quinta-feira, 5 de agosto de 2004, by Fabricio S.

Tenho sorte de estar vivo. Ontem, 22:30hs, saí da universidade. Pra variar, uma fome do cão, mesmo que eu jante às 18hs e lanche qualquer besteira no intervalo das aulas. Mas justamente ontem não deu tempo de eu comer nada. Ainda ia demorar muito pro ônibus chegar, e meu estômago estava me comendo vivo. Olhei pra dentro daquela padaria, já fechando as portas, e entrei. Olhei pra vitrine e vi um resto de biscoito amanteigado numa bandeja. "Promoção: 100 gramas por 1 real". Cego de fome, nem questionei a qualidade daquela coisa, pedi logo dois reais de biscoito. Pra quê... comi o primeiro, o segundo, o terceiro. Lá pro décimo eu olhava pro saquinho de biscoito e meu estômago falava: "Não, não, por favor, não!" Continuei comendo, mesmo contra minha vontade, só pra matar a fome. Até uma hora que não aguentei mais. O gosto de coisa mofada tava me enojando. Como tinha bastante biscoito ainda, resolvi dar (o biscoito) pra um cachorrinho de rua que tava dormindo perto de onde eu estava. Botei o pacotinho no chão, chamei o totó, e ele veio todo feliz. Chegou no pacote, enfiou a cara, cheirou, torceu o nariz e foi embora. Caraca, nem o cachorro comeu o biscoito! Aí que eu fiquei bolado, pensando no que ocorreria comigo de madrugada. Graças a Deus não tive nenhum grande problema intestinal, e acabei pegando nojo daquela padaria. Acho que teria sido melhor se eu tivesse comido um daqueles torresmos gordurosos do boteco ao lado da padaria, pelo menos aquela porcaria tem rotatividade. Eu acho.


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Nenhuma mongolice! Que derrota!