sexta-feira, 30 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Texto Non-sense, nº 3

-Aí sangue bom, tá vendo esses chocolate aí?
-Tô.
-Vamo robá!
-Ih... num vai dá merda não?
-Relaxa prayboy, é só botar debaixo da camisa...
-Já é, demorô...
Nisso o segurança do supermercado percebe o roubo e ativa o alarme.
-Fudeu, mané!! Fudeu!!
-Eu falei que ia dar merda!! Corre!!
Um escapa, mas o outro ladrãozinho pisa numa cebola que estava no chão e capota. O segurança alcança-o e leva-o para uma sala:
-Por que você roubou isso, rapaz?
-Eu não queria robá não, sangue bom! Quem deu idéia foi o Kléber Lucas!
-Quem é Kléber Lucas?
-O cara que vazou!
-Se esse Kléber se jogar na frente de um trem você também se joga?
-Não, viaja não...
-Então roubou porque quis! Qual teu nome, moleque?
-É Valdson. Que que tu vai fazer comigo, shock?
-Avisar seus pais!
-Tenho pai não...
-Tu mora com quem?
-Com o Kléber.
-Era só o que faltava... vou ter que chamar a polícia!
-Coé dá-fé?! Faz isso não!! Eu faço o que você quiser!
-Qualquer coisa?!
-Tudo, menos sexo com você...
-Presta atenção moleque!! Tu acha que eu tenho cara de tarado? Hein?! Olha pra mim!!
-Não senhor...
-Então você vai trabalhar aqui na loja pra pagar o que deve!
-Mas...
-Mas o cassete! Quer que eu chame a polícia?!
-Não! Me desculpa...
-Você começa agora, vem comigo!
O segurança puxa Valdson pelo pescoço e dirige-o até o frigorífico.
-Tu vai cortar carne até de noite pra pagar pelo que fez!
-Sim senhor...
-Ae pessoal! De olho nesse garoto aqui, ele foi pego roubando e vai pagar pelo que fez!
Os açougueiros fazem sinal de positivo. E Valdson não seria louco de tentar fugir, pois tinha um açougueiro que era maior que um boi. Um dos funcionários aproxima-se de Valdson e diz:
-Ae moleque, tá vendo aquele boi morto ali?
-Tô.
-Tira o leite dele, senão a carne fica ruim.
Valdson, muito inocente, meteu a mão na trolha do boi e puxou, pensando em se tratar de uma teta. Puxou, puxou, puxou e nada do leite sair. Todos os açougueiros riam da ingenuidade do menino. Vencido pelo cansaço, o pequeno criminoso pergunta se já não haviam retirado o leite do boi. Um açougueiro respondeu:
-Não, e se for necessário tu tem que morder a teta do boi pra tirar o leite.
O menino voltou até o boi e deu aquela mordida na "teta". E nessa mordida voou "leite de boi" pra tudo que é lado. Valdson, com a cara toda melada e meio desconfiado da textura e sabor do leite, perguntou se o leite estava coalhado. Os açougueiros, mijando de rir, responderam que sim. O ladrãozinho perguntou:
-Já posso ir embora?
-Não, - respondeu o açougueiro maior que um boi - tá pensando que é fácil assim?!
Valdson, morrendo de medo, fez sinal de negativo com a cabeça.
-Escuta aqui garoto, tu roubou, isso é errado! Você tem que pagar pelo que fez!
-Mas eu ja tirei o leite desse boi...
-Garoto ingênuo! O que tu mordeu foi o pinto do boi!
A ira toma conta de Valdson, que pega uma faca e a encrava na testa do "açougueiro-gigante".
Os outros açougueiros correm para socorrer o amigo, mas já era tarde. Revoltados, partem para cima de Valdson. Mas o "ordenhador" estava possuído pelo ódio, e mata os outros açougueiros. Ouvindo os gritos, um segurança corre para ver do que se tratava. Ao chegar no frigorífico, viu aquela carnificina, e a única coisa viva ali era Valdson, que tinha o corpo coberto de esperma e sangue. Assustado com o que viu, o segurança pede auxílio pelo rádio e, imediatamente após isso, Valdson vira um bicho e pula no pescoço do segurança, degolando-o com apenas uma mordida. Àquela altura Valdson já não era mais um humano, e sim um monstro sedento por sangue. O mercado foi evacuado, e após algum tempo a polícia cercou o local. Valdson andava de um lado para o outro da loja, como se estivesse procurando por algo. Um cientista observava-o através de uma janela, e disse que já viu um caso parecido na Suiça, de um homossexual que engoliu esperma de boi e saiu matando toda a sua família, alegando estar apaixonado pelo boi. A cidade toda estava com medo do monstro-engolidor-de-esperma sair do mercado e matar a todos. Um psiquiatra entrevistou funcionários do mercado que tiveram contato com Valdson, e o segurança contou que ele havia comentando sobre um tal de Kléber Lucas, que poderia ser seu único amigo. Procuraram por Kléber, e acabaram encontrando-o. Ele tinha medo de represálias devido ao roubo, mas o prefeito garantiu que aquilo era passado, e o que interessava naquele momento era apenas tentar reverter o quadro psicótico-neurótico-animal-assassino de Valdson. Kléber entra no mercado, e mal acredita ao ver seu parceiro de roubo. Valdson, além de estar coberto de esperma e sangue, andava como um macaco, usando as mãos e pés para apoiar-se. Mesmo com medo, Kléber aproximou-se de seu cúmplice e tentou conversar:
-Vald! Sou eu rapá... Kléber...
-Grrroooar...
-Carai, que nojo essa parada grudada na tua cara... Po aê, fala alguma coisa!
-Groooooooaarrr... chocolate....
-Tú qué chocolate?
-Grrooarr... tu vai comer chocolate, filho da puta!!
Valdson agarra Kléber pelos cabelos e leva-o até a bancada de doces, fazendo-o comer todos os chocolates que ali estavam. Kléber já não aguentava mais nada, mas o monstro obrigou-o também a comer um quilo de presunto, um quilo de azeitonas pretas, um repolho, dois pacotes de carne seca e dois quilos de cebola. Na última cebola, ele não aguentou e vomitou. Valdson forçou-o também a comer seu vômito. E continou a punição: três garrafas de refrigerante, dois tubos de mostarda, um pacote de dobradinha, quatro quilos de sabão em pó, três alfaces, dez litros de whisky e um ovo de codorna. No ovo Kléber teve um colapso e caiu no chão, todo cagado e vomitado. Valdson pisava em sua barriga, e quanto mais ele pisava, mais Kléber se cagava. Como se isso não bastasse, o monstro esfregou cocô na cara de Kléber, que acabou morrendo ali mesmo, de parada cardíaca e explosão estomacal. Isso foi o limite: o prefeito da cidade chamou o FBI, e vinte segundos depois quarenta homens armados até a alma invadiram o mercado, disparando mais de 800 tiros na cabeça de Valdson. Ele foi levado ao hospital ainda com vida, mas acabou morrendo cinco dias depois do massacre que marcou a história de uma pequena cidadezinha do interior. Hoje, todos os bois da cidade foram extintos, e as vacas nascem de inseminação artificial com esperma de ganso, alterado geneticamente.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Semana passada eu tava voltando a pé pra casa e no meio do caminho encontrei uma amiga segurando um bebê. Daí fiquei ali conversando com ela, soube que o bebê era o sobrinho dela, coisa e tal. Decidimos ir de ônibus, pois andar uns 2km com um bebê no colo é foda. E só passava ônibus cheio. Passou um, dois, três." No próximo ônibus a gente entra, num quero nem saber!", falou a minha amiga. E como a Lei de Murphy rege em tudo sobre a face da Terra, o quarto ônibus foi o mais cheio de todos. Daí peguei a bolsa de fraldas (num pego bebê não, num tenho jeito) e entramos. Daí quando a minha amiga ia passar pela roleta, o trocador grita pro motorista: "Peraê Fulano! Tem um casal com um bebezinho aqui! Segura aê!" Eu olhei pra cara da minha amiga e comecei a rir. E quando passamos pela roleta, todo mundo do ônibus tava olhando pra gente. Uns admirados, ao ver um "casal" tão jovem com um filho no colo, e outras senhoras disputando pra ver quem daria o lugar pra gente sentar. Acabou que pudemos escolher nosso lugar. A gente foi rindo o resto da viagem e, na hora que saltamos do ônibus, eu abracei a minha amiga, pra todo mundo pensar que realmente eramos casados. E todo mundo do ônibus olhando pra gente de novo, como se fossemos Ets ou alguma coisa do tipo... Foi interessante ser pai e marido por um dia.

Link Interessante (ou não): Vandernauber


quarta-feira, 28 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Texto Non-sense, nº 2

PAF! E lá está mais um mosquito morto grudado na parede. Fernando não tem dó de nada que atrapalhe sua concentração diante do computador. É mosquito, mosca, aranha, lagartixa, cachorro, mãe. Tudo leva um tabefe, Fernando é impulsionado pela raiva e pelo stress causados pelo mundo fora de sua realidade. O computador é sua vida, nada pode tirá-lo dali. Seu grande sonho é virar uma placa-mãe, para ver de perto todos os processos que ocorrem dentro do seu computador. Amigos e parentes temem pela sua saúde física e mental, que parece ter piorado desde o dia que ele criou um software que ele diz ser sua namorada. Fernando e sua namorada - nomeada por ele de Linuxinha - tem uma relação doentia. O casal mantém contato físico através do harware, que Fernando alisa suavemente como se fossem os seios de uma menina. E a cada dia que passa ele se comporta de uma maneira mais absurda. Alguns anos atrás, dona Armelinda, sua mãe, entrou no quarto e viu seu filho pelado lambendo o fio do teclado e introduzindo seu orgão genital na ventoinha do computador. Chocada, Armelinda pediu uma explicação. Ele alegou estar fazendo sexo com sua namorada, e pediu para que a mãe saísse do quarto, pois estava deixando Linuxinha constrangida. Sua mãe, muito católica, logo temeu que o capeta estivesse possuindo seu filho. Um exorcista foi chamado até a casa, mas seus métodos não deram resultado algum. Fernando continuava tarado por seu computador e sua namorada imaginária. Fernando não sai de seu quarto para nada, nem mesmo para fazer cocô. Desesperada, sua mãe recolhe as fezes do filho, que caem ao lado da cadeira. Fernando é um vegetal virtual. Sua tendinite se agravou tanto que hoje ele usa as mãos apenas para acariciar Linuxinha, sua querida esposa. Mas o motivo por estar contando tudo isso é que ano passado aconteceu algo muito estranho. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido no bairro onde mora o Nerd-vegetal por várias horas. Dona Armelinda ficou assustada ao não ouvir barulho no quarto de Fernando. Subiu as escadas e encontrou sua nora, digo, o computador desligado e seu filho, caído no chão. Ela chora freneticamente ao ver aquilo, tem um ataque cardíaco e cai morta no chão. Após um tempo, a luz é reestabelecida, e Linuxinha e Fernando voltam a vida. Ele olha para o chão e vê sua mãe, morta, e sorri. "Agora sim, farás parte do meu mundo!", exclama. O vegetal-virtual coloca o corpo de sua mãe sobre o scanner, liga-o e, como se tivesse sido abduzida, sua mãe some do quarto e aparece na tela do computador! Era tudo o que ele queria, um corpo! Ainda desmaiada, a agora virtual Armelinda não sabia o que havia acontecido com ela. Fernando prontamente passa um anti-vírus em sua mãe e ela se recupera. Chocada, ela grita e pergunta a si mesma o que teria acontecido. Apressado, Fernando abre o Photoshop e, utilizando-se de seus dotes, transforma sua mãe em uma mulher extremamente gostosa e sensual. Abriu outro programa que ele criou, retirou o cérebro da mãe e substitiu-o pelo de sua amada, Linuxinha. Agora Linuxinha finalmente tinha um corpo! E pela primeira vez ele pode transar vendo sua amada, ainda que no fundo ela fosse sua mãe, mas o incesto não preocupava Fernando. O problema é que Linuxinha engravidou, e o filho do vegetal-virtual acabaria sendo seu irmão! Ele tentou formatar o bebê, mas era tarde demais. Em uma de suas madrugadas em claro, Fernando viu assustado o nascimento de seu filho-irmão, que foi cuspido pela impressora. Feliz e confuso, Fernando deu a ele o nome de TJK100T:V2. Fernando estava feliz ao saber que havia feito um filho como ninguém jamais havia feito, mas sua alegria durou pouco. Linuxinha não resistiu a sobrecarga de memória do parto e executou uma operação ilegal, morrendo em seguida. Desesperado, Fernando pegou o pequeno TJK100T:V2, amassou-o e jogou-o no lixo, acusando-o da morte de sua amada. E hoje, pela primeira vez em anos, Fernando desligou seu computador. E nisso sossegou seus olhos e então Maria Lúcia ele reconheceu, ela trazia a Winchester 22, a arma que seu primo Pablo lhe deu. Então ele apontou para a cabeça, apertou o gatilho e morreu.

TJK100T:V2 foi encontrado por um lixeiro, que entregou-o a um Orfanato. Ele foi adotado por uma rica família inglesa, e pretende estudar Direito em Harvard.


terça-feira, 27 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Já que o Fotolog tá fora do ar e tou cheio de coisa pra fazer aqui no estágio, eu vou só colocar essa foto do meu olho direito...


segunda-feira, 26 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Se não tivesse meninas trabalhando aqui eu tirava a camisa, tá ardendo muito! Mas agora agüenta, toma na cabeça, branquelo! Que delícia é sentir o tapinha nas costas que as pessoas te dão, é uma sensação maravilhosa de dor misturada com arrepio. Bom também é quando puxam tua camisa pelo cangote pra ver os ombros queimados e falam: "Aaaai, coitadinho! Tá ardendo?". Não, imagina, quando você puxou a camisa e esfregou ela no meu outro ombro queimado não doeu nem um pouco. Mal vejo a hora de chegar em casa, arrancar a camisa, tomar aquele banho gelado e ficar longe de mãos alheias.
Ah, e "ninguém merece" (ugh) trabalhar ouvindo um rádio com o dial quebrado na MPB Fm! A única coisa que me consola é que não tá na Jovem Pan... sim, eu sou chato e só gosto de música que raramente toca em rádio. Eu nasci errado, fazer o quê...

Link interessante: Rola Bosta


domingo, 25 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Cheguei de viagem, e cheguei ferrado. Tou muito vermelho, e minha pele tá toda repuxando. Mas a culpa é minha, cismei de usar o maldito Rayito, uma pasta cor de cocô pra bronzear (ou apimentar, no meu caso). Passei no corpo todo e fui pro Sol... e agora tou na merda. Não quero nem pensar em botar camisa ou deitar, única coisa que tou fazendo é passando um gel pós solar pra aliviar um pouco. Mas vejamos pelo lado bom, não tou tão branco como uma parede... Mas só de pensar em ter que botar tênis, camisa e ir trabalhar amanhã... maldito Rayito! Tinha que ser produto argentino!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Fabricio ausente até domingo. Motivo: viagem! E só pra não dizerem que não deixei nada de (f)útil, aí vai mais um...

Link Interessante: Casal de Macacos fazendo amor


quarta-feira, 21 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Ontem eu fui na ortodontista. Eu abri a boca, ela pegou o alicate, senti uma pressão na mandíbula e ela falou: "Pronto, tá livre!". Passei a língua e não pude acreditar! Não tinha mais aparelho fixo! Nossa mãe, a sensação de passar a língua nos dentes e não sentir nada arranhando é algo tão bom quanto dar um beijo na boca! Tá, exagerei um pouco... mas sentir os dentes lisinhos, sem aquela parafernália "robocópica" na boca... uau! Tá certo que ainda tou com o fixo na parte de cima, mas já me sinto aliviado de não sentir quilos de comida grudada nos dentes.

Link: Fotos que tirei no I Alive Tuning, em Itaipava, RJ


terça-feira, 20 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Pomba, esses dias eu fui na casa de uma amiga pra ver o papagaio que ela ganhou do tio dela. Chegando lá, vejo um papagaio já com as penas meio desbotadas, cara de cansado. A minha amiga falou que o bicho já tá com sete anos, e o tio dela só o deu para ela pois ele teve que se mudar de cidade, mas que mesmo assim o papagaio era show de bola. E logo eu percebi por quê: "Crááá, eu sou viado!" Coitado do papagaio...

Link interessante: Barbie


segunda-feira, 19 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Abre aspas: "E UM PORSCHE 911 TURBO 400 CAVALOS DE POTENCIA,5.0,40HP,TURBINADO PODE CHAGAR HÁ 680KH/H,O ANO DELE É 2001/2002,COMPLETO,TETO,RODAS DE ARO 18 (ALEMÃ),BLINDADA G5, TEM 1000 MIL KH,NÃO USO MUITO,4 DVDS,BAZUCÃO DE 5 MIL VATS DE POTENCIA,KITI NOS COMPLETO PARA TIRAR RACHA,SUSPENSÃO REBAIXADA COM AR,LUZ DE XENOM,LUZ DE NEOM SÃO 10 LAMPADAS HEN BAIXO DO CARRO,SENDO 5 LUZ NEGRA.".
Fecha aspas. Tá kiu pariu...


domingo, 18 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Achei o texto sobre nerds da Lia Portocarrero interessante pra cassete! E ela tem razão sobre vários aspectos... depois de ler o artigo eu até me julgo um pouco nerd, ahuauhauhauha! Leiam!


sábado, 17 de janeiro de 2004, by Fabricio von


Que parte do carro você é?


Cassete, que discriminação! Fui no site da Hugo Boss (perfumes) pedir uma amostra grátis de perfume. Sim, eles mandam um papel molhado com o perfume. Grandes merda, mas como eu sou fissurado por coisas grátis, logo me interessei. E na hora de selecionar o país, cadê o Brasil? Não tem! Tem Vietnã e Bósnia-Herzegovina e não tem nenhum país da América Latrina! Nossa, isso é que é moral internacional...


Poxa, há um bom tempo eu não inventava histórias fictícias! Escrevi essa agora há pouco. Tá sem noção, como todas as outras que eu faço.

Tevelisão

-Malditos comerciantes...
-Ahm?
-Cobram o olho da cara por um salgado com um osso no meio que chamam de coxinha!
-Ahm...
-A culpa é da "tevelisão"!
-...
Após algum silêncio, o velho novamente enche o saco do pobre rapaz, que não via a hora de seu ônibus chegar:
-Quando eu tinha sua idade a vida era muito melhor!
-Sei...
-A comida era fresca, eu levantava quatro e meia da manhã pra tirar leite da vaca, aquilo sim era vida!
-Pois é...
-E hoje eles colocam tudo dentro de caixa de papelão ou saco "prástico"! O leite que esse pessoal toma deve tar cheio de "bicha"!
-...
-Você não toma leite, não é?
-Bem, eu tomo...
-Tá vendo? É um absurdo! A culpa é da "tevelisão"! Quantos anos você tem?
-Dezenove.
-Dezenove anos e prestes a bater as botas, e a culpa é da "tevelisão"!
-Que isso vovô, vira essa boca pra lá!
-Mas é verdade, os jovens de hoje tão tudo com "bicha" na barriga! Antigamente não tinha isso, aquilo que era tempo bom!
-...
-Ainda bem que não tinha "tevelisão" na minha época, a gente se divertia fazendo outras coisas!
-Como o quê?
-Ah... várias coisas, minha memória tá fraca, não me lembro de nada agora... Ah, limpar o curral era divertido!
-Ahm...
-Aff... essas "costa" tão me matando! Essas bolsas de "prástico" já num ajudam, com peso então...
-Eu ajudo o senhor.
-Não, eu tou velho mas tou bem! Não preciso de ajuda!
-Mas o senhor falou que suas costas...
-Não, a culpa é da "tevelisão"! Os mais velhos que tem que pagar o preço! Pode deixar que eu me viro...
-Então tá...
Após um breve silêncio, o velho volta a resmungar...
-Maldita "tevelisão"...
-Mas por que o senhor odeia tanto a televisão?!
-Ah meu filho, isso é coisa do demônio! Na minha época não tinha isso e se era muito mais feliz!
-O senhor levantava 4:30 da manhã pra meter a mão na teta da vaca, limpava o curral e era feliz?
-Ô, com certeza!
-Não me leve a mal, mas porque o senhor vive na cidade?
-Porque lá na roça onde eu nasci não tinha muito boteco!
-Boteco? O senhor bebe?
-Ora, e por que não?
-Porque a bebida alcoólica degrada o fígado...
-Comé que é?
-Ahm... a cachaça dá "bicha" na barriga!
-Quem te falou isso?
-Eu assisti isso na Tv.
-Puta que pariu (todo mundo no ponto do ônibus olha pra cara do velho)! Tinha que ter a "tevelisão" no meio! Só tem mentira nessa porcaria!
-Claro que não, a televisão pode ter coisa ruim, mas também tem coisa boa!
-Não, é tudo uma porcaria! Prefiro ficar no boteco tomando pinga...
-Estranho, o senhor não toma leite de caixinha e toma pinga num copo onde barata faz cocô...
-Mas cocô é bom pra saúde!
-Ahm?!
-Quando eu era menino, eu ficava doente as "vêzi". Aí mamãe ia pro curral, pegava cocô de vaca, botava no coador de café, jogava água fervida e me dava aquela água de bosta... era uma beleza, no outro dia tava bonzinho!
As pessoas perto do velho fazem uma cara de nojo e o rapaz fala, torcendo o nariz:
-Argh! O senhor tomava água de bosta e era feliz?!
-Feliz e saudável! Agora olha pra mim... olha bem pra mim... quantos anos "ocê" acha que eu tenho, meu filho?
-Ahm... uns oitenta...
-Oitenta e três! E só tou acabado assim por causa da "tevelisão"!
Cansado do papo inútil do velho, o rapaz resolve concordar com ele:
-É, realmente a televisão é coisa do diabo...
-Que nem essas "coisa" de computador, satélite, telefone sem fio... isso é tudo coisa do capeta.
Nisso, o ônibus aparece no horizonte. Feliz da vida, o rapaz fala:
-Pronto, nosso ônibus chegou!
-Ih, eu num entro nessa coisa aí não!
-Ônibus também é coisa do demônio?
-Nâo, mas é quadrado, me lembra uma "tevelisão"!
-Ahm tá... e por que o senhor estava aqui no ponto de ônibus?
-Não sei, eu tinha que ir pra algum lugar mas esqueci, daí fiquei parado pra ver se lembrava...
-Bom, eu vou indo então... tchau!
-Você vai abandonar um velho que não lembra pra onde ia aqui na rua?
-Eu tou atrasado pro trabalho, sinto muito...
A porta do ônibus se abre e o rapaz começa a subir. Nisso, o velho começa a gritar e chorar:
-Não! Não me deixe aqui! Eu sou seu avô, e eu te amo! Não me abandone novamente! Volte aqui, meu netinho!
Todas as pessoas, as que estavam dentro e fora do ônibus ficam espantadas com a falta de amor do "neto", que logo se defende:
-Ei, ele não é meu avô!
-Que vergonha - grita uma gorda com lenço na cabeça - negando o carinho do próprio avô!
-Mas eu não conheço ele! Ele é maluco!
-No meu ônibus você não sobe - retruca o trocador - você vai descer e ficar com seu avô! Toma vergonha, garoto!
-Cassete, eu não sou neto dele!
E o velho começa o show de novo:
- Volta meu querido, você é a única pessoa que eu tenho na vida! Vovô te ama! Vem cá, Jonathan!
Confuso, o rapaz desce do ônibus vaiado e o ônibus vai embora. Puto da vida, o rapaz se aproxima do velho e pergunta, com um tom agressivo:
-Por que você fez isso comigo?!
-Ora, eu te salvei! Aquele carro estava cheio de pessoas que assistem "tevelisão"!
-Eu também vejo televisão, cassete! E como você sabe meu nome?!
-Tá aqui no teu crachá...
-Puta merda, e eu vou acabar sendo despedido do meu emprego! E a culpa é do senhor!
-Não não, a culpa é da "tevelisão"!
-Televisão é o caralho, porra!
E recomeça a interpretação do velhote, gritando:
-Não! Não me bote no asilo novamente! Aquelas pessoas dão choque no pênis dos velhinhos! Não me abandone de novo!
Um homem gordo, careca e de bigode se aproxima, dá um soco na cara de Jonathan e fala:
-Isso é por desrespeitar os idosos! Toma vergonha nessa cara, seu moleque! Ele é seu avô!
-Ele não é meu avô! É só um velho maluco que puxou papo comigo!
-Aham, e eu sou o papai noel - respondeu o gordo, virando-se e indo embora.
Jonathan se levanta e pergunta ao velho, quase chorando de desespero:
-Pelo amor de Deus, o que o senhor quer de mim?!
-Preciso de um sócio...
-Sócio?! Sócio pra quê?! Pra tirar leite das vacas ou pra fazer chá de cocô?!
-Não, para destruir a "tevelisão"!
Jonathan pensa em acertar um murro na cara do velho, mas também pensa em outro show que o velho poderia criar, o que poderia render ao rapaz mais uma porrada na cara. Então ele respira fundo e decide concordar com o velho:
-Aff... tudo bem... eu ajudo o senhor.
-Obrigado, meu jovem! Juntos traremos a felicidade de volta!
-Ok... qual é o nome do senhor?
-Bond, James Bond.
Jonathan aganha-se e começa a rir incontrolavelmente.
-Qual o problema? - pergunta o senhor "Bond".
Vermelho e quase sem ar, o rapaz responde:
-Não... nenhum... (risos) é que eu nunca imaginei James Bond tirando leite de vaca ou limpando um curral!
-Você fica rindo, mas aquele tempo que era bom! Não tinha "tevelisão"!
-É, claro, a maldita televisão!
Subitamente, o celular de Jonathan toca e ele atende. Era seu chefe.
-Alô... olá, Sr. Marcelo... é, eu tive um problem...
O velho toma o celular da mão do rapaz e grita no telefone:
-Vai tomar no cu, chefe filho da puta!
E joga o celular dentro do rio. Horrorizado, Jonathan grita:
-Velho maluco!! Meu celular!!
-Calma meu filho, aquilo era coisa do demônio! Melhor assim...
-Você que é o demônio!
-Não, meu nome é Bond, James Bond. E não fala assim, Deus tá vendo...
-Ele tá vendo as merdas que tu faz, cassete! Tu acabou com o meu dia! Perdi meu emprego!
-Calma... escuta, vamos em um boteco tomar uma cachacinha e esquecer isso tudo... eu pago.
Fudido, fudido e meio. Jonathan, mesmo puto da vida com James Bond, aceita o convite, na esperança de tomar dar um porre no velho e ir embora.
Chegando no bar, o velho chega para o barman e fala:
-Quero uma cachaça branquinha e um leite de caixinha pro meu neto.
-Eu não sou teu neto! E eu quero um whisky!
-Whisky não... isso dá "bicha" na barriga!
-E cachaça não?!
-Não teime comigo, neto meu não toma whisky! Se quiser vai tomar cachaça.
-Ai caralho... que seja, me vê uma cachaça também!
O barman, um armário de dois metros de altura, volta com duas doses e só o velho entorna goela abaixo.
-Bota mais uma aí! - ordena o velho.
E assim foi... 5 doses, 10 doses, 20 doses, e nada do velho ficar bêbado. Admirado com a resistência do velho, Jonathan pergunta:
-Você já tomou mais de uma garrafa de cachaça e tá bem! Como consegue?
-Tou te falando meu filho, cachaça não dá "bicha" na barriga! É natural!
-Isso é estranho...
-Estranho é tomar leite de saco "prástico"! Vamos embora... ow, me vê a conta!
O barman chega e fala:
-Treze reais.
O velho olha pra cara do rapaz. O rapaz não entende e o velho fala:
-Treze reais.
-Eu sei, eu ouvi.
-E porque ainda não pegou o dinheiro?
-Que?! Tá achando que eu vou pagar?!
-Claro, você é meu neto, e eu sou aposentado, só tenho dinheiro pra comprar remédio. E não venha me culpar, a culpa é da "tevelisão"!
-Tu tá é dando! Pra mim chega, cansei!
Jonathan vai em direção à rua e só ouve o barman gritando:
-Filha da puta, se tu não pagar eu quebro tua espinha!
-Quebra, que se foda, esse velho já acabou com a minha vida, tou pouco me fudendo!
Então o barman agarrou Jonathan e arremessou-o de costas contra o galpão, matando-o.
Serenamente, o velho comenta com o barman:
-Tá vendo só? No meu tempo de garoto não tinha isso, a vida era muito melhor. Eu disse a ele que ele estava prestes a bater as botas e ele não acreditou. E a culpa de tudo isso é a maldita "tevelisão".
Então o velho pega a carteira do cadáver, dá treze reais para o barman e vai embora.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Que bonito, fizeram uma puta de uma obra na rua mais "playboy" de Petrópolis, a 16 de Março. Colocaram fiação subterrânea, calçadas mais largas, decoração especial, estreitamento da pista para os estacionamentos lucrarem e mais algumas frescuras. Mas o melhor de tudo tá acontecendo agora, na época das chuvas. Anteontem deu uma tempestade de uns vinte minutos e o centro da cidade alagou como nunca aconteceu antes. E adivinha qual foi a causa? A magnífica obra da 16 de Março! Planejaram tudo, menos o que aconteceria quando chovesse! Digamos que, basicamente, depois da obra a rua não tem coleta de água pluvial! Cassete, nego é muito incopetente! Gastaram quase um milhão de reais ("gastaram", né?) e fazem uma merda dessas... Não vai demorar muito, eles vão abrir a rua, alegando um outro problema que não os incrimine e irão sonegar mais um pouquinho do dinheiro. E vai virar aquele lamaçal de novo. Bom, a única coisa boa é que verei patys de salto alto escorrendo no barro molhado... nossa, isso foi demais! Uma loira, toda de rosa, e com uma rodela marrom na bunda! Ai ai... há males que vêm para o bem... o meu bem estar!


quinta-feira, 15 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Show de bola, os comentários tão virando programa de bate-papo e guerra civil! Bem, eu só digo uma coisa: quando eu vejo um comentário começando com 'uhuw, sou o primeiro', eu nem leio o resto do texto, afinal, não se trata de algo construtivo. Eu leio apenas o que realmente é comentário, e o resto passa batido, afinal, não tenho porque ficar me estressando com guerrinhas fúteis. Ao contrário de muita gente que tem blog, comentário para mim não é quantidade, e sim qualidade. Escreva o que quiser, mas porque você, ao invés de dizer que foi o ducentésimo quadragésimo quarto a comentar aqui, não participa de uma corrida? Pelo menos você pode ganhar um prêmio, alguém vai te reconhecer por ter feito algo prestativo, não vai gastar energia elétrica, vai manter a saúde em dia e o melhor de tudo: não vai me dar o trabalho de ficar escolhendo algo decente no meio de tanta merda!


quarta-feira, 14 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Uhuw, aniversário do meu camarada Tiago! Parabéns mongol, felicidades, e que a gente possa fazer outras festas como a de ontem! Powww, mó luxo o ambiente da festa, demais! Tirei uma foto, quem quiser ver tá aqui: Eu, Tiago e galera.


terça-feira, 13 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Fazer marketing é uma maravilha, você aprende tudo o que uma empresa teme, e isso se resume basicamente em apenas uma coisa: medo de perder o cliente. E baseado nisso é que reclamo de produtos que apresentam defeito. E ainda tem gente que acredita no mito de que reclamar não vai adiantar nada. Cassete, uma vez eu comprei uma Fanta Laranja que, estranhamente, não tinha o gosto de Fanta laranja, que já não tem gosto de laranja. Tinha um gosto de... sei lá... imagine algo como Tang de laranja misturado com terra, ou alguma coisa bizarra assim. Mandei um email pra Coca reclamando, utilizando-me das frases mágicas, tais como "baixa qualidade", "estou insatisfeito" ou "troquei o produto por um similar". Essa última frase então é a mais temida por uma empresa, perder o cliente para um concorrente é a pior coisa que pode acontecer para uma organização, pior até mesmo que falir. Enfim, no dia seguinte recebi um email explicando o fato ocorrido, falando que se tratava de um problema nas máquinas (há, deve ter vindo óleo diesel na minha Fanta). E, no outro dia, surge um camarada feio pra cassete tocando a campainha lá de casa com uma garrafa de Fanta na mão. Eu saí lucrando, e a Coca também, já que não perdeu o cliente. E isso é apenas um exemplo dos vários produtos dos quais reclamei com sucesso. Tá vendo mongolzada? Vâmu recramá!


domingo, 11 de janeiro de 2004, by Fabricio von


sábado, 10 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Cassete, eu não aguento mais essa polêmica da identificação de americanos em aeroportos brasileiros! Tanta repercussão só porque os gringos tem que tirar uma foto e deixar impressões digitais? Se lá acontece a mesma coisa, então não há motivos pra ficar se discutindo tanto sobre esse assunto. O americano tem que ter o mínimo de paciência pra encarar uma fila de registro de gringos que vem pro Brasil para, na maioria das vezes, ficar bêbado na praia, gritando "molata" e "samba" ou para curtirem o turismo sexual, que, infelizmente, é o maior incentivo para a chegada de estrangeiros no país. Tá certo que o americano vai ter que cagar o dedo na tinta, mas porra, isso aqui é Brasil, América Latrina! E afinal, pra que serve o registro? Basicamente nada, visto que a Justiça brasileira é extremamente lenta e cega (vista grossa mesmo). O motivo é nada mais do que retaliação, e quer saber? Tá é certo, não pode ficar de quatro pros EUA enquanto eles se acham os donos do mundo. Mas eu não duvido nada que, se essa identificação de americanos não for abolida, o Mr. Dono do Mundo George Bush vai cortar algum tipo de relação com o Brasil, e o Governo brasileiro vai se cagar de medo. Sad but true.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2004, by Fabricio von

Cassete, após um ano de muito desejo finalmente comprei minha câmera digital! Pode me chamar de mongol (doh), mas eu mal tive tempo de tirar fotos... o manual dela tem 220 páginas, e eu li tudo antes de começar a mexer. Ah, coloquei uma foto no meu fotolog, que você pode acessar clicando no meu nome, logo abaixo do post. Em breve vou colocar umas fotos realmente mongóis... see ya!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2004, by Fabricio von

E para ponderar, mais um axioma inprofícuo oriundo de meu intelecto (eu tou ficando viciado em escrever assim...):

"O pai de um intermediário entre deuses e crentes do candomblé, vulgo pai-de-santo, é considerado um avô-de-santo? E, se um pai-de-santo procriasse, seu filho seria um santo? E esse santo, poderia sair por aí, copulando com mulheres, extraterrestres e cabritas? Ou será que isso anularia sua santidade, necessária para a beatificação? E se sua beatificação realmente fosse negada, como ficaria a vida do pai-de-santo? Será que ele passaria a ser visto apenas como um pai-de-zé-ninguém? E o que esse pobre ser estigmatizado pela sociedade faria, qual seria sua reação? Viraria ele um serial-killer, que subsiste em função do sangue por ele derramado?"

Isso é algo que deve ser pensado, minha gente! Ou não.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2004, by Fabricio von


Qual é sua mania?


Eeeeeee chuvinha de merda! Eu vou é ficar debaixo do cobertor vendo filme na HBO, num tou com saco de escrever não.


domingo, 4 de janeiro de 2004, by Fabricio von

SouMongol Corporation
é levado até você por:


sábado, 3 de janeiro de 2004, by Fabricio von

O QUE FAZER (OU NÃO) NAS FÉRIAS

  • Mini-Incêndio

    Material:
    - Uma vela que você encontrar acesa pela casa;
    - Cravo;
    - Folhas secas;

    Procedimento:
    Quando ninguém estiver olhando, coloque os cravos na chama da vela. Quando o cheiro estiver empesteando o ar, queime também umas folhas de louro, hortelã, mato, provas, papel alumínio, enfim, o que você tiver vontade de queimar. Quando perguntarem porque você está rindo, saia de perto do mini-incêndio e finja que não foi você.
    (Obs: não vá deixar nada inflamável perto da vela, isso causa acidentes. Bleh, como se você não soubesse disso...)


  • Vôlei Humano

    Material:
    - Uma criança de 6 anos;
    - Piscina;
    - Dois jogadores.

    Procedimento:
    Os jogadores e a bola (criança) devem entrar na piscina. Os jogadores devem ficar um de frente para o outro, a uma distância de uns 4 metros, e a bola deve ser arremessada de um lado para o outro. Se a bola reclamar, aplique-na um caldo e prossiga com o jogo até que a bola fique cansada o suficiente para garantir uma boa noite de sono aos adultos.


  • Cocó Maluca

    Material:
    - Pão (pode ser dormido);
    - Álcool;
    - Açúcar;
    - Galinha esfomeada do terreno abandonado.

    Procedimento:
    Em um potinho misture álcool com um pouco de açúcar. Reserve. Vá até a cena do crime e comece alimentando a galinha com pequenos pedaços de pão seco. Quando a galinha estiver quase voando em você invocando por comida, jogue um pedaço de pão encharcado de álcool com açúcar. Continue alimentando a galinha com pão seco. Pouco tempo depois você verá a ave trocando as patas e virando o pescocinho. Sente-se e comece a rir.
    (Obs: não vá exagerar no álcool, a menos que você planeje pegar a galinha e fazer uma sopa alcoólica)

    Advertência:
    Se você quiser fazer qualquer uma das idiotices aqui prescritas, a responsabilidade é toda sua. Depois não vá me culpar dizendo que sua casa pegou fogo, que seu irmão morreu afogado e/ou que a granja do lado da sua casa está te processando pelo homicídio de milhares de penosas. Além do mais, eu poderia alegar insanidade mental, afinal, eu sou mongol!