quinta-feira, 18 de março de 2004, by Fabricio S.

Caraca, mais um texto ridículo que eu digitei há mais de um ano atrás...

Perícia confirma: mortes foram causadas por cerveja contaminada

Neste último mês deram entrada nos hospitais públicos e particulares da cidade cerca de 250 pessoas apresentando os mesmos sintomas (diarréia, convulsões e falência múltipla dos órgãos). Até agora todos que apresentaram estes sintomas morreram. Hoje a perícia concluiu que a causa desta catástrofe é a contaminação de uma cerveja petropolitana. A fábrica passou por inspeções, e dentro do reservatório foi encontrado o Matomermolanato de Morredesgraçol, substância altamente tóxica encontrada em ogivas nucleares.

A cervejaria está interditada e não existe previsão de quando irá voltar a funcionar. O presidente da cervejaria não foi encontrado, mas a assessora de imprensa, Marluce Vatapá, declarou que a cervejaria não tem culpa sobre a contaminação da cerveja. ”Recebemos um telefonema anônimo mês passado, e ficamos sabendo que a contaminação aconteceu quando um pichador invadiu a fábrica pela noite e jogou uma ogiva nuclear no reservatório”, disse Marluce. Quando perguntamos porque um pichador jogaria uma ogiva nuclear no reservatório de uma cervejaria de pequeno porte, ela ficou sem palavras. Perguntamos também porque a suposta ogiva nuclear não havia explodido. Marluce Vatapá ficou extremamente nervosa. “Porque não foi encontrada nenhuma ogiva nuclear dentro do reservatório?”, perguntamos. Ela saiu correndo.

As famílias dos presuntos estão revoltadas: querem justiça e, claro, uma indenização altíssima para aproveitar a vida como nunca fizeram antes. “Meu marido abriu uma lata desta cerveja, tomou um gole e caiu no chão se contorcendo e gritando feito uma gata no cio”, conta dona Marinalva, chorando. “Meu Adalberto está morto! Ninguém pode traze-lo de volta, e eu exijo que me paguem, seja com o dinheiro sujo da indenização ou com a própria alma!”, concluiu dona Marinalva, liberando uma risada satânica e secando as lágrimas com a brasa do inferno que queimava em seus olhos endemoninhados.

Mas a situação continua lastimável. Mesmo após a confirmação das mortes, as pessoas continuam comprando desta cerveja, que teve seu preço reduzido em 40% pelos supermercados. As vendas desta cerveja cresceram 65%. O gerente de marketing de uma famosa rede de supermercados da cidade diz que têm consciência de que a cerveja mata, mas também diz que nada importa mais para a empresa do que lucro obtido com a venda deste produto. Perguntamos se ele não se preocupava com um aumento da mortalidade da população com esta medida, e ele respondeu que se importa muito, não pela dor que as famílias sentirão com a perda de seus parentes, mas pelo crescimento do número de mortos, fato que triplicará a venda de velas, caixões e coroas de flores, produtos que agora são comercializados nos supermercados da região.


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Nenhuma mongolice! Que derrota!