Há quanto tempo você não toca em uma nota de 100 reais? Hoje eu peguei uma na mão, nem me lembrava que o animal atrás da cédula era uma garoupa, animal que eu também nunca ví...
História Non-Sense N° Sei Lá 2
-Caramba Edu, eu nâo agüento mais o Seu Abel!
-Ora... por que?
-Porque todo santo dia na hora do almoço esse velho senta do meu lado e fica puxando catarro enquanto come! Eu mal consigo engolir minha comida!
-Mas tu é burro hein, Pedro! Por que tu não muda de mesa? O refeitório é gigante!
-Eu já tentei! Acontece que ele vem atrás de mim, ele diz que eu sou o melhor funcionário da firma.
-Sei lá então... diz a verdade pra ele!
-Aham, daí ele me demite!
-Ih é, ele não gosta que as pessoas fiquem falando sobre seus hábitos...
-Cara, é nojento! O seu Abel começa a falar sobre a situação da empresa, enfia o garfo no macarrão, dá aquela puxada de catarro na garganta e engole junto com a comida... isso me embrulha o estômago!
-Não sei o que faria se fosse comigo...
-Eu estou com uma idéia pra eu conseguir almoçar, mas num sei não...
-E qual é?
-Bem... comer no banheiro do refeitório.
-Quê?! Aquilo é pior que esgoto a céu aberto!
-Tá, mas deve ser menos pior do que imaginar a catarreira do seu Abel descendo na minha garganta...
-É, isso é... bom, boa sorte pra você.
E Pedro pôs-se a trabalhar, sempre olhando para o relógio, esperando pela fatídica hora do almoço. Soa o alarme: meio-dia. Como de costume, seu Abel passa no escritório de Pedro, puxando o catarro:
-Rrrrrrrrrrrrr... vamos almoçar, Pedro!
Pedro respira fundo e balança a cabeça positivamente. Chegam no refeitório e servem-se. Pedro encontra uma mesa com apenas uma cadeira vazia e senta-se, com esperanças de pela primeira vez em uma semana almoçar decentemente. Mas seu Abel grita lá de longe:
-Pedro! Pedro! Rrrrrrrrrrrrr... Senta aqui, vamos discutir alguns tópicos da reunião de amanhã!
Desolado, o pobre coitado levanta-se e anda vagarosamente na direção de Abel, engolindo toda a comida que consegue durante o percurso, já que este poderia ser o pouco que comeria do almoço.
Pedro senta-se e olha para seu prato, que exalava um cheiro delicioso. Pegou o garfo, a faca, cortou um pedaço da suculenta lasanha de frango e, na hora que iria contemplar seu paladar enfiando a lasanha na boca, seu Abel dá aquela puxada de catarro, que faz Pedro tremer e deixar a lasanha cair de volta em seu prato.
Rindo, Seu Abel pergunta se Pedro estava com mal de Parkinson. O agora enojado Pedro dá um sorriso forçado, e disse que precisava ir ao banheiro. Levantou-se, pegou seu prato e pediu licença. Prontamente, Seu Abel exclamou:
-Ei, deixe o prato aqui!
Nervoso, Pedro responde:
-Bem... é qué... o senhor sabe...
-Desembucha, rapaz!
-Ora, pode pousar uma mosca no meu prato! É melhor eu o levar comigo!
-Se uma mosca pousar no seu prato, eu a demito da empresa! - respondeu o velho gargalhando, e mais uma vez puxando o catarro que provém de suas entranhas.
Abatido por seu plano não ter dado certo, Pedro vai ao banheiro, dá uma mijada pra relaxar e volta. E quando volta, ele vê uma cena grotesca: Seu Abel tossindo com a boca aberta, bem em frente ao prato de Pedro, que vira-se e começa a chorar, incitado pela raiva e pela fome avassaladora que tomava conta de sua carcaça. Neste momento, Edu vai de encontro a Pedro e pergunta porque estava chorando. Gritando, Pedro responde:
-É o catarro, a culpa é toda do velho catarrento! Eu morrendo de fome e aquele maldito tossindo na minha lasanha!
-Shhhhh! Fala baixo, Pedro! Se ele escutar isso você tá no olho da rua!
-Quem sabe na rua talvez eu conseguisse comer algo...
Novamente, Seu Abel grita:
-Rrrrrrrrrrr... Pedro! Ô Pedro! Sua comida vai esfriar, vem comer!
Edu encaminha seu companheiro - enojado e cabisbaixo - até a mesa de Seu Abel, que nota que Pedro estava um pouco estranho.
-Rrrrrrrrr... Pedro, o que houve? Você mal tocou na sua comida. E essa lasanha parece tão apetitosa!
-Parece mesmo...
-E por que não a come?
-Bom, eu vou falar porque! A verdade é que...
E nisto, toca o sinal do refeitório, o horário de almoço havia acabado. Seu Abel pergunta:
-Então Pedro, por que?
Tomando ciência de que podia ter jogado seu emprego fora, Pedro mente:
-É que eu estou sem fome hoje...
-Ah, então é isso! Menos mal... rrrrrrrrrrrrr!
Levantaram-se. Neste exato momento, o estômago de Pedro parecia ser esmagado por um torno, a dor era forte demais para ele agüentar mais 4 horas de serviço sem comida na pança.
Nisso, uma idéia genial veio à cabeça de Pedro: comer na cantina do lado de fora da empresa! Era a solução (ainda que temporária) para seu problema.
-Seu Abel, me dá licença um minutinho que eu vou lá fora para...
-Não, não! Já estamos atrasados para nossa reunião, esqueceu?
Perfeito. Agora, além de estar faminto, Pedro teria que se esforçar para pensar sobre um projeto, e não na comida quentinha e apetitosa que preencheria seu estômago.
Executivos sentaram-se em volta da grande mesa de reuniões. Passou-se uma hora de reunião, mas para Pedro pareciam dias de turismo na Nigéria. Falava-se de juros, tarifas alfandegárias, marketing social, logística e lucros. Mas Pedro estava abstraído do grupo: só conseguia pensar em comida. Por diversas vezes, enfiava as mãos nos bolsos de seu terno na esperança de encontrar um chocolate ou qualquer outra coisa que pudesse mastigar, sem contar nas vezes que pedia para ir ao banheiro e Seu Abel o barrava, dizendo tratar-se da "reunião mais importante da história da companhia". Pedro só pensava em chutar o balde, mandar seu Abel e sua companhia tomarem na rosca e ir correndo pra cantina a fim de comer qualquer porcaria que calasse seu irrequieto sistema digestivo. E para melhorar ainda mais a situação, Abel, que estava do lado de Pedro, não parava de expectorar e tossir, ainda que dessa vez colocasse a mão na frente.
Mas um milagre aconteceu: ao fundo, uma porta se abre. Era Dona Mazinha, a cozinheira, que trazia em suas mãos uma bandeja cheia de amendoin japônes. Os olhos de Pedro encheram-se de lágrimas, finalmente seu martírio acabaria!
E a bandeja foi passando de mão em mão. Pedro seria o último, mas isso pouco importava, ele finalmente engoliria alguma coisa além de saliva. Mas quando estavam faltando 3 pessoas para a vez de Pedro, Seu Abel tem um acesso de tosse e acaba escarrando na mão. Discretamente, ele passa a mão suja na calça para limpar um pouco. Pedro toma coragem e olha para o lado. Era tudo o que ele não precisava ver: o terno cinza de seu patrão, com uma gosma esverdeada e cheia de pus fincada na calça.
Pedro queria, além de vomitar, que seu Abel não pegasse os amendoins, ou que no máximo pegasse com a outra mão.
Mas o destino é cruel: o velho catarrento enfiou a mão suja na bandeja, e começou a comer. Comia, babava, limpava com a mão, enfiava a mão na bandeja de novo e por aí ia. Pedro olhava aquilo e parecia não acreditar que Deus fazia de tudo para que o suco gástrico deteriorasse a parede de seu minguado e desocupado estômago. Finalmente a bandeja chega até Pedro, quase vazia, com poucos amendoins, que brilhavam devido à baba gentilmente cedida por Seu Abel, o velho catarrento.
-Rrrrrrr... come Pedro. Esse amendoin é muito gostoso! Cof Cof...
Pedro sorriu ironicamente para Seu Abel.
-Rrrrrrrrrr... mas boa mesmo estava aquela lasanha de frango que você não comeu. Ô Pedro, deu mole rapaz! Tava uma delícia.
Puto da vida, Pedro segurou-se na cadeira para não dar um murro na cabeça do velho babão. Novamente, sorriu...
Mais meia hora, e a reunião estava encerrada. Pedro levantou-se tonto de fome, e foi cambaleando até a porta. E mais uma vez, veio o Seu Abel atrapalhar a vida do esfomeado Pedro:
-Rrrrrrrr... Pedro! Dá pra você me dar uma carona até minha casa?
-Sinto muito, Seu Abel. Eu não tenho carro! Agora me dá licença que...
-Não, você vai no meu carro! Eu não posso dirigir, tou com problema no braço! Anda, vamos lá.
Foi a gota d'água. Mas Pedro resolveu aceitar quietinho. Chegando na garagem do prédio, o faminto avista o BMW preto de Seu Abel. Entra, abre a porta para seu querido chefinho e arranca. No meio do caminho, o velho abre o porta luva e pega um saquinho. Abre-o, e põe se a escarrar ali dentro. Após dezenas de escarradas, Pedro pergunta, sorrindo:
-Tá gostoso esse catarinho aí?
-Como?
-O Senhor deve gostar muito dessa catarreira...
-Ei, olhe como fala comigo!
-Eu falo do jeito que eu quiser, seu velho catarrento!
-Cuidado com o que diz, Pedro! Eu posso demití-lo!
A fúria toma conta do corpo de Pedro, que pisa no acelerador e rapidamente chega aos 140km/h.
-Seu irresponsável, nós vamos bater! Dirija devagar!
-Dane-se, mais algumas horas sem comida e eu iria morrer do mesmo jeito!
-Você está pirando! Você não comeu porque não quis!
-Ah é? Então tá...
Pedro freia bruscamente e pára o carro no meio da rua. Vira-se para o velho, tira o saquinho de catarro, puxa um catarro das profundezas do nariz, escarra no saquinho e diz:
-Abre a boca.
-O que?!
Violentamente, Pedro abre a boca do velho e o faz engolir o catarro. O velho estrebucha e vomita no banco do seu BMW.
-Gostou, velho? Gostou da sensação? É isso o que eu sinto sempre que vou comer perto de você!
-Pedro... você está demitido!
-E você morto...
Pedro acelera em direção a um abismo, abre a porta, rola no chão e vê Seu Abel e o BMW caindo no precipício, explodindo em seguida. Transformado, física e psicologicamente, ele rí. E após alguns minutos deitado no chão da estrada, ele levanta-se e pára numa birosca, onde come um prato feito de arroz, feijão, salada e bife, um verdadeiro orgasmo estomacal. Após satisfazer-se, foi pra casa dormir. E só no dia seguinte teve noção de que havia matado uma pessoa catarrenta porém inocente. E não era uma pessoa qualquer, era o presidente da empresa. Pedro estava com medo, mas mesmo assim foi até a firma.
E lá chegando, ele avista uma multidão de pessoas de luto. Tentando esconder qualquer evidência que pudesse incriminá-lo, Pedro finge lamentar a morte de Seu Abel, o velho catarrento. E após alguns dias de fingimento, Edu encosta Pedro na parede e pergunta porque estava chorando, enquanto na verdade deveria estar sorrindo. Pedro pensou que Edu descobrira o crime, e começou a tremer. Mas antes mesmo de balbuciar qualquer coisa para defender-se, seu amigo fala:
-Parabéns, presidente!
-Ahm?
-Não se faça de bobo, Pedro! O Seu Abel deixou um testamento, no qual dizia que você seria o novo presidente da empresa! E como o velho empacotou...
Pedro ficou muito feliz, pois além de abocanhar o cargo máximo na hierarquia da empresa, poderia almoçar tranqüilamente. Mas como o destino é cruel e eu adoro escrever histórias de humor negro, Pedro morreu quatro meses depois, engasgado com seu próprio catarro enquanto dormia.
Dia atolado, to sem tempo pra escrever. Só pra não dizer que não tiveram um motivo pra vir aqui, vejam a foto que tirei do meu olho (de cima).
E quanto a discussão da história non-sense, sobre "dobrara cinco vezes", eu errei mesmo, reli o texto três vezes e nem percebi... burrão!
Texto Non-Sense N° Sei Lá
Pobre, feio e burro. Assim nasceu Jonas, um menino que tinha apenas um grande sonho em sua vida: comprar um Porsche Turbo, igual o da foto que ele achou numa lixeira perto de sua humilde casa, no dia do seu 8° aniversário. Desde aquele dia Jonas não pensava em outra coisa sem ser imaginar-se sentado dentro do seu tão sonhado Porsche Turbo. Seu pai, entregador de gás, e sua mãe, dona-de-casa, mal tinham dinheiro para sustentar Jonas e seus 7 irmãos, e tentavam de todas as formas tirar essa idéia da cabeça de seu filho, que relutava em dizer que não importaria quanto tempo demorasse, ele teria seu Porsche Turbo.
Seus pais acabaram por apoiar sua idéia, apesar de não terem esperanças de seu filho, burro como só, conseguir ser rico algum dia para comprar um carro tão caro.
E Jonas decidiu trabalhar escondido de seus progenitores. Pediu um pouco de dinheiro à sua mãe, dizendo que teria que ir ao aniversário de um amigo. Mentira, ele usou o dinheiro para comprar uma caixa de mariola. E com a caixinha debaixo do braço, Jonas foi para a porta da escola, onde, apesar de ter sido humilhado por falsos colegas, conseguiu seu primeiro "salário". Apesar do dinheiro que ele conseguiu não dar para comprar nem um adesivo falsificado da Porsche, Jonas não desistiu do seu sonho. Guardou parte do dinheiro e comprou mais uma caixa de mariola. Mas após um mês de vendas, seu negócio começou a cair, ninguém mais agüentava comer a mariola de Jonas. E pelos meses seguintes, ele tentou trocar por balas, chicletes e paçocas, mas nunca dava certo. O menino pobre, feio e burro sentia-se vencido por sua falta de sorte com os negócios. Já com 12 anos, ele disse aos seus pais que queria labutar, que aceitaram, já que sua mãe estava grávida de seu 8° irmão e seu pai ficara desempregado. Jonas rodou a cidade inteira atrás de trabalho. Até conseguiu algumas entrevistas, mas quando viam sua cara de quiabo podre e sua burrice babilônica, logo diziam que ele "não atendia aos requisitos da empresa". Enfurecido, o feioso voltou para seu morro e deu a notícia para sua mãe, que caiu em prantos.
Jonas não sabia o que fazer da sua vida. Sua família passava por grandes dificuldades financeiras, e seu sonho de comprar seu Porsche Turbo estava cada vez mais obscuro em sua mente. Ele até tentou ser traficante em seu morro, mas não o aceitaram por ser jumento demais. Passaram-se meses de tristeza e miséria, quando uma luz surgiu do céu, literalmente. Uma pedra estourou o telhado da casa de Jonas. E envolto na pedra, estava um folheto de um circo, que acabara de chegar a cidade. Para distrair a sua raiva da telha quebrada, Jonas decide ir até onde o circo seria montado. E lá chegando, o feioso abriu um baita sorriso: o circo estava contratando pessoas para serviços gerais. Ele não sabia o que eram serviços gerais, mas na situação que estava, aceitaria fazer qualquer coisa para comprar seu Porsche Turbo. E como um milagre, Jonas foi admitido! Sua missão era limpar cocô de elefante. Mas isso não importava, o salário era bom demais para ele recomeçar sua vidinha. Feliz da vida, Jonas voltou para casa para dar a notícia e, lá chegando, sua felicidade foi completa: seu pai havia arrumado um ótimo emprego de auxiliar no gabinete de um vereador. Era bom demais para ser verdade, a vida de Jonas e sua família estava melhorando, e seu sonho de obter um Porsche Turbo estava mais próximo, ainda que muito distante.
E nos fins de semana, lá ia o feioso catar bosta de elefante no circo. E numa noite, um olheiro do circo aproximou-se de Jonas e perguntou-o:
-Meu filho, o que você tem na cara?
-O que, doutor? Tá sujo? Deve ser cocô de elefante...
-Não, seu rosto... ahm... é muito feio!
-Ah doutor, eu nasci assim mesmo, minha mãe devia tar com diarréia quando nasci!
Observando a feiura e o seu bom senso de humor, o olheiro falou que Jonas faria sucesso no circo, mas dentro do picadeiro.
E a partir deste dia, Jonas era o "Palhaço Feioso", uma das principais atrações do circo. E seu salário dobrara cinco vezes. Jonas chamava a atenção de quem o via, principalmente quando ele sentava em cima de um carrinho de mão e falava seriamente que um dia compraria um Porsche Turbo: todos riam da sua cara. E após alguns meses de sucesso em sua cidade, Palhaço Feioso recebeu um telefonema que o fez tremer na base: era um representante da Porsche no Brasil, que estava assistindo o espetáculo e percebeu que Jonas falava seriamente em relação ao Porsche Turbo dos seus sonhos, e decidiu presenteá-lo com um Porsche Turbo 0km! Jonas anotou o local da entrega de seu presente, desligou o telefone, surtou e caiu no chão se debatendo de felicidade! Aquilo era impossível! Um menino pobre, feio e burro, vendedor de mariola, recusado por diversas empresas, catador de cocô de elefante e posteriormente palhaço agora seria dono de um Porsche Turbo!
E pegando todas as suas economias, Jonas entrou dentro de um avião pela primeira vez na sua vida, rumo à São Paulo. Lá chegando, mal quis saber se era madrugada, ele não via a hora de colocar as mãos no seu Porsche Turbo. Foi até um orelhão e ligou para o representante da Porsche, que aceitou entregar seu presente naquela madrugada, devido a euforia descomunal do cidadão feioso. O lugar marcado era uma estrada larga, onde Jonas poderia "sentir" o motor de seu Porsche Turbo! O agora extinto "Palhaço Feioso" pegou um táxi e mostrou o endereço ao motorista. E durante a viagem, foi contando sua história para o taxista português, e ficaram imaginando qual seria a cor, se teria banco de couro, quantos quilômetros por litro ele faria, quais as mulheres que ele conseguiria pegar com um carro desse porte, coisas do tipo. Subitamente, o taxista parou no acostamento. Jonas virou sua cabeça para a esquerda e ficou paralisado. Do outro lado da estrada, lá estava a sua máquina, um autêntico Porsche 911 Turbo vermelho, brilhando mais que diamante!
-Agora tú tens uma máquina, opá! - exclamou o taxista. Jonas pegou o resto do seu dinheiro e deu na mão do português, que também não tirava os olhos do Porsche vermelho do feioso. Jonas abriu a porta do táxi e saiu correndo em direção ao seu tão sonhado Porsche Turbo, quando uma Scania veio por conta do capeta e atropelou Jonas, matando-o.
Hoje, um frio do cassete aqui em Petrópolis, digno de encolher o bilau de todo mundo, e ainda assim eu encontro um indivíduo todo feliz mordendo um picolé daqueles vendedores ambulantes. Caraca, tem que ter muita força de vontade pra meter a língua naquele pedaço de gelo, geralmente com gosto de água suja misturada com açúcar. Não sei se falo isso por que meus dentes são "frutinhas" (gays) e coisa muito gelada me dá choque, mas que um capuccino ou um chocolate quente é muito mais agradável, isso é. Mas vai que o sujeito tava morrendo de fome, só tinha 50 centavos e comprou a primeira coisa que alguém passou vendendo, pro seu azar um picolé? Bem que podia ter sido um pacote de Frankitos, aquele saquinho cheio de isopor colorido que é uma maravilha pro organismo. Pelo menos aquilo enche o estômago, e até a hora da diarréia bater a porta de saída do intestino, provavelmente o carinha já estaria em casa, perto do aconchego do seu - quem sabe? - límpido troninho.
Que personagem de Os Simpsons você é?
Tá frio pra cassete e eu tou passando mal, combinação perfeita! Vou deitar que faço melhor...
Meu amigo tem um daqueles celulares da Gradiente do período cetáceo, carinhosamente apelidado de Tijorola. O maldito do telefone tem quase 6 anos, já caiu dentro da piscina, levou "trocentos" tombos e continua funcionando perfeitamente. Até a bateria parece nova, dura mais de 5 dias direto, é uma beleza, não dá dor de cabeça.
E recentemente minha amiga comprou um celular microscópico, que faz tudo o que você imagina: grava voz, tira foto, faz compra via Internet, roda jogo de Playstation, abre portão eletrônico, frita bife, descongela pernil e o cassete a quatro. É uma maravilha, certo? Errado. A recepção de sinal desse telefone é extremamente pior do que a do Tijorola do meu amigo, e o pior é que são da mesma prestadora! Minha amiga simplesmente não consegue ouvir o que os outros falam de tanto que o super-celular "sai da área de serviço". Enfim, ela comprou um celular que faz tudo, menos ligações telefônicas! Perfeito! Essa é a tecnologia, sempre inovando para encantar/aborrecer as pessoas.
Agora o Google tá lançando um novo serviço: e-mail grátis. Já me cadastrei e tudo mais, até porque, tem um pequeno diferencial em relação à outros serviços. No Yahoo!, eu tenho direito a 6 MBs pra guardar as mensagens. No GMail, a capacidade é um pouquinho maior: 1000MBs. Sinistro! Nunca mais vou perder tempo apagando os e-mails idiotas que recebo!
E por falar em idiota, ontem eu vi na rua um garotinho de no máximo uns 13 anos com uma bike aro 20 (vulgo Crosszinha), sem banco, usando um casaco de couro e um capacete de moto gigantesco pra cabeça dele, e pedalando todo empolgado no meio do trânsito. Tá certo que usar capacete é correto, mas poxa... ele tava igual uma mistura de Exterminador do Futuro com Formiga Atômica! Rídículo! Bem, mas quando eu tinha 13 invernos de idade eu também fazia coisas ridículas, como colocar um pedaço de plástico na roda pra fazer barulho, já que eu e meus amigos brincavamos de motorista de ônibus com a bicicleta. O engraçado é que saía porrada pra ver quem dirigiria o ônibus da linha inter-estadual. É... bons tempos de moleque de rua.
E isso tudo num só jornalzinho! Olha a falta que faz um revisor de texto... exelente!
Fui no banheiro, não tinha nenhuma revista pra ler, então peguei um vidro de desodorante Adidas que, apesar da marca forte, custou míseros 2 reais. E como ele é exportado, tem instrução em português e inglês. E eis que fiquei incabulado com uma coisa.
Português:
Aplique sobre as axilas. O desodorante spray Adidas pode ser usado em diversar partes do corpo. Não aplicar nas partes íntimas.
Inglês:
Apply to the underarm. Adidas squeeze-up deodorant may be applied to the whole body.
Porra, como assim? Será que é só brasileiro que tem essa mania de pensar que espirrando desodorante lá não vai feder? Eu hein....
Tese da minha amiga Vanessa Racco, vulgo Lenhadora de Bonsai:
E pior que é verdade! Fui cheirar a pata da Kelly ontem e senti aquele cheirão de Fandangos presunto! Pegue seu cachorro e cheire debaixo da pata dele também, você vai se surpreender. Ah, mas não vá morder a pata do coitadinho...
Viajando na Internet, digitei meu nome no Google pra ver o que aparecia... e olha o que eu achei dentro de um blog:
Cara, EU VI O FABRÍCIO DO SouMongol!!!! Babem! São os benefícios de morar em Petrocity, tem um monte de gente phoda! (Exemplos: Hermes & Renato, cara do funeral de ambição, Fabrício, e EU!! Babem!) Foi assim que aconteceu: estava eu vendo uns fotologs na hora da aula de Religião - na qual eu devia estar procurando sobre maçonaria e positivismo - e de repente Tatah me fala que conhecia o cara que tava atrás do vidro, e foi entrar no flog dele. Quando ele começou a escrever "fab" eu olhei e vi que era Fabrício!! Ninguém tinha nenhuma câmera nem papel e caneta pra um autógrafo! >| Mas tudo bem, tudo bem, eu me contentei só em estar a menos de dois metros do meu mais maior ídolo do mundo!! (exagerada!) AH!!!!!!!!! Que emoção!!!!! Tatah, eu te amo! Brigada por me apontar o Fabrício!! AH!!!!!!!
O maior ídolo a menos de dois metros e a menina (Ana Zahner) nem pra me dar um "oi"... isso que é fã! E se por acaso alguém mais me encontrar, pode falar comigo, eu não mordo não. Acho que não.
p.s.: Fabricio não tem acento! :P
Tem várias pessoas que mandam e-mail ou falam comigo no MSN perguntando se eu tenho Fotolog ou algo do gênero. Sim, galerinha mongol do meu coração! Pra quem não sabe, basta clicar no meu nome logo abaixo do post que meu photolog se abrirá. E aproveitando o assunto, atualizei minhas informações pessoais (aquele link lá no fim do blog, que abre aquela entrevista) com as fotos mais recentes dos meus photologs e alguns links que eu acho interessantes. Sem mais para o momento, peço deferimento.
Testes personalidade - Novo Teste
Que item de Sexshop você é?
Definitivamente, tem muita merda sendo vendida por aí no mundo. E encontrei mais uma ao procurar imagens pra fazer esse teste do Sexshop. Olha o que eu encontrei:
Cabrita inflável, acompanha vagina de silicone.
Caraca, isso é doentio...
E voltaram a vender álcool líquido em farmácias, supermercados e botequins, o que fará com que o número de queimaduras volte a subir. Mas por que algo que mata pessoas volta a ser vendido livremente? Simples. Para isso, basta pensar em alguns tópicos.
-Brasileiro ama fim-de-semana;
-Fim-de-semana geralmente é um dia para reunir os amigos;
-Para reunir os amigos, nada melhor do que um churrasco;
-Para o churrasco ser verdadeiro, precisa ser feito com carvão;
-E para acender o fogo... álcool!
E não me venha falar para acender com Lumix, aquele disquinho rosinha. Acender churrasco com Lumix é no mínimo sem graça e homossexual, sem contar que não é todo mundo que vai pagar mais caro que um saco de carvão pra tentar acender o fogo. Por isso o álcool líquido é sempre bem-vindo, afinal, ninguém mais aguenta comer churrasco com gosto de jornal, ou pior, com gosto de querosene, inflamável utilizado "sabiamente" pelo meu amigo no último churrasco da galera. Viva o pão-velho encharcado de álcool!
Sala de aula ontem, num debate sobre produtos que cada um gostava:
-Meu relógio Casio é muito bom, tou com ele há 15 anos! Não quebra, eu faço tudo com ele!
Daí um maluco:
-Tu até abre côco com ele né...
Todo mundo riu. E o carinha do relógio prontamente respondeu:
-Abro côco e passo a mão na tua irmã...
Maluco, fechou o clima lá! Um querendo bater no outro, geral tentando acalmar os dois nervosinhos... que pessoal estressado, nunca ví! Mas que foi hilário foi, relembrei dos meus tempos de colégio auhahuahuahua!
Caraca, ontem eu quase vomitei de nojo. Tou dentro do buzão (pra variar) voltando pra casa, e o motorista subiu numa calçada. Claro, algumas ruas daqui de Petrópolis são de paralelepípedo e tão sempre dando problema após alguma chuva. Povo curioso, todo mundo olhando pro buraco no meio da rua. E como eu sou do povo, também olhei. E infelizmente olhei pra um pedreiro todo cagado de barro que tava almoçando. O maldito tava comendo macarrão dentro do capacete! Caraca! Que nojo! E o cara lá, tranquilão, chupando o macarrão sujo de feijão (ou lama, sei lá). Ou eu sou fresco ou o cara é corajoso...
Registrem-se no Fórum e vamos fazer dessa bagaça o fórum mais mongol da Internet!
E a cada ano que passa, recebo menos e menos chocolate... 1,650 kg nessa Páscoa. Fazer o quê? É a lei natural do Universo... a medida que vai se ficando velho, menos querido você é (em certos aspectos, é claro). E um quilo e meio de chocolate tá bom demais também, eu já não como tudo num dia. Até por que se tivesse comido tudo eu não estaria aqui, e sim sentado no troninho despejando a Páscoa no esgoto.
Aí vai uma homenagem aos personagens que marcaram a minha infância (e a de milhões de pessoas também):
Que personagem da
Turma da Mônica® você é?
Feliz Páscoa, mongolzada! Muito ovo (de chocolate) pra vocês!
Amanhã é Páscoa! E você? Já montou o seu ninho pro coelhinho depositar os seus ovos (no bom sentido, claro...)? Não?! Poxa, nem eu... E também seria meio ridículo um sujeito de 19 anos subindo o mato, catando flor de quaresmeira pra enfeitar o ninho do coelho que, devido a situação financeira pela qual o país passa, não deixaria mais do que ovos de galinha tingidos de anilina ou, no máximo, bombons de marca duvidosa, com sabor de limão. Sim, essa porra existe, e não desejo a diarréia que aquilo causa pra ninguém! Como eu diria... mais vale um pequeno chocolate decente do que um kilo de chicletolate.
A tendinite vai bem, obrigado! Tá "menos pior", mas vou tomar cuidado, não quero voltar a sentir aquela dor desgraçada. Bom, voltando à mongolice, assim como o sucesso chega rápido, ele também se vai muito depressa. E graças a Deus isso acontece, principalmente na mídia. Imagine o que seria da já manipulada mente das pessoas se ainda estivessem veiculando freneticamente (freneticamente... tá vendo? Fui influenciado!) nas rádios e TVs coisas do tipo:
Mas, infelizmente, a medida que um vai, outro chega, e continua o círculo vicioso, fazendo com que essas merdas entrem na nossa mente por osmose. E como fazer para não ficar com essas porcarias no grudadas no ouvido? A resposta é: impossível! Mesmo que você deixe a TV e o rádio desligados, uma hora algum maluco vai passar na sua rua em um carro rebaixado com a mala aberta, fazendo aquela esporreira danada, e o som que o idiota faz questão de que todos ouçam não vai sair da sua cabeça... sad but true.
Comentem se lembrarem de mais algum artista extinto, vamos fazer essa lista crescer e torcer para que nunca mais voltem a nos incomodar!
Atenção pessoal! Agora o SouMongol tem o seu fórum! Cadastre-se hoje mesmo e faça parte da comunidade mongol! O link encontra-se abaixo do 'Chat'.
Não sei se algum de vocês já parou pra pensar nisso, mas que diabos um apresentador de telejornal escreve naquelas folhas quando o programa termina? Isso me deixa indignado! Escrevam o que vocês acham que possa ser e me ajudem a ser uma pessoa menos curiosa.
E a tendinite continua...
Que coisa de pobre você adora?
E já que as meninas reclamaram tanto, aí vai um layout mais feminino...
Pugilistas Super Mongolosas
Maravilha, tou com tendinite. Tou usando luva ortopédica e o cassete a quatro. Se eu sumir um pouco, vocês já sabem o que foi.
O pessoal lá na faculdade tava conversando sobre a implantação da rede de gás natural aqui em Petrópolis, que começa lá em Duque de Caxias e sobe uns 800 metros de serra. Daí a gente tava falando sobre conversão de carros pra gás natural, quando um camarada meu abre a boca:
"Caralho rapá, minha mobilete já faz 30km/l, se eu converter pra gás então vou andar o resto do ano com uma carga!"
Ai que burro... só a conversão seria 3x mais cara que a mobilete do sujeito, uma Monark vermelha (sim, Monark) de 1900 e minha vó era virgem. Nem preciso dizer que ficou todo mundo rindo da cara dele né...