quinta-feira, 8 de julho de 2004, by Tiago

Finalmente tá acabando o período na faculdade, e também por um tempo a agonia do ônibus. Pra ir pra faculdade são normalmente 1h15m de ônibus na ida, e 1h30m na volta, que passam a demorar cada vez mais ao longo dos períodos, principalmente quando preciso fazer algum trabalho atrasado... Mas o mais marcante da experiência do ônibus pro Fundão é o pessoal que vai dormindo. Não sei por quê, mas tem gente que dorme em ônibus que tende a obter posições cômicas, com a boca aberta, todo esparramado pelo banco. O pessoal que já subiu a estrada BR-040 sentido Rio-Petrópolis sabe que essa estrada é cheia de curvas quando começa a subir, então dá pra imaginar essa gente toda esparramada, com a boca aberta E sacolejando a cabeça pra tudo quanto e lado! Mas a experiência marcante é justamente estar do lado de alguém que dorme com a boca aberta... Vira e mexe o sujeito vira a boca pra você, dá pra ver obturação, resto de comida na gengiva, tudo mais...
Falar em gengiva, dentes e tudo mais, lembrei de algo mais cômico, que esqueci de comentar aqui no blog... Período passado, tava voltando num ônibus que passa na Área Industrial da Varig, no Aeroporto internacional do Rio de Janeiro, e tem sempre um velho que pega esse ônibus lá no aeroporto pra voltar pra Petrópolis, e sempre vem dormindo... de boca aberta. Não bastasse de boca aberta, também roncando. Mas nesse dia, a dentadura pulou da boca e foi parar uns dois bancos da frente. Aquela visão foi marcante... a baba escorrida pelo trajeto que os dentes pulantes tomaram, a cara de sono que o velho tava ao procurar a bendita dentadura, a cara de nojo da coitada da garota que tava sentada no banco em cima do lugar onde a dentadura foi parar... Bizarro.

Ah, e cortei o cabelo. Razoavelmente curto. Tava chato, eu tava parecendo um velho preguiçoso.


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Nenhuma mongolice! Que derrota!