Techandra Karani


    E já está aberta a 2ª etapa do Mongoscar: "A mongol mais sexy". Pegue logo seu bikini e participe!


  • quarta-feira, 26 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Ontem eu passei pelo "skatepark" de Petrópolis e vi um menino de uns 10 ou 11 anos, com capacete, joelheira, cotoveleira e luva em cima de uma pequena bicicleta tipo BMX. Até aí, tudo bem, é bom evitar acidentes. Mas acho que isso é meio desnecessário quando se pedala numa calçada reta usando uma bicicleta com rodinhas de apoio. Que coisa ridícula! O moleque fantasiado igual um robô japonês , e os skatistas rindo da cara do pobre coitado. Mas o pior de tudo era a companhia do pequeno biker, a mãe, que gritava frases do tipo "Vai mais devagar, meu filho!", "Fica aqui do lado da mamãe!" e "Cuidado pra não cair!". O menino é tratado como uma boneca de porcelana, que deverá ir ao hospital caso raspe o lindo joelhinho no cimento. Fala sério, é por isso que tem tanto viado hoje em dia!


    domingo, 23 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Esses dias presenciei uma cena grotesca. Saindo de noite da casa da minha namorada, passei por uma rua que tem um prédio que dizem ser o maior puteiro não declarado de Petrópolis. E tou andando na calçada, tranqüilo, quando do nada cai um travesseiro no meio da rua. Fiquei olhando aquilo e não entendi nada. Daí começou a gritaria:
    - Aqui tu num fica mais, seu filho da puta!!!
    - Calma amor... calma!!!
    - Tu vai ver a calma, seu viado!!!
    Nisso juntou um galerão que tava trabalhando na oficina, e ficamos todos rindo da situação. Continuaram quebrando o barraco, e começou a voar mais roupa no meio da rua, teve até uma meia que caiu em cima de um carro que passava. Agora eu fico pensando: considerando-se que ali é um puteiro, qual teria sido o motivo da briga? Traição é meio difícil, já que a moça em questão deveria ser uma mulher-da-vida, uma biscate, uma zabaneira, uma bagageira, uma meretriz, uma quenga, uma cortesã, enfim, uma puta. Será que o engraçadinho tentou sair sem pagar? Ou será que ele broxou e enfezou a mulher com isso? É, há coisas na vida que não têm resposta. Para todas as outras, existe Mastercard.


    sexta-feira, 21 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Caraca, como é fácil se livrar de crianças pentelhas. Cheguei em casa, visitas aqui. E, para melhorar a situação, haviam dois pivetes, um com cinco e outro com três anos de perturbação na Terra. Eles queriam brincar com meus carros de coleção da Bburago, e é óbvio que não deixei, nunca que vou confiar uma coisa de R$110 nas mãos de crianças frenéticas. E foi quando eu disse aquele sonoro 'Não' que eles resolveram não soltar do meu pé. Eu tocava guitarra, eles queriam tocar. Eu mexia no computador, eles queriam jogar algum jogo. Eu comia meu último chocolate que EU comprei com MEU dinheiro, fruto do MEU suor, e eles queriam comer. E é claro, não dei. Abriram o bico e minha mãe obrigou a dar o que restava do meu Hershey's pra eles. Ah, foi a gota d´água. Puxei o menino mais velho num canto e falei: "Escuta, se eu te emprestar um carrinho de fricção você jura que não vai mais entrar no meu quarto, nem contar pra sua mãe?". É claro que o trouxa aceitou. Fui até o sotão, peguei dois carrinhos velhos e fechamos nosso contrato verbalmente. Além deles não terem mais me perturbado, ganhei fama de bonzinho, pois eu "não agüentava mais ver os pobres meninos sem algo para eles brincarem". Viu? Eu sou bonzinho! E ainda tive o prazer de ouvir as crianças se esbofeteando por causa dos carrinhos! É... eu vou pro inferno.


    quarta-feira, 19 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Cassete, sinto-me no dever de fazer com esse blog seja um pouco instrutivo. Eu não aguento mais assistir aquelas propagandas de "maravilhosas" câmeras digitais, como Tekpix e BreezeCam. Tá certo que eu estudo marketing e sei que a baita lavagem cerebral que fazem realmente faz com que esses produtos de quinta categoria vendam como água, mas o que eles falam é sacanagem! "A melhor câmera 3x1 do mercado", "Faz tudo que as cameras mais caras fazem", "Revele suas fotos em casa na sua impressora com qualidade fotográfica". Como fotógrafo amador, venho abordar alguns pontos:

  • Zoom Digital - Não se iluda quando o maldito do apresentador do comercial encher a boca pra falar de Zoom Digital. O único tipo de zoom que presta é o Zoom Óptico. Pra ter uma idéia, se você fizer um "Zoom Digital" de uma foto no Photoshop vai ficar melhor do que o da câmera.
  • Megapixels - "Essa câmera tem uma super resolução de 4 megapixels!". E daí?! De que adianta ter 300 bilhões de megapixels se a lente da câmera é um lixo? Uma boa fotografia começa com uma boa lente. Lentes boas são feitas de um vidro especial para este fim. Agora, essas que a gente vê na TV, a maioria usa lentes de acrílico... dá pra acreditar? Pois é. E mesmo se essas câmeras tivessem uma boa lente, grande maioria delas interpolariza as imagens. Ok, que porra é essa? Isso significa que a fotografia é aumentada através de um software dentro da câmera, o que faz com que a imagem fique maior. Oh, então isso é mágico, não é mesmo?! Mágico nada, isso faz com que você perca qualidade na fotografia. É a mesma coisa que pegar uma imagem qualquer e aumentar no Photoshop. Além do mais, a maioria das pessoas não precisa de mais que 2 megapixels, que é o suficiente para revelar fotos 10x15cm, além de não encher seu hard-disk com fotos de tamanhos monstruosos que irão apenas para seu fotolog.
  • Vídeos - Do jeito que esses idiotas falam, a pessoa chega a pensar que pode filmar um show de rock com a câmera. Saiba que a gravação de vídeos é muito limitada em câmeras digitais, especialmente pelo tamanho do arquivo. E além disso, algumas dessas câmeras de merda da TV nem gravam som. Legal, né? Então vai filmar um show do Iron Maiden sem som...
  • Revelação - Uau, revelar suas fotos em casa com qualidade fotográfica, impressionante! Eles só não explicam que nas impressoras que grande parte da população têm em casa a foto fica longe da qualidade fotográfica, mesmo usando o papel especial. Mas o Zé Povinho vai, compra a câmera e não entende porque sua HP Deskjet 690 não imprime igual a da TV. Por que será?!
  • Tirar o "bicão" da foto - Nossa, olhando a TV é tão fácil tirar uma pessoa que apareceu no fundo da foto! É só apertar um botão e a pessoa some! É, se isso fosse verdade não existiria o tal do Photoshop. Me dá raiva só de ver que tem gente que acredita nisso...
    Enfim, se você for comprar uma câmera digital, espero que siga essas dicas básicas para comprar algo de qualidade. O que eu não quero mais é ver pessoas comparando sua "maravilhosa" BreezeCam com a minha Canon, e falando "Minha câmera é melhor que a sua! Ela tem zoom digital e 4.0 Megapixels!". Aí quando a gente compara as imagens, a pessoa fica meio confusa, já que possui uma TekPix, a melhor câmera 3x1 do mercado... e porque não dizer "A melhor do mundo"?! Afinal, ela tem zoom digital!!!


  • terça-feira, 18 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Eu e o Tiago fizemos um vídeo caseiro, quem quiser baixar é só clicar aqui. Não sei se tá funcionando. Se não estiver, comentem ae que amanhã eu tento colocar de novo. E tchau, tou atolado, voltei à minha vida de escraviário. The show must go on...


    domingo, 16 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    A nova geração de pivetes da minha rua (meus sucessores) agora entraram na moda de andar de skate. É a maior barulheira na rua, eles escrevendo SLIPKNOT nas calçadas, enfim, uma zorra do cassete. O engraçado foi ver os inteligentes descendo uma baita ladeira que tem aqui em cima do skate. Eu tive que parar pra ver. "Tu vai ver como se andar de skate!", gritou um moleque. E lá foi ele, pegando embalo pra descer a ladeira. E foi. Velocidade aumentando, aumentando e aumentando. Quando o jumentinho viu que não ia dar pra parar, ele pulou do skate. E o skate continuou capotando ladeira abaixo, até que ele parou. E parou bonito, dando aquele estouro na porta de um Fusquinha que estava estacionado. E o pior é que deu um amassado na lataria. E o pior é que tinha gente dentro do carro. E o pior é que de dentro do fusquinha saiu um negão de 3 metros de altura, gritando milhões de palavrões e correndo atrás do moleque. Eu nunca havia visto uma criança subir tão rápido aquela ladeira, parecia até um queniano na São Silvestre. Não sei se o dono do Fusca pegou o menino, mas se pegou deve ter esfolado a cara dele no asfalto. Essa geração de crianças de hoje é tão burrinha... deve ser por causa do Cartoon Network.


    sexta-feira, 14 de janeiro de 2005, by Fabricio von


    Como você vai morrer?


    quinta-feira, 13 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Texto Non-Sense n° 007


    Naquela horta produtiva, vivia uma família de jilós muito feliz. E entre eles estava o caçula, Loló, um jiló muito arteiro. Ele vivia tacando pedra nos morangos, brigava com as batatas e transava com as vagens inocentes. Uma vida e tanto para um simples jiló amargo que mais tarde seria comido com azeite de 5ª categoria, mas Loló queria mais. Seu sonho era deixar de ser um vegetal e virar um ser humano, para assim se tornar um franco-atirador e fuzilar os donos da horta, que volta e meia comiam alguns de seus parentes. Mas como isso era impossível, ele resolveu dedicar-se a descobrir uma forma de deter os malditos humanos que mais cedo ou mais tarde o engoliriam.
    Loló decidiu então consultar o Cebolão, um vegetal ancião da horta que acreditava-se ter poderes paranormais. E começaram seu diálogo:
    -Fala, seu Cebolão! Preciso muito da sua ajuda!
    -O que foi, jilozinho? Você está doente?
    -Não, eu preciso me vingar dos humanos!
    -Mas como isso é possível? Um jiló tão novinho, com tanto ódio no coração...
    -Aqueles cornos que ficam comendo o pessoal lá de casa!
    -É a tal da cadeia alimentar, caro jilozinho...
    -OK, e como é que ninguém comeu o senhor ainda?
    -Sabe pequeno jiló, existem certos vegetais que são escolhidos por Deus para serem seus representantes nas hortas terrenas, e eu sou um deles. Os humanos da casa podem até ter vontade de me comer, mas não o fazem por saberem, mesmo que inconscientemente, que sou um vegetal divino.
    -Não entendi nada do que o senhor falou. O que eu quero mesmo saber é se tem como o senhor me ajudar a matar aqueles humanos!
    -Pequeno jiló, você não pode simplesmente dar um fim nos humanos. Afinal, são eles que nos regam, são eles que adubam nosso solo, nós somos dependentes deles.
    -Muito legal, eles cuidam da nossa casa, e quando a gente menos espera, eles nos enfiam o garfo, é isso?
    -Bem, é a cadeia alimentar...
    -Tá bom então, Cebolão. Já que não posso matá-los, o que eu faço para que eles não comam minha família?
    -Jilozinho, dar-te-ei o poder de não ser comido, a menos que mantenha o segredo entre a sua família.
    -Demorou, Cebolão, deixa comigo!
    -Então, a partir de hoje, todos os jilós dessa horta terão o poder de se comunicar com os humanos! Sempre que um deles tentar arrancar um membro da sua família, basta que ele grite para que o humano fique com medo e não o coma.
    -Valeu, Cebolão, te devo uma!
    Loló voltou todo feliz para dar a notícia em casa, mas algo horrível aconteceu: enquanto o pequeno jiló foi conversar com Cebolão, a dona da casa fez a limpa na horta, e pegou todos os jilós para fazer uma salada. Loló ficou perplexo, chocado com o ocorrido. Sua mãe, seu pai, seus irmãos, todos estavam condenados a apodrecerem no estômago dos donos da horta. Com uma fúria descomunal, o jilozinho prometeu vingar-se. E foi neste dia que a guerra começou.
    O filho do casal, uma criança de seis anos, brincava no jardim, quando avistou Loló. Então, o moleque gritou:
    -Mamãe! Mamãe! Achei um jiló na nossa hortinha! Posso brincar com ele?
    -Pode sim, meu filho! Só não coloca ele na boca!
    Loló não estava com medo, pois já tinha um plano na cabeça. Deixou que o menino o pegasse e o jogasse para o alto como se fosse uma bola. Após alguns minutos, a criança perdeu o interesse em Loló, e o jogou no chão. Foi então que Loló gritou:
    -Ô moleque, não me joga aqui não!
    O menino arregalou os olhos e olhou mais de perto para Loló, que continuou:
    -Ei, eu gosto de você, vamos ser amiguinhos!
    -Puxa, você fala?!
    Mesmo morrendo de vontade de xingar o moleque, o jilozinho fingiu ser bonzinho:
    -Sim! Quer ser meu amiguinho?
    -Oba, eu quero sim!
    -Legal! Então me leva pro seu quarto!
    -Tá bom, vamos lá!
    O menino pegou Loló na mão e saiu correndo pra dentro de casa, quando avistou sua mãe:
    -Olha mamãe! Eu tenho um jiló que fala!
    -Claro que tem, meu filho!
    -Eu vou lá no quarto brincar com meu jiló, mamãe!
    -Tá filho, vai lá conversar com ele...
    O menino subiu as escadas e entrou no quarto. Longe do alcance da mãe do menino, Loló começou a por seu plano em prática:
    -Qual seu nome, menino?
    -Luiz! E o seu?
    -Capeta!
    -Oba, vamos ser muito amigos, né Capeta?
    -É sim! Poxa Luiz, que dentes bonitos você tem!
    -Obrigado!
    -Posso ver eles mais de perto?
    -Pode sim! Vem aqui na minha boca!
    -Mas você não vai me comer?
    -Não, você é meu amiguinho!
    Já dentro da boca do menino, Loló propositalmente escorrega e entala na garganta do menino, que começa a ficar sem ar. Desesperado, o menino sai correndo pra encontrar sua mãe. Já sem forças e quase desmaiando, a mãe encontra Luiz, e fica chocada:
    -Filho! Filho! O que houve?! O que você tá sentindo?!
    -Mãe... foi... foi...
    -Fala meu filho!!!
    -Foi o... ca... capeta!
    -Deus, não fale isso meu filho!
    -Capeta... ca...
    Nisso o moleque desmaia por falta de ar. No momento em que a mãe corre desesperada para telefonar para o hospital, Loló sai da garganta do menino e se esconde. A ambulância chega, e Luiz recebe os atendimentos médicos. Logo ele volta a respirar, mas está em estado de choque. A mãe larga a casa do jeito que estava e vai ao hospital junto com o filho. Esta era a oportunidade da que Loló estava precisando. Enquanto não havia ninguém na casa, ele pegou o batom da mãe de Luiz, e começou a escrever uma frase em todas as paredes.
    Algumas horas mais tarde, a mãe volta com o menino do hospital. Pobre moleque, estava tão confuso que havia perdido a voz temporariamente. Na cozinha, a mãe encontra as paredes todas pichadas com a frase "O CAPETA QUER TEU FILHO!". Ela começa a tremer de medo. Estaria seu filho amaldiçoado pelo mal? Na dúvida, ela ligou para a Igreja Universal do Reino de Deus, e ouviu uma gravação:
    -Você ligou para o auto-atendimento da Igreja Universal do Reino de Deus. Se você deseja saber o endereço de uma das nossas filiais, tecle 1. Se você quer negociar seus dízimos atrasados, tecle 2. Se você está com um encosto na família, tecle 3.
    A mulher fica admirada com a tecnologia e aperta o número 3.
    -Se o encosto está em você, tecle 1. Se o encosto está em seu marido, tecle 2. Se o encosto está na sua casa inteira, tecle 3. Se o encosto está em seu filho, tecle 4.
    Ela aperta o 4, feliz da vida.
    -Obrigado pela sua cooperação. Aguarde um momento, um de nossos atendentes já irá conversar com você.
    A mãe do menino suspira, numa mistura de alívio e preocupação. Nisso, uma voz fala no telefone:
    -Pastor Bengué na linha. Bom dia, com quem falo?
    -Maria.
    -Ô Maria, teu filho tá com encosto? Me conta o que tá acontecendo...
    -Pastor, ele tava no quarto, daí desceu as escadas correndo, todo sufocado, falou que "Foi o capeta", e logo depois desmaiou!
    -É Maria, isso é encosto.
    -Ai Pastor, o que eu faço agora? O menino já tá bem, mas agora não consegue nem falar!
    -Calma Maria, a gente tem solução pra tudo. Escuta, você usa cartão de crédito ou talão de cheques?
    -Como assim?! Vocês vão cobrar para curar meu filho?!
    -Maria, Maria! Ninguém nunca te ensinou que o dinheiro é apenas uma coisa mundana? Dinheiro traz infelicidade, e infelicidade atrai coisas ruins na sua vida. Agora a escolha é sua Maria, você quer ficar com o dinheiro do mal ou quer ver seu filho curado?
    -Ai, Pastor, é claro que quero ter meu filho curado!
    -Ótima escolha, Maria! Só um minutinho que vou repassar a ligação para minha secretária...
    Maria, que só queria o bem do seu filho, deu o número do cartão de crédito e conseguiu marcar uma consulta com o Pastor Bengué. A mulher novamente saiu de casa e levou seu filho para a sessão do descarrego, deixando Loló livre para zoar ainda mais com a cara da mulher que acabou com sua família. Loló aproveitou seu dom para fazer bagunça, e mexeu na casa toda: sumiu com as jóias, abriu todas as torneiras, fez sexo com as batatas e derrubou a geladeira no chão. E como se não bastasse, pichou as paredes dos quartos com a mesma frase: "O CAPETA ESTÁ NESTA CASA".
    Enquanto isso, lá na sessão do descarrego, Luiz não recuperava a voz por nada. O pastor já estava ficando revoltado, e então puxou o menino para um canto. "Não se preocupe senhora, eu vou conversar com o encosto, mas a senhora não pode ouvir", ele falou. Então, muito delicadamente, ele agarrou o menino pelo pescoço e falou:
    -Escuta aqui moleque, se tu não falar alguma coisa eu vou te enfiar o cassete!
    O moleque só arregalou os olhos, que encheram-se de lágrimas. Então o pastor completou:
    -Mas se você falar, eu te dou esse chocolate!
    -Oba, chocolate!
    O menino saiu correndo gritando pela mãe, que ficou emocionada com o milagre realizado pelo pastor.
    -Pastor Bengué, não sei como lhe agradecer...
    -Tudo bem senhora, sua doação já foi bem generosa. Agora vocês já podem ir, em ritmo de festa! Riiiitmooooo, é ritmo de festaaaaa...
    -Aleluia pastor, aleluia!
    Feliz da vida, Maria volta com Luiz pra casa, e então encontra a casa toda alagada e toda revirada. "Fomos assaltados!", ela gritou. Aflita, subiu as escadas para ver se o "ladrão" havia levado suas jóias. E então ela encontra frases pichadas na parede novamente. Maria não agüenta e cai desfalecida no chão. O menino ouve o barulho e vai de encontro à mãe, caída perto da cama.
    -Mamãe, mamãe! Acorda mamãe!
    -Ela está desmaiada.
    -Quem... quem falou?!
    -Eu, aqui embaixo!
    Luiz olha e encontra Loló.
    -Ahhhhhhh! Mamãe, olha mamãe, é o Capeta!
    -Calma amiguinho, deixa eu ajudar sua mamãe!
    -Você não vai sufocar ela como fez comigo?
    -Não, foi um acidente, eu escorreguei na sua garganta! Me desculpa, amiguinho!
    -Tá bom... agora ajuda minha mamãe!
    Loló queria era acabar com a decência daquela família, e resolveu abusar sexualmente da mãe de Luiz. Entrou dentro da calcinha dela e mandou ver. Exausto e com um sorriso na cara, Loló saiu de lá todo feliz. Ao mesmo tempo, Maria começa a acordar...
    -Ai minha cabeça... Luiz, você tá bem?! O que aconteceu?!
    -Você caiu, mamãe!
    -Deus... e acabei fazendo xixi na calcinha, estou toda molhada...
    -Mamãe! Olha mamãe! Achei o meu amigo, o Capeta!
    -Luiz!! Não fale esta palavra!!!
    -Calma mamãe! Olha aqui na minha mão, esse é o Capeta!
    A mulher olha para o jiló e teme pela saúde mental de seu filho. Mas logo ela parou de pensar nisso, pois Loló começou a falar:
    -Sua vadia...
    A mulher olha e não consegue acreditar que está vendo um jiló falante.
    -Mulher desgraçada, tu comeu toda minha família!
    -Socorro!!!! Socorro!!!
    -Grita mulher, pode gritar! Agora tu tá na minha mão...
    -Deus, me ajude! O demônio está neste jiló!
    -Que demônio o quê, mulher! Eu inventei essa história de Capeta pra enganar esse idiota do teu filho!
    O menino, abalado com os gritos de Loló, começa a chorar. O pequeno jilozinho se irrita:
    -Cala a boca, moleque desgraçado, senão eu te mato de verdade!
    Maria, dominada pelo medo, fecha os olhos e começa a perguntar:
    -Pare! Diga, o que você quer para sumir da nossa vida? Dinheiro?
    -Eu queria era que tua família não tivesse comido todos os meus parentes! Nós éramos uma família de 12 quando eu nasci. Mas aos poucos, vocês foram comendo todos, e agora restou apenas eu, que ganhei o poder de falar com humanos, que foi gentilmente cedido pelo Cebolão, o nosso guia espiritual da horta!
    -Eu juro que não era minha intenção acabar com sua família! Nós apenas sentíamos fome e...
    -É a maldita da cadeia alimentar, já me falaram sobre isso! Mas agora não quero ouvir desculpas, vocês vão pagar pelo que fizeram!
    -Eu vou ligar para o Pastor Bengué, ele vai me ajudar!
    -Pastor... escuta aqui, mulher! É melhor você acreditar num jiló falante do que num pastor da Universal, eu pelo menos não quero teu dinheiro!
    -E o que você quer?
    -Quero regalias, quero ser tratado como um membro desta família!
    -Mas...
    -Ou eu viro um membro da família ou o moleque morre!!
    -Você não tem como matar meu filho, você é um simples jiló!
    Loló fica enraivecido com o desdém da mulher, e pula na boca de Luiz, que novamente começa a ficar sem ar. A mãe, desesperada, grita:
    -Pare Senhor jiló, pare! Eu farei o que você quiser!
    Loló sai da garganta do menino e dá suas ordens:
    -A primeira coisa que você vai fazer é fazer uma horta aqui dentro de casa. Quero ver a maior comunidade de jilós da vizinhança.
    -Olha, eu acho que...
    -Tu não tem que achar nada! A partir de hoje você está sob meu comando! Se não me obedecer, teu filho morre!
    -Sim, perdão...
    E após uma semana de mandato, a casa da família estava transformada em algo completamente inesperado. Centenas de jilós estavam morando lá dentro, era um verdadeiro horto. Havia festa todos os dias, até mesmo o Cebolão, o velho da horta do jardim, ia lá tomar uns drinques. Luiz e sua mãe estavam ficando alienados, afinal, não podiam sair de casa e estavam sendo dominados por um jiló amargo.
    O tempo foi passando, e após uns três meses do ocorrido Maria notou que havia algo estranho com ela. Ela sentia vontade de vomitar, cansava-se facilmente, e tinha um inchaço na região pélvica. Loló sabia o que era, e começou a gritar:
    -Maria, sua vadia! Você está grávida, eu serei pai!
    -Mas meu Senhor, nós nunca... você sabe!
    -Mulher burra... nós já transamos, mas isso não lhe interessa! O que importa é que finalmente eu poderei constituir família!
    Após ouvir essa revelação, Maria nunca mais foi a mesma. Andava se escorando pelas paredes da casa, e nunca mais falou palavra alguma. Dormia muito pouco, parecia mais um zumbi que uma mulher saudável que gostava de comer jiló. Após 6 meses de gravidez, Maria entrou em trabalho de parto. Loló, muito apreensivo, ordenou que Luiz ajudasse sua mãe a parir seu irmãozinho. Como já estava maluco mesmo, Luiz tirou a roupa da mãe e começou a pular na barriga dela. Loló não se continha de tanta emoção, queria logo ver a cara de seu filhinho. Após algumas horas, Maria expeliu a placenta, e dentro dela podia se ver algo verde: era mesmo o filho de Loló! A horta estava reunida dentro de casa para aquele momento mágico. Cenouras traziam fraldas, tomates levavam roupinhas, batatas rezavam pela saúde do neném. Loló ordenou Luiz que tirasse o bebezinho da placenta. E lá foi Luiz, enfiando a mão no meio daquela gosma sangrenta. Então o menino agarrou o bebê-jiló, envolveu-o em sua mão e deu aquela mordida, cortando-o ao meio. Loló começou a tremer e caiu desmaiado. Indignados com a atitude de Luiz, os vegetais pularam em cima dele, e começaram a comê-lo vivo. O menino gritava de dor, mas nada poderia salvá-lo das centenas de jilós canibais que arrancavam sua carne. Maria, mesmo sangrando, levantou-se e começou a gritar e chutar os vegetais que comiam seu filho. A casa, até então uma horta pacífica, havia se transformado num verdadeiro inferno. Assistindo aquele pandemônio, Cebolão, o vegetal divino, não pensou duas vezes: descascou-se e matou todos com seu fedor insuportável. Após esta atitude benigna, Cebolão foi beatificado pelo Vaticano e hoje é conhecido como Santo Cebolão, o primeiro santo do reino vegetal.


    quarta-feira, 12 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    No ônibus, dois sujeitos:
    -O Flamengo blá blá blá...
    -Concordo, aquele cara não serve nem pra esquentar banco!
    -Bom mesmo era aquele lateral direito, o Fulano.
    -É mesmo, foi ele quem fez o 1° gol naquela final de 98 contra o Cruzeiro né?
    -Na combrança de escanteio, golaço!
    -E depois o Romário finalizou com aquele gol de letra com o pé esquerdo.
    -É, ele correu o campo todo mandando a torcida se calar, até o técnico do Cruzeiro calou a boca.
    -Rapá, Mengão é Mengão!


    Mengão é o cassete! E é impressionante como esses cachaceiros decoram coisas relacionadas a futebol. E digo que são cachaceiros porque saíram do boteco onde comiam um torresmo de aparência duvidosa, e entraram no ônibus, cada um portando uma bela garrafa de plástico contendo cachaça. E foram assim a viagem toda, relembrando os gols do passado, os jogadores, como eles fizeram os gols, qual era o tecido das camisas, etc e tal. É o mesmo caso de pessoas cegas que têm super-audição: se eles não usam o cérebro pra algo útil, o cérebro se encarrega de fazer com que eles se lembrem perfeitamente da cor da cueca que o Romário usou na Copa do Mundo de 1994.


    domingo, 9 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Clipe de Rap, R&B ou seja lá o quer for aquela merda me irrita. Qualquer hora que você liga na MTV tá passando um, e é sempre a mesma coisa: O negão vestido de terno branco, cheio de ouro no pescoço, numa baita de uma mansão cheia de mulheres semi-nuas que só pensam em trepar com o "cantor" do clipe. É muita futilidade junta! E fica ainda pior quando aparece um daqueles gordos gigantes com camisa de basquete, fazendo cara de mal ao lado de uma mulher que se esfrega e geme no ouvido dele. Deus que me perdoe, mas tem uma coisa que ouvi um dia que é verdade: "Rico metido é uma bosta, mas pobre que sobe na vida é dez vezes pior". Mas fazer o que né, tem gente que gosta de ver e ouvir essas coisas...


    sábado, 8 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Ok, a pedido de várias pessoas mudamos as porcarias das regras do Mongoscar. Agora não precisa ter sua cara na foto, nem colocar plaquinha do SouMongol. Tire a foto do jeito que você quiser. Clique na figura aí em cima e confira as novas regras. E tem mais, agora também tem um baita prêmio pro primeiro colocado: uma foto autografada por mim e pelo Tiago! Você tem boas chances de conseguir essa magnífica fotografia, afinal, apenas 9 pessoas mandaram foto até hoje! Anda, não perca sem tempo, tire logo uma foto bem mongol e participe!


    Ah não! Mais uma história do Orobú?!
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    É, tão cedo vocês não vão parar de ver as histórias sem noção desse bicho vesgo.


    quarta-feira, 5 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Tá vendo essa figura aí em cima? É o passaporte de entrada para sua felicidade! A partir de hoje você terá acesso ao Mongoscar, o Grande Prêmio da Mongolice Mundial! Não perca tempo, clique na figura aí em cima e participe já deste mega evento!


    terça-feira, 4 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Bem, eu sempre tive um trauma de infância, e nunca tive coragem de contar à terceiros por tratar-se de um assunto muito complexo e delicado. Sempre que tocavam no assunto, eu procurava sair de perto, falar sobre outra coisa. Pois é, caros amigos, há 20 anos esse problema vinha afetando o meu dia-a-dia, mas hoje, felizmente, posso dizer à todos que esse meu problema não mais existe! Não pessoal, eu não fiz mudança de sexo nem nada do tipo. Acontece que hoje, minha queridíssima namorada, me ensinou a fazer bola de chiclete! Ok, pode parecer bossal pra você, mas eu fiquei super feliz quando, após duas horas de treino, vi a minha primeira bola de chiclete enchendo-se de ar na minha frente! A emoção foi tanta que registramos o momento com esta fotografia, que celebra o início de uma nova era em minha vida. Enfim, estou livre deste maldito karma de infância! E mais uma vez: muito obrigado pela paciência, Camilinha!

    E quanto à idéia do Mongóscar, eu adorei! O primeiro concurso será o da Fotografia mais Mongol. Aguarde, em breve, mais informações...


    sábado, 1 de janeiro de 2005, by Fabricio von

    Êêêêê, Feliz Ano Novo pra nós, cambada de mongol inútil que não tem o que fazer! Bem, passada a ressaca do champagne, é tempo de refletir: será que usando uma peça íntima (calcinha, cueca, fralda, esfregão, seja lá o que você use) você realmente vai ter sorte, atrair amor, dinheiro e etc? Ou será que isso é apenas mais uma estratégia capitalista para vender? Espero que seja a segunda alternativa, pois eu esperei pelo ano novo com uma cueca preta, e nem nova ela é. Não tá acreditando? Que o Quico morra se não for verdade (nossa, eu adorava ver o seu Madruga falando isso)! Enfim, qual foi a cor que você usou, e por que optou por esta?

    E pra quem tem Orkut, entrem nessa comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1051347. Por quê? Porque eu tou mandando, ué!