sábado, 22 de outubro de 2005, by Fabricio S.

Texto Non-Sense n° 42 (the answer to life)
by Fab & Bi


Carlinhos era um menino muito especial. E de tão especial acabou sendo repudiado pelo círculo de amigos que costumava fazer parte. Não, Carlinhos não era débil, nem tinha outro tipo de deficiência: ele era considerado especial porque gostava de se vestir como a Barbie.
Seu pai, um troglodita de dois metros de altura, fragilizava-se e chorava quando assistia o filho passando batom e desfilando no quarto. Carlinhos vivia sempre roubando as roupas da mãe e de uma vizinha que era de fato parecida com a boneca. O menino deixou de cortar seu cabelo por anos para facilitar a criação de penteados fashion. De tanto praticar, sabia andar de salto alto com extrema exuberância, como se fosse modelo profissional. A fantasia preferida dele era a Barbie-Princesa-Quebra-Nozes. Super chique.
O tempo passou, Carlinhos cresceu; e sua bichice também. Entrou na faculdade e se formou, e nesse meio tempo teve apenas dois amigos: Kátia, um anão transexual, e Astolfo, um fanho cego e surdo, que mais tarde veio a falecer depois de comer um waffle podre que encontrou no meio-fio da calçada.
Carlinhos e Kátia tinham uma amizade profunda e sincera. Porém, ambos negavam sua sexualidade inversa. Carlinhos trabalhava de terno e tinha uma voz grossa e encorpada, mas quando chegava em casa só queria saber de se vestir de Barbie e fantasiar que Kátia era Ken. Um belo dia, o anão transexual foi visitar Carlinhos. Este estava vestido lindamente de Barbie-Nurse e estava cheio de plumas, todas rosas e roxas. Quando Kátia se deparou com a peculiar cena, não pôde se segurar e disse: “Meu sonho se tornou realidade!” Abriu um longo sorriso, exibindo os poucos dentes que lhe restavam e começou a ir na direção de Carlinhos, que estava com uma super-ultra-injeção de cyber-skin na mão. Ele então abriu a boca de uma maneira bem sexy, inclinou-se contra a parede e enfiou a agulha no bumbum, soltando um gemido de dor misturado com ecstasy. Kátia, completamente tomada pela insaciável vontade de copular, subiu num banquinho e gritou: “Vem pro teu Ken, vem!” Carlinhos voôu em cima do anão, jogando-o no chão e esmagando-o completamente. Carlinhos ficou se esfregando freneticamente em Kátia: “Vai anão gostoso” gritava a bicha enrustida. Após 5 minutos de euforia e esmagamento, Carlinhos sentiu que Kátia não estava excitada como antes. Estranhando, Carlinhos levanta-se e começa a gritar desesperado: o anão estava todo roxo, e não estava respirando! Carlinhos começou a assoprar na boca carnuda de Kátia. Assoprou, pressionou seu peito peludo várias vezes: em vão. Vendo que nada surtia efeito, não teve outra escolha senão jogar o anão negro transexual gordinho vestido de cinta-liga azul-turquesa em seus ombros e levá-lo para o posto de saúde mais próximo. O bizarro casal entrou em um táxi que estava parado na porta do prédio. Sem ter notado o traje e a situação dos passageiros, o humilde taxista João pôs seu táxi a caminho do pronto-socorro. Quando Carlinhos começou a chorar e gritar igual um orangotango no cio, João tomou conhecimento da bizarrice. O pobre taxista ficou tão horrorizado que entrou em choque anafilático orgasmático ultrájico, e desmaiou no volante. A bicha louca gritou muito, mas o carro não parou. Aliás, parou. Porrou no muro da casa do prefeito, que saiu assustado da casa e viu a cena: um anão morto, um motorista babando e um viado chorando. Naquele momento, o prefeito só podia fazer uma coisa: ligar para o programa Cidade Alerta. Em questão de minutos, um helicóptero estava sobrevoando o local e uma equipe de reportagem tentava entrevistar Carlinhos, ainda preso nas ferragens:
- Moço... ou moça, o que houve?!
- Ahhhhh, meu Ken morreu!
- Quem é Ken? O motorista?
- Não! Aqui ele, ó – e mostrou uma parte do traseiro rosado do anão com pedacinhos esfarrapados de cinta-liga.
Carlinhos deu um tapinha na bunda do anão, e de sua anca saiu um rolo sujo e úmido parecendo um pergaminho. Carlinhos estava chocado, roendo suas unhas de porcelana. João, o motorista, começou a recobrar a consciência, e então pegou a primeira coisa que viu na frente: o “pergaminho”. Pegou, olhou, cheirou e desmaiou. Àquela altura uma multidão de pobres aflitos para aparecer na TV já rodeava o acidente, e um dos pé-rapados começou a gritar: “Vira! Vira! Vira!”. Não demorou dez segundos, e um bando de pobres estavam virando o carro, e a cada grau de inclinação, Carlinhos gritava mais e mais. O carro estava prestes a ser virado de cabeça para baixo, quando apareceu o boneco gigante da Michelin e esmagou todos.

É, ficou um lixo. Mas foi mais divertido que assistir à palestra =D


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Nenhuma mongolice! Que derrota!