quarta-feira, 22 de dezembro de 2004, by Fabricio S.

Olho pra banca de jornais hoje de manhã e vejo até no Jornal do Brasil: "Petrópolis debaixo d’água". E o pior é que não é exagero, a enchente foi sinistra: choveu em três horas o que era pra ter chovido no mês inteiro. E eu, sortudo como sou, estava exatamente onde a situação estava mais caótica. Sem ônibus circulando e desesperado de fome, entrei num táxi. E foi aí que tomei volta: o motorista foi pra uma rua; alagada. Voltou e tentou outra rua: alagada. O taxímetro já marcava 8 pratas, e eu puto porque é só ter uma enchentezinha qualquer que táxi já trafega com a tarifa mais cara. Finalmente o taxista me levou pra 3ª e última rua possível pra sair do centro da cidade. E adivinhe? Alagada! Acabou que o motorista voltou para o mesmo lugar em que peguei o táxi, e ainda tive que pagar quatorze reais para aquele careca barrigudo. Só depois de umas três horas de espera que a chuva cessou e o mar virou rua novamente. Mas pelo menos uma coisa foi engraçada: uma pobre ratazana, tentando nadar contra a correnteza. Todo mundo ficou ali admirado, vendo aquele pobre bichinho transmissor de doenças lutando contra a força da água. Após muito esforço, ela conseguiu ir pra uma margem do "mar". E assim que ela parou na beirinha, tremendo de cansaço, chegou um comerciante local e meteu o bicudo na bichinha, que voou de volta pra água. Das duas, uma: ou morreu com a pancada ou morreu afogada, porque ela foi boiando naquela linda água marrom até desaparecer. Bom, eu só sei de uma coisa: eu vou comprar um bote inflável e deixar dentro da mochila, assim não vou tomar volta de taxista e ainda posso cobrar uma graninha para salvar quem estiver morrendo afogado.


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Nenhuma mongolice! Que derrota!